O "boa praça" que queima seu fuminho no fim de semana pra ficar "relax", aqueles que precisam de aditivos pra "expandir a mente" em nome da arte ou da criação, aquela galerinha se "chapa" para dar um "brilho" diferente na sua festa, seja com coca, crack, maconha, ecstasy ou whatever; essa gente, geralmente de classe média, que entra numa de se "ligar" pra curtir a vida, é o principal alimento do narcotráfico. Essa gente é indiretamente responsável pelos dramas, pelas mortes, por essa praga que arrebenta com vidas inocentes e com os valores humanos.
Mas como convencê-los a não consumir o veneno que lhes dá a sensação de poder ou de fuga? Não estão nem aí. Não querem nem saber que se o consumo se extingue, o tráfico não prospera. E os viciados? Esses é que não estão nem aí, nem aqui, nem ali, porque para a infeliz criatura que se deixou vencer pelo vício tanto faz viver ou morrer. Esqueceram valores, sentimentos, projetos, futuros.
Será que tudo o que vimos nos últimos dias não conseguiu sequer suscitar uma pequena reflexão nos usuários dos fantásticos e mortais produtos do tráfico? Será que eu soaria muito careta se repetisse aqui aquele manjado e fracassado apelo "Diga NÃO às drogas!"?
Mas eu repito, porque, a essa altura, quem não diz "não" às drogas é cúmplice de toda essa sangrenta realidade que mata não só gente como esperanças. Diga NÃO às drogas!
Posted by meraluz at maio 21, 2006 09:34 PM