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Meraluz's Production

Starring: Meraluz, You, Real Life, Dream Life, Poetry, Art, Joke and whatever!

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!


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janeiro 31, 2007

A Bunda Dura 

(atenção: o texto é de autoria desconhecida, apesar de estar circulando como sendo do Arnaldo Jabor. Não é do Jabor!!)


Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!! Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes.

Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a. Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão Alisabel é que é legal. Burra.

b. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.

c. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás,ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.

d. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.

Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher.
E você reparou naquela bunda? Meu Deus...

Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.

 

::: by
meraluz at 10:09 AM

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janeiro 06, 2007

Chico City - Um Rio tão longe, tão perto de ser feliz 

(por Arnaldo Bloch, O Globo, 06.01.2006)

Carioca - Chico

A jornalista Regina Zappa - autora de um livro recente sobre as canções cariocas do maior letrista vivo do Brasil - me disse, na saída da estréia do novo show, "Carioca"", quinta-feira, no Canecão, que Chico está absurdamente mais solto no Rio do que em São Paulo, onde a turnê começou. Não sei, achei o Chico mais solto mesmo foi oito anos atrás, no show "As Cidades". No atual, para alegria dos melômanos, estava mais concentrado que solto, pois privilegiou o repertório primordialmente lírico e difícil do novo disco, "Carioca", e foi econômico com as canções que seu apaixonado público esperou quase uma década pra cantar junto com ele e que, apesar de um bis polpudo e popular, vai ter que voltar pra não ficar carente.

Em compensação, quando o lendário Wilson das Neves deixou a bateria para fazer dueto com ele no vocal da deliciosa "Grande Hotel", parceria dos dois, e CHico ensaiou uns passos de samba em coreografia que terminou num explosivo abraço, a platéia veio abaixo como poucas vezes se viu, num momento que, sem exagero, valeu o show, valeu a semana, valeu o mês, o triste mês que deixou o Rio sem graça na virada do 31.

Mais efetiva que a disposição e os adjetivos de efeito com que Sérgio Cabral inaugurou sua gestão à frente do Estado, em resposta ao terror, é a arte de Chico no Rio dias após os ataques de dezembro: faísca perfeita para a boa reação, naquilo que depende menos de intenções e promessas e mais de corações e almas.

Que coisa boa ouvir Chico na TV dizer que a maioria de suas canções é sobre o Rio, mesmo quando não mencionam a cidade, pois é aqui que ele mora e compõe. Na estréia carioca de "Carioca", por sinal, o Canecão estava mais carioca do que nunca, como destacou Chico, ao saudar a presença dos recém-casados Oscar e Vera Lúcia Niemeyer em primeira aparição pública depois de carioquíssimas bodas. Estavam lá também o Ferreira Gullar, maranhense que escolheu Copacabana; o ministro Gil, baiano que, quando não está em Brasília ou em Bahia, fixa-se aqui. O internacional Ivan Lins, parceiro de última hora na impressionista e impressionante "Renata Maria", que podia morar onde quisesse, mas escolheu o Rio.

Que cidade é essa onde, apesar dos pesadelos, insistem em morar Chico Buarque e Wilson das Neves? Ferreira Gullar e Edu Lobo? Baianos Gil, Caetano, Bethânia, Caymmi; Niemeyer, Lyra, Valle, Geraldinho, Ubaldo e a torcida do Flamengo (nome do chavão), a torcida do Botafogo (em nome do Fogão), a torcida do Fluminense (em nome do Chicão), a torcida do Vasco (em nome do nosso eterno vice-campeão?)

Que cidade é essa para onde vieram os mineiros Drummond, Rubem, Sabino, Otto, Paulo, Hélio, Nava, Rosa, e ficaram, e não saíram, e aqui morreram? Que cidade é essa onde Glauber pousou e voou? Que cidade é essa, de Grande Otelo? Que cidade é essa onde Villa-Lobos nasceu, viveu e construiu um Brasil musical do qual somos filhos, às vezes sem saber?

Que cidade é essa que Tom, Vinícius e João cantaram para o mundo e que o mundo canta hoje nas pistas, nos bares dos balneários, nos celulares do Japão, no universo paralelo da MP3?

Quando Chico vem ao Rio (quero dizer, quando Chico sai do seu Rio particular, low profile, de caminhadas invisíveis, de pizzas efêmeras, de peladas sagradas, de seu santo recolhimento, para pisar num palco e se tornar oficialmente público) e pinta essa enxurrada de pessoas legais, famosas e anônimas, essa mulherada vidrada em raios de ardósia, na arte de falar às almas, quando a cidade fica buarquiana inteira, é o caso de se perguntar por que tanta gente boa prefere o Rio mesmo quando o Rio se vê sitiado, temível e temeroso? A resposta pode estar em alguma pausa de algum verso de "Subúrbio", em que Chico saúda aquele Rio para o qual o Cristo dá as costas, onde faltam turistas e sobram maravilhas que pouco se cantam; ou na atmosfera de "Outros Sonhos", donde emerge um Rio tão longe e tão perto de ser possível que dá vontade de chorar.

 

::: by
meraluz at 10:57 AM

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