A
Meraluz's Production

Starring: Meraluz, You, Real Life, Dream Life, Poetry, Art, Joke and whatever!

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.




Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!


Cotação da verdinha $$$:




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setembro 06, 2005

Time Break 

Estarei ausente deste blog por uns tempos. Eu volto. "A vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito..."

Como uma onda no mar...

 

::: by
meraluz at 11:04 AM

|



setembro 04, 2005

Rádio Meraluz 

Breguinha e bonitinha. Clique no player e aguarde para ouvir um pedacinho.

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Transas
Ritchie

TRANSAS (Ritchie)

Tanto tempo faz que a gente transa
E não se conversou
Tanto vício, tanta fuga pra saber
Se é amor

Sei que você pensa que passa e vai...
Só transas...
Faz de conta que não se quer mais
É transa e tanto faz

Quando se quer mais
A gente diz "bye bye"
A gente quer mais
Finge que satisfaz

É moderno, é certo, eu sei que muitos querem
Essa forma de amor
Se chega perto, é certo e sem paixão
Mas também sem dor

A gente pensa que só passa e vai...
Só transas
Faz de conta que não se ama mais
É transa e tanto faz

Quando se quer mais
A gente diz "bye bye"
A gente quer mais
Finge que satisfaz

 

::: by
meraluz at 05:10 PM

|



setembro 01, 2005

Namorar é Preciso 

Namorar é preciso, é fundamental, porque, se observarmos bem, a cada dia morre um amor. Não percebemos, na maioria das vezes, mas diariamente um amor morre, após uma vida inteira de rotina... morre, lenta e vagarosamente, de forma quase indolor, por isso não nos damos conta.
Amores há que morrem em meio a bate-bocas, escândalos e vexames; outros morrem calados, em frente do televisor, nos domingos à tarde, há amores, ainda, que falecem numa cama luxuosa de motel.
Alguns amores, que pareciam saudáveis, morrem por falta do beijo antes de dormir, daquele “boa noite” especial, de um olhar de cumplicidade, um procurar das mãos no meio do filme a que se está assistindo.
Morrem amores de forma tão estúpida, de pura desnutrição, depois de beijos mecânicos (quando são dados), telefonemas cada vez mais espaçados, nenhuma carta desnecessária, dessas que se escreve correndo, porque sim, só porque se sentiu saudade.
Morre um amor, todos os dias, e isto é certo. A maioria dos amores falece com um suspiro, apenas, e ninguém se dá conta, nem mesmo quem se disse amante um dia. Às vezes, muito raramente, um ou outro amor morre como num tsunami, com direito a efeitos especiais e a sair em telejornal.
A morte de amores empobrece o mundo. Quando um único amor morre entristece, principalmente, os que são sentimentais, como nós, que relutamos em admitir essa verdade, porque nada é mais sofrido que constatar o fracasso do amor que se sonhou um dia.
Nada dói mais que saber que, uma vez mais, um amor morreu. Esta é a lição, sofrida, mas inexorável, que a vida nos ensina: os amores, se mal cuidados, morrem.
Morrem os amores, todos os dias, com o veneno da traição, a metralhadora do tédio, a espada da indiferença. Morrem porque nós acabamos com eles, ou somos mortos por quem dizia nos amar.
Há várias formas de matar o amor, ainda que ele pareça continuar vivo. Por exemplo, há amores que parecem um velório eterno: ninguém volta para sua casa, nem chega jamais à hora do enterro. São relacionamentos que não admitem que já estão putrefatos, que já se acabaram e não saíram de cena. Perduram, às vezes, por muitos anos, fazem bodas de prata e ouro, apesar do sexo (quando há) sem tesão algum, dos beijos sem sentido nem sabor, das vidas, camas ou quartos separados.
Existe outra espécie de amor: são os amores anestesiados, platônicos. Amores de quem ainda suspira, apaixonada, diante de uma foto do Roberto Carlos e nem atende aos telefonemas do Carlos Roberto, ou não esquece os olhos do ex-marido que já tem outra família, mulher e filhos. Não que não se possa amar alguém que já é passado, amar nunca fez mal. Torna-se mal, aí sim, se esse amor antigo tamponar os olhos para o amor que está passando na esquina, ou que trabalha quase ao lado. Aliás, nem sei se isso é amor, porque não sei se amor só de cabeça pode ser assim classificado.
Bom, mesmo, é o amor-fênix, e por esse vale a pena viver, vale tudo procurar por ele. Amor-fênix é aquele que renasce das cinzas a cada fim de dia. Amor-fênix é o que resiste às calcinhas penduradas no varal do banheiro, à pasta de dente destampada, às brigas bobas, à velhice da paixão com o correr dos anos.
O amor-fênix não se preocupa muito com a camisola sensual, porque toca a alma do ser amado mesmo com um pijama menos sexy e mais confortável. O amor-fênix não faz frente à novela, não tem medo da Internet, não escasseia nem economiza afeto com o correr dos anos, e perdura, belo e teimoso, até que a morte não separe os amantes, a não ser por algum intervalo dessa abstrata instância chamada tempo.

(Autora: Maria Rita Lemos)

 

::: by
meraluz at 07:49 PM

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