
O celular high tech não me faz mais feliz.
O notebook turbinado não me faz mais feliz.
As fórmulas cosméticas de última geração não me fazem mais feliz.
A TV de plasma, que nem possuo ainda, não me fará mais feliz.
As parafernálias nanotecnológicas que se multiplicam, personificando o progresso, não farão de mim uma pessoa melhor nem mais satisfeita.
Concluo então que, para mim pelo menos, facilidades não são promessas de felicidade. Felizes mesmo são as lembranças daquilo que não se pode mudar, como algum pôr-do-sol que a memória registrou, o cheiro de pães frescos trazidos pelas mães ao final de um dia de chuva, um encontro casual qualquer com alguém nada casual que, em algum momento, desperta em nós o sentido da vida.
O resto é perfumaria. São artifícios que iludem a infinita solidão da qual o ser humano é um permanente refém.
Posted by meraluz at outubro 14, 2007 10:27 AM