novembro 30, 2007
Por que é mais que um time, por que é mais que futebol... Por que Joel tinha de ficar.

foto: globo.com
Já sei, já sei... O tema "futebol" não é dos mais apreciados pelos leitores deste blog. Mas é que a coisa vai além disso, muito além, e se expande para muitos outros aspectos da existência. Flamenguista é uma raça à parte. É, de fato, raça, amor e paixão. Flamenguista sofre até os estertores e vibra como se fosse explodir, levitar. O grito de "gol!!!" da galera equivale a um orgasmo merecido e suado. E quando eles cantam empurrando o time... Ah, quanta emoção há naquele coro que abala os céus, quanta emoção! - "Eu sempre te amarei, onde estiver estarei, oh meu mengô!" - Cantam com tudo, com as vísceras, acompanhados pela percussão dos batimentos cardíacos a quase 200.
A trajetória do Flamengo, neste Brasileirão, foi banhada de lágrimas e risos. Angústia na época do quase rebaixamento, êxtase na classificação para a Libertadores. Muita gente empenhou a saúde de seu coração no caminho entre o limbo e a glória. Essa torcida é mágica. Mas não adianta dizer. É preciso estar lá pra entender essa magia. É feita de coração. É vermelha, é vermelha, é vermelha! É um fenômeno que não pára de crescer, seja na tristeza, seja na alegria. O Flamengo já não é do Rio. É do Brasil, é do mundo, é de todo mundo. Extrapolou todas as soberanias e barreiras.
Hoje é um dia histórico no clube. O grande Joel disse, enfim, que "fica"! E tem que ficar. Porque ele é mesmo a cara do Flamengo: vibra, pula, dá esporro, chora, se emociona, grita o tempo todo, fala palavrão, fala a língua do povo e dos jogadores. Fala a língua do Flamengo. E por que Joel acertou o time? Um time que estava prestes a conhecer os dissabores do precipício?
Joel fez aquilo que eu sempre acreditei fazer a diferença - e isto se aplica a outros setores da vida. Joel promoveu a união, a auto-confiança, o bom ambiente e o sentimento de equipe num time perdido. A partir daí, o movimento foi só de ascensão. Todo mundo se entendia. Nada de disputas internas ou brilhos individuais. Todos unidos e centrados num mesmo desejo de vitória: a vitória de todos. Sem união não há prosperidade. E essa união não pode deixar de fora a torcida, que empurra e empurra, fabricando uma energia que move até montanhas. E o time se moveu... E todos estão felizes, sorridentes. A cidade está em festa. E, depois que Joel deu o seu tão esperado SIM, todos foram comemorar lá no alto do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor. Joel se emocionou e chorou. E eu também, assim como outros corações rubro-negros.
O Flamengo ainda é das poucas coisas que ainda conseguem me emocionar, a ponto de deixar meu coração totalmente vulnerável. Porque a vida, ultimamente, as notícias nos jornais, relatam desesperanças. Graças a Deus eu sou flamenguista! Obrigada Flamengo! Obrigada Joel!
::: by
meraluz
at 06:37 PM
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novembro 11, 2007
Batida Diferente - Leny de Andrade e Durval Ferreira
Durval, meu primo querido dos olhos de mar, saudade de você... (suspiro)
Mas não tem nada não! A gente segue por aí, cantarolando as suas canções...
Tchu tchu tchu tchi dah pih dah bah dah!...