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Quarta-feira, Abril 30, 2003 :::
Mas pra quê? Pra que tanto céu?
Pra que tanto mar??
:::
by meraluz
at 11:50
PM - post nº

Terça-feira, Abril 29, 2003 :::
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Música de
Vitor Martins e Ivan Lins
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Que
quer de mim?
Que quer de mim?
Tocar em mim?
Entrar em mim,
Igual a um blues?
Que quer de mim?
Me olhar assim?
Me devassar na
luz?
Que quer de mim?
Tocar em mim?
Entrar em mim,
Igual a um blues?
Que quer de mim?
Desmascarar?
Tirar o meu capuz?
Que quer de mim?
Me humilhar?
Me emocionar?
Que quer de mim?
Me torturar
Pra eu confessar
Que eu desisti
Que eu me rendi?
Pode apossar-se
De mim.
Que quer de mim?
Mudar pra mim?
Morar em mim,
Igual a um blues?
Igual a um bem
Igual a um zen
Enquanto me seduz.
|
::: by
meraluz
at 9:58
AM - post nº

Domingo, Abril 27, 2003 :::
Saia daí, luz do meio-dia!
Saia daí luz do
meio-dia ! Não gosto de você. Retiraria o meio-dia de todos os
relógios. Afaste-se de meus olhos, luz óbvia, sem mistérios,
que ofusca e retira sombras. Luz violenta! Luz feia, de tons
frios, de desnudar e reduzir segredos. Luz despudorada. Duvido
que alguém faça um poema de amor ou uma bela canção ao
meio-dia. E ainda tem aquele cheiro de gordura no ar, das
panelas ao fogo, do auge das rotinas e dos sistemas
operacionais, dos passos apressados, dos óculos escuros, das
formiguinhas trabalhando. A cigarra não costuma cantar neste
horário. Sábias cigarras. Ninguém é sedutor à luz do meio-dia,
no sol a pique. Nem as fotografias são bonitas. Tudo muito
nítido, nítido demais, sem tons intermediários, sem mistérios
crepusculares. Quero a luz do crepúsculo, a luz dos mistérios
da cor. A luz dos encantamentos entre o laranja e o azul.
Quero a luz dos amantes, dos deuses imortais, dos mistérios da
vida. Aquela luminosidade mágica que precede as estrelas. Eu
não gosto da luz do meio-dia, o brilho prata da lâmina a
cortar contemplações.
Comentando: Depois
que estudei fotografia, passei a ter ainda mais motivos para
não gostar da luz do meio-dia, metáforas à parte. A
temperatura de cor dessa luz se eleva para 5.500 graus Kelvin,
em contraposição à temperatura da luz crepuscular ou da
aurora, que é de mais ou menos 3.000 graus. Em outras
palavras, isto significa que a luz em temperatura de cor muito
elevada torna a imagem mais fria; o reflexo, muito prateado,
prejudica os tons intermediários, e a ausência total de
sombras empobrece a beleza das paisagens ou dos rostos. Fica
tudo muito óbvio. Já na luz da tarde, das imediações do
crepúsculo, luz dourada, os tons são quentes, avermelhados,
contribuindo para o encantamento de qualquer motivo.
Sobre a imagem acima: A imagem acima é do
álbum Sol do Meio Dia, mais uma obra do simplesmente genial
Egberto Gismonti. Infelizmente, este gênio da nossa música tem
mais projeção no exterior, o que já não me espanta, mas deixa
pra lá. Certamente, o álbum não foi feito ao sol do meio dia.
Uma musiquinha do Gismonti bem oportuna: Egberto
Gismonti - Computador (2,23 mb)
::: by meraluz at 3:47
PM - post nº

Sexta-feira, Abril 25, 2003 :::
Mas
também pra quê, né? :)
::: by meraluz at 11:36
PM - post nº

Quinta-feira, Abril 24, 2003 :::
Vou dar uma sumidinha de uns dois
dias. Motivo: trabalho. A oposição quer empatar meu ócio. Pela
mesma razão, não tenho podido visitar meus caros vizinhos.
Deve haver algum material por aqui que divirta, distraia,
irrite ou entedie, enquanto não posto alguma besteira nova.
Ai, como é difícil ganhar o pão nosso de cada
dia. Parece até o pão que o diabo amassou!
::: by
meraluz
at 8:17
AM - post nº

Quarta-feira, Abril 23, 2003 :::
Ouvi teus sonhos... Fulgurantes,
ébrios, híbridos, lindos, loucos. Mas, a cada vez que recebo
tuas cintilantes palavras de sonho, ao invés de pegar carona
no vôo do teu Pégasus, sinto cada vez mais o infinito da
distância. Talvez não conheças os venenos oníricos. Talvez
ainda sejas ingênuo ou não tenhas muita escolha. Mas esses
venenos, ah, conheço-os bem. Não preciso dos devaneios
etéreos, tóxicos da alma. A experiência da liberdade não
precisa sonhar, é o próprio sonho realizado ou realizável.
Sonho de quem é livre é toque na vida, são impressões, marcas,
arranhões, perfumes, rastros, castelos reais, derramamento de
líquidos. Já sonhei. Posso voltar a sonhar um dia. Mas agora
não. Agora não preciso das fugas, por mais beleza contenham.
Nenhum muro me oprime, não tenho do que escapar. Não tenho o
que fazer com nuvens de países encantados que nunca existirão.
Não vivo de esperas longínquas, de mundos imaginários, que
ajudam a suportar sabe-se lá o quê. Não tenho que suportar
nada. Vivo do que minhas mãos criam, acariciam ou espancam.
Mas esses sonhos não... Esses sonhos remotos são de uma
perversa beleza, de um violento torpor. Mais dignas são as
saudades, as memórias, que puderam existir. Não são feitas com
brumas mágicas, que nada trazem de concreto nas mãos para
oferecer, nem uma flor sequer. Saudades não são assim
ambiciosas, são aquilo que foram, e por isso são muito. Se um
sonhador me oferecer o mundo, decerto que não aceitarei. Não
se dá o mundo a ninguém, a não ser pela ilusão. Preferirei,
sem hesitar, um tímido grão de areia, a reluzir na palma de
minha mão. Um vasto mundo sonhado não é o mundo. E um grão de
areia, por minúsculo que seja, é parte dele. Ouço teus sonhos.
Ouço apenas. E sinto tanto por ti. Sinto por saber que, assim
como eu, também não acreditas neles. E sofres porque sonhas, e
sonhas porque sofres. Meu sonho sou eu, que não acordo para
dentro, como diz o poeta. Pode haver maior solidão do que
acordar-se para dentro?
::: by meraluz at 12:37
AM - post nº

Segunda-feira, Abril 21, 2003 :::
::: by
meraluz
at 9:27
PM - post nº

Os Tolos de Amor
Sinto uma puta ternura pelos "tolos de amor", os
crédulos, os leitores de nuvens e estrelas, os últimos
românticos. Confio nos "tolos de amor" que, na verdade, não
são tão tolos assim. São mais puros do que tolos. E puros
nunca são tolos. Sorrio de suas ilações, de suas "tolices"
absolutas, literais, das inextricáveis esperanças, da leveza
do ar que respiram - há tanto oxigênio nesse ar! Contemplo,
com certa inveja, a teimosia de continuar acreditando. E
quanto mais o mundo lhes diz "não", mais esses "tolos de amor"
dizem "sim" - e há muito mais força no "sim".
Devo ter
uma "tola de amor" escondida no fundo de minhas gavetas. Uma
asceta tola, estrategicamente esquecida n'algum lugar do
passado ou na última fissura fatal. Restou a mim zombar de
tudo, brincar de acreditar, mascarar discursos simples com
artifícios rebuscados e abstratos que só servem para
complicar, e, last but not least, contemplar os "tolos
de amor". Esses artifícios me fazem ganhar tempo para não
correr o risco de ter que acreditar de novo. Passei a
pertencer à categoria dos "tolos pensantes". Pensando
anatomicamente um sentimento, tirando-lhes os adornos
barrocos, as melodias de notas simples, primárias e
repetitivas, porém elementares, iludo-me. Iludo-me, sem perder
a consciência da ilusão - se é que é possível se iludir assim.
Iludo-me, porque sei que a vida, em sua expressão mais urgente
e definitiva, está mesmo é inscrita no olhar ingênuo desses
"tolos de amor".
Não é que não se acredite mais. É
que, para alguns, foram tantas as travessias, tantos os
naufrágios e o mar bateu tão forte, que eles preferiram, com
medo de morrer, enterrar ou guardar seus "tolos de amor" para
alguma ocasião mais solene, talvez para o último grande
espetáculo de sua história, que pode vir a acontecer ou não.
Aí, quem sabe, esses combalidos "tolos do pensar" se despojem
de todos os aprendizados que os fizeram desaprender as
simplicidades, e atirem-se completamente nus aos mais ousados
sonhos, ao oceano azul, ao infinito estrelado, sem pensar...
PS: este post foi inspirado em um comentário da Emera,
no qual ela se referia a si própria como tola e crédula
.
:::
by meraluz
at 12:05
PM - post nº

Domingo, Abril 20, 2003 :::
Trrrimmm! - Alô! - Oi ! É
Páscoa, né? Liguei para me desculpar e fazer as pazes! -
Achei que isso nunca fosse acontecer. Você me pegou de
surpresa, nem sei o que dizer. - Não diz nada. Deixa que
eu digo: te amo e não posso mais viver sem ti! Não vamos nos
separar nunca mais, não é? - Nunca mais, amor! Quase
morri. - Ainda quer saber de mim? - Sempre. -
Preciso te ver! Estou indo praí desejar Feliz Páscoa tête a
tête! - Jura? - Pego o primeiro vôo. Levo
champagne e chocolates. Um beijo!
==============================================
O telefonema foi tão real quanto o Coelhinho da
Páscoa. Produto das imaginações fantásticas. Mas o que seria
das imaginações se elas não fossem habitadas por histórias
fantásticas e perfeitas, não é?
Além do que,
aquém das imaginações, existem chocolates, ovos de
Páscoa e tantas outras coisas mais, e isso não é tão
imperfeito assim, hum?... UMA FELIZ PÁSCOA a todos!
Obs.: texto fictício, nenhuma correlação com minhas
experiências pessoais, apenas uma mensagem de Páscoa com
historinha.
::: by meraluz at 1:21
AM - post nº

Sexta-feira, Abril 18, 2003 :::
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Agora vamos falar de |

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Mas... cadê as flores?
Search:

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Resultado da
Pesquisa:
Leia o post abaixo.
::: by meraluz at 12:28
PM - post nº

Meu total repúdio ao último artigo
de Olavo de Carvalho
. Referindo-se a Saddam como Satã Husseim (do
que não discordo), só falta chamar George Bush de Jeová
Bush, ou até mesmo de "Deus", nas entrelinhas, e acender
uma vela no altar do "grande herói bem intencionado".
Logicamente, esqueceu-se de mencionar alguns fatos concretos,
como, por exemplo, a repressão violenta às próprias
manifestações americanas contra a Guerra. Dos que se indignam
com esse nonsense chamado Guerra, ele escarnece, usando a
irônica nomenclatura de pombinhas da paz para
designá-los. Claro, mencionar isto significaria confirmar um
atentado contra a liberdade de expressão. Coitado, coitado...
Oh, shit! Quando isto parte de um cérebro inteligente, que é o
caso de Olavo, deve ser porque o mundo está mesmo chegando ao
Apocalipse. Algum tipo de droga alucina cérebros pensantes e
não pensantes. E isso tudo se assemelha muito aos
acontecimentos históricos da era Hitler... Não é à tôa que
sempre me antipatizei com as idéias desse infeliz filósofo. O
mundo está cheio de idéias infelizes de gente infeliz.
Filósofos não sabem de nada, não sabem de nada.
Confortavelmente instalados, assistem ao mundo de camarote,
cercados de eruditas literaturas, que lhes ajudam a extrair
críticas e postulados assépticos, que não se sujam com sangue,
nem com suor, nem com lágrimas. Essa parte fica para quem vive
os dramas: o povo. O protagonista do mundo é o povo oprimido,
a quem calam a voz e manipulam, com clichês estratégicos e
impostores do bem e do mal e com armas de guerra. O ilustre
filósofo se esqueceu de constatar também que é muita pretensão
do Ocidente querer interferir no destino do Oriente, destruir
e promiscuir gente, história e preceitos religiosos de uma
cultura que não é nem nunca será a sua, mudar-lhes a
trajetória natural. São povos diferentes com peculiaridades
muito distantes das nossas. Brincar de Deus é pecado, senhores
filósofos e presidentes. Há quem ache que a guerra seja
necessária em algumas situações. Para mim, é algo tão
irracional que a única situação em que consigo justificá-la é
na defesa de quem sofreu o primeiro ataque. Necessária a quem?
Ao povo? Não me faça rir. Ao mundo? Por acaso o mundo passou
alguma procuração para que os EUA iniciasse uma guerra? Pelo
que me consta, a ONU disse "não".
::: by meraluz at 11:06
AM - post nº

Quinta-feira, Abril 17, 2003 :::
Qualquer Droga
Situação dramática! Sinto-me seriamente impelida a
substituir o nome deste blog. Logo eu, tão detalhista. Um nome
que eu gosto tanto, pela abrangência, pela alusão à música,
por causa do indeterminado, por um monte de Qualquer Coisa.
Estou tão danada da minha vida. Descobri que há mais QUALQUER
COISA na Web do que pode supor sua vã filosofia. Não estou
brincando. Vejam quantos: Qualquer coisa1 - Qualquer coisa2
- Qualquer
coisa3 - Qualquer coisa4 -
Qualquer
coisa5 Qualquer coisa6 - Qualquer
Coisa7 - Qualquer Coisa8
Já não bastando o trauma do meu inflacionado nome
(Marcia), agora mais essa. Lembro que, quando prestava
vestibular, minha venerada mãe (- tá na boa aí em cima, minha
mãe?), que tinha sempre o hábito de me acompanhar nesses ritos
de passagem, pediu a um funcionário que entregasse na sala,
com uns cinquenta vestibulandos, uma Cocacola para a "Marcia".
O rapaz abre a porta e diz: "- pediram para entregar à
Marcia!" Mais da metade das mulheres olhou para o gentil
portador. E ele teve que voltar e perguntar à minha mãe pelo
sobrenome. Só então, seca de sede sob 40 graus, pude tomar o
refrigerante. A coisa se repete. Quando falarem em "Qualquer
Coisa", todos os homônimos vão olhar.
Isso confunde.
Ninguém gosta de ser confundido, mesmo que cada Qualquer Coisa
tenha sua marca registrada. Que coisa, hein? E eu, crente que
primava pela originalidade. As novas possibilidades seriam: 1)
Quelque Chose (o nome do endereço, mas que não equivale
à Qualquer Coisa, em português, só é foneticamente parecido);
2) Quelque Merde (porque eu to p.. da vida, mas
comprometeria um pouco do estilo); 3) Qual Quer (gostei
deste); 4) Coisa Qualquer (pura inversão). Estou
aceitando sugestões, embora não consiga olhar para a cara
deste site e imaginar um outro nome.
Bah... balde de
água fria!
::: by meraluz at 9:51
AM - post nº

Foi questionada a autoria do texto
abaixo, que chegou a mim como sendo do Veríssimo. Vou
investigar a fonte, pois não quero fazer parte desse circo
irresponsável que veicula textos na Internet atribuindo-lhes
autorias indevidas. De qualquer forma, na minha opinião, o
texto é muito bom, seja de quem for.
Depoimento
Emocionado de Luis Fernando Veríssimo Sobre Sua Experiência
com as Drogas
Tudo começou quando eu
tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de
"experimenta, depois quando você quiser é só parar..." e eu
fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que
era de "raiz", da terra, que não fazia mal, e me deu um
inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do
"Leandro e Leonardo". Achei legal, uma coisa bem brasileira;
mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez
mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "amigo" e
acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na
loja e pedi: - Me dá um Cd do Zezé de Camargo e Luciano. Era
o principio de tudo! Logo resolvi experimentar algo
diferente e ele me ofereceu um Cd de Axé. Ele dizia que era
para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor,
Netinho, etc. Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo
coisas piores: É o Tchan, Companhia do Pagode, Asa de Águia
e muito mais... continua
aqui
::: by
meraluz
at 8:25
AM - post nº

Quarta-feira, Abril 16, 2003 :::
Você diz o que pensa?
Você diz o que pensa? Mesmo? Tudo? Tem certeza? Eu não
devasso todo o pensamento em público nem a porrada! Só a parte
divisível. Sou lá besta? Primeiro, que não entenderiam a coisa
de forma genuína. Ao transformar um pensamento (ou um
sentimento) em palavras ou discursos públicos, metade da
síntese já fica perdida - mas não faltarão análises e
críticas, principalmente se esse pensamento for politicamente
incorreto ou inusitado. Segundo, que não é interessante gerar
polêmicas desnecessárias. Dá muita perturbação, e desperdícios
são contraproducentes. Mas aí vem algum crítico existencial de
plantão com a questaozinha básica: - então sua estética
verborrágica é mentirosa? Não, não é. Só filtrada. Cada um
tem seu filtro, com a respectiva capacidade. - Suas
opiniões são mascaradas? Não, não são. Quando muito,
algumas são adornadas, e sempre há um jeito de colocá-las sem
nudez explícita. Nem tudo precisa ser tão óbvio aos olhares
externos. Mentir, não sei. Mentir, nunca soube. E espero nunca
saber. O poeta é um fingidor, mas não sou poeta, nem chego a
fingir que é dor a dor que deveras sinto. Neste caso, prefiro
silenciar os versos.
Resumindo, não estendo cicatrizes no varal. Complicado, não
é? É sim. Por isso gosto dos simplistas: são mais ingênuos ao
se projetarem, sem noção de perigo. Mas será que há quem diga
exatamente tudo o que pensa? Será que não estariam dizendo
tudo o que pensam que pensam ? Como saber? Só há uma maneira:
chegando mais perto, viajando até o outro e percebendo,
sobretudo, o que ele diz com sua sucessão de atitudes, antes
da disposição de palavras. Discurso e ação. Ao observar o
outro, basta-me captar a essência de SER, não importa por
quais instrumentos. O estar, o ter, o ver são inevitáveis
consequências.
::: by meraluz at 12:16
PM - post nº

Terça-feira, Abril 15, 2003 :::
Ah! Vamos ouvir Bluesette? Vamos?
A alma tem sons. E este é um som de alma feliz. De chutar
pedrinhas, de assoviar, de tomar banho de chuva ou de sol. Ao
som de Bluesette, dá até pra fazer de conta que o mundo é
feliz. Ela é toda assoviada pelo Toots. Piu bela! Vida com
jeito de filme francês.
Bluesette
(Toots Thielemans)
::: by
meraluz
at 8:41
PM - post nº

Tá todo mundo fazendo IRRF Tá
todo mundo vendo TV Tá todo mundo lendo Paulo Coelho
Tá todo mundo discutindo a Guerra Tá todo mundo
falando em Pneumonia Asiática Tá todo mundo enclausurado
nos shoppings Tá todo mundo na Internet dizendo merde
[xiiii, esbarrei-me! (risinho amarelo) ] E a vida? Onde
está, hein? hein?
::: by meraluz at 2:06
PM - post nº

Segunda-feira, Abril 14, 2003 :::
 |
Não sei mais
fazer poemas, Partiram-me em
sílabas, Desordenadas, Desintegradas, Despudoradas. Procuro
a palavra perdida, Ferida, partida, contida. Uma
palavra, Que retome os versos reversos, Que inicie
o próximo poema E escreva novos
dilemas. |
::: by
meraluz
at 8:32
PM - post nº

SOCORRO!
Há dias em que me
sinto assim. Mas enquanto puder cantar, ainda resta uma
esperança. Há de ser rebate falso e um pequeno respingo, vindo
de alguma fonte profusa e maior, há de me salvar. "Qualquer
coisa que se sinta...."
Socorro (Alice
Ruiz/ Arnaldo Antunes)
Socorro, não estou sentindo
nada Nem medo, nem calor, nem fogo Não vai dar mais
pra chorar Nem pra rir Socorro, alguma alma mesmo que
penada Me empreste suas penas Já não sinto amor nem
dor Já não sinto nada Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha Por favor, uma emoção
pequena, qualquer coisa Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido Em qualquer
cruzamento Acostamento Encruzilhada Socorro, eu já
não sinto nada
::: by meraluz at 1:26
PM - post nº

Domingo, Abril 13, 2003 :::
A Guerra se repete e já não há
hippies para falar de paz
A História nos conta, através de livros, documentários,
filmes e outros tantos registros, que, nos anos 60, o governo
americano, em sua sede imperialista sanguinária, inventou de
brincar de guerra contra o Vietnam. Não só destruiu inúmeras
vidas naquele pedaço do mundo como também destruiu a vida de
muitos de seus meninos, que eram obrigados a marchar para lá,
com a "nobre incumbência" de matar ou morrer pela pátria. Mas
houve também, em meio a este dantesco espetáculo, um fenômeno
de contraste, um movimento de paz, nascido de uma juventude
indignada com as estruturas de poder de uma sociedade insana:
o movimento hippie. Havia os hippies. Com roupas bizarras e
coloridas, com incensos, yogas, flores, acordes de rock ou
mantras, expressavam seus ideais de paz, amor universal,
expansão da mente, liberdade e justiça. Os planetas, naquele
momento, devem ter se confluído de uma maneira bastante
especial no cosmo para dar origem a tal explosão de
humanidade. Apesar de serem incluídos em um estereótipo de
apologia às drogas - talvez a parte errada desse movimento,
mas que está mais para conseqüência do que para causa - , os
hippies significaram uma manifestação poderosa e intensa de
consciência e humanismo. Penso que foi uma das mais lindas
manifestações da humanidade, porquanto uma das mais
verdadeiras e naturais. O governo e a sociedade americana
tradicionalista tentaram reprimi-los de todas as maneiras, mas
todas as tentativas foram em vão. O movimento, de tão forte,
ganhou proporções gigantescas. Jornais underground, defendendo
seus ideais e comportamento, se espalharam rapidamente.
E lá vem novamente a História se repetir. Testemunhamos
hoje mais uma brincadeira da "Máquina de Guerra" para os
registros da História da Humanidade. Mais vítimas, mais
destruições, mais violência, mais irracionalidades. Só que
desta vez não há os jovens coloridos que marcham pela paz, que
criam uma contracultura, que enfrentam a sociedade
imobilizadora. Não há um Festival Woodstock, onde Country Joe
and Fish cantam, entre a sátira e a dor: "What are we
fighting for?/Don't ask me, I don't give a damn/ Next stop is
Vietnam...Whoopee we're all gonna die." Não há um
Hendrix, que, entre os solos mitológicos e intransmissíveis de
sua guitarra, nos diz em "If 6 was 9": "White collared
conservative flashing down the street/Pointing their plastic
finger at me/They're hoping soon my kind will drop and
die...Go on Mr. business man/You can't dress like me."
Não há nada além de uma juventude entorpecida, que
tenta alguns tímidos e infrutíferos movimentos, facilmente
vencidos pela repressão. Não há consciência. Levaram tudo: a
força, o ideal, a coragem, a integridade.
Pode ser até
que exista um pequeno hippie dentro de cada um de nós e esteja
apenas reprimido pelo processo de socialização. Pode ser. O
problema é que o sistema não nos permite encontrá-lo ou
libertá-lo, impedindo-nos, com isso, de alcançarmos nosso
verdadeiro potencial. Lendo um pouco sobre as manifestações
hippies, deparei-me com fatos legendários, como, por exemplo,
a manifestação em Berkeley, onde os estudantes mostravam
abertamente sua indignação contra a guerra do Vietnam. Havia
um trem que passava por lá, levando os recrutas, e que era o
alvo das rebeliões anti-Vietnam. Milhares de manifestantes
armaram um plano utópico para "Parar a Máquina de Guerra". No
primeiro dia, os hippies se plantaram de pé sobre os trilhos
da ferrovia e tentaram forçar o trem a parar. O trem nem
sequer diminuiu a velocidade. No dia seguinte, quando o trem
passou, os manifestantes já estavam prontos novamente.
Sentaram-se sobre os trilhos. Mais uma vez, o trem não
diminuiu sua velocidade. Os hippies então chegaram à conclusão
que o governo preferia matá-los a parar os trens. Ficaram
indignados. No terceiro dia, correram sobre os trilhos de
encontro ao trem. O maquinista, de longe, lançou uma fumaça
para advertir os manifestantes, mas não reduziu a velocidade.
Alguém, então, pulou para dentro do trem e puxou o freio. A
manifestação foi um sucesso. Essa demonstração de coragem e
ideal, junto com tantas outras, contribuiu para definir o
movimento e os ideais de uma nova cultura.
Mas isto foi nos anos 60, quando havia ideais e vontade de
mudar o mundo. Hoje metralham, além de corpos, consciências,
antes que elas se formem e transformem. Eu tenho uma hippie
dentro de mim, e não vou deixar que metralhem.
::: by meraluz at 8:07
PM - post nº

Sábado, Abril 12, 2003 :::
Uma alma gentil me incluiu lá no Blogs
Notáveis. Só soube agora, lendo os comentários. Eu
fico meio assim com esse negócio de competir, concorrer,
disputar. Isso pode despertar um sentimento estranho. Os
blogueiros de plantão devem se cuidar para não incorrerem em
rivalidades, comparativos, superlativos ou coisas assim. E
também tem o problema de nem sempre ganhar o melhor, mas o que
tiver maior número de votos. Vira uma corrida. Não sou
hipócrita de dizer que não gosto quando gostam de algo que eu
faço; sobretudo, quando esse produto é feito com muito de mim.
Ficaria inverossímil dizer isto. Gosto imensamente quando
gostam de algo que coloco aqui (ultimamente ando estéril, me
perdoem), e essa troca de olhares é super gratificante, porque
dá vontade de aperfeiçoar o processo criativo e oferecer o
melhor possível. É isto que importa. Também acho bacana a
idéia de quem costuma dar esse tipo de força para a comunidade
dos blogs, é um bom e generoso trabalho de divulgação. Mas, no
final, acaba contando mesmo é a agilidade de quem consegue
mais números. E eu não sou nada boa nesse particular.
::: by
meraluz
at 7:41
PM - post nº

Inos Corradin
Andei
sumida, né? A razão é esta aqui. Acabei de fazer a página
dele! Ufa... Deu um trabalhão, mas valeu a pena! (Ah, não, eu
não sou Webdesigner, só dou uma maozinha, vez ou outra). São
pinturas que me encantam pela forma, pela cor, pela poesia,
pela luz. Visitem o site oficial de Inos Corradin.
Espero que gostem, como eu.
Porque, quando tudo
parecer perdido, ainda nos restará a
Arte...
::: by
meraluz
at 6:32
PM - post nº

Quinta-feira, Abril 10, 2003 :::
(por email) Quando a
imagem fala mais que 1000 palavras:
::: by
meraluz
at 5:17
PM - post nº
Vou deixar esse texto aqui para
não perder meus papéis. É simplesmente demais. Veríssimo é
insuperável.
QUASE - Luís
Fernando Veríssimo
::: by meraluz at 12:28
AM - post nº

Terça-feira, Abril 08, 2003 :::
Pensava aqui em quanto o amor deve
ser inútil. Socialmente inútil. Politicamente inútil.
Tecnicamente inútil. Se pensarmos bem, ele não serve para nada
dentro das engrenagens da civilização. Ao contrário, atrapalha
e atrasa, em muitas vezes, a maioria dos planos socialmente
"produtivos".
Coitado do amor! Tão deslocado neste
mundo. Não há lugar para ele, nem função social. Em sua pureza
e verdade, é tão marginal que se torna piegas aos olhos
públicos. Até mesmo ridículo, pois que nada quer de matéria,
não visa resultados imediatos, não contribui para aumentar
contas bancárias, nem sequer entende essa linguagem. É um bobo
da corte, que canta, brinca e faz poemas!
Pobre do
amor. Tão desprezado pela sinergia mundana e vil, que até
quando se realiza, arrumam-lhe um jeito fazer-se enquadrar
dentro de rotineiros processos de causa e efeito. Uma
armadilha para que ele morra. E muitos não entendem por que,
na maioria das vezes, o amor sucumbe ao cotidiano mecânico. É
porque ele é grande demais para ser sufocado e delicado o
suficiente para ser condicionado ao que não tem calor, arte ou
generosidade.
O tempo do amor não é o do relógio que
marca os passos deste mundo. O tempo do amor é a eternidade. E
quem seria levado a sério ao falar de eternidade? E o lugar do
amor são todos os lugares, todas as galáxias. Os mortais não
acreditariam nisto, não é mesmo? Até porque poderiam acabar
comprometendo seu processo (im)produtivo, ao acreditarem em
coisas assim.
Talvez por isso eu use relógios no
tornozelo. Para marcar a eternidade nas horas que não vou
olhar.
::: by meraluz at 7:13
PM - post nº

Segunda-feira, Abril 07, 2003 :::
Uma rapidinha porque o tempo hoje
me escapa das mãos (maldito trabalho):
A palavra medo não
existe no meu dicionário
Nem a palavra medusa, nem
medula, nem meeira... Arrancaram a porra da página do
Aurélio...
::: by
meraluz
at 2:46
PM - post nº

Sábado, Abril 05, 2003 :::
Seção Cenas do Cotidiano:
- Presente pra você! De aniversário, atrasado, mas com
todo amor e carinho. É a sua cara! Ela começou a
desembrulhar o pacote, curiosa. - Obrigada! Que milagre é
esse? Você nunca foi de comprar presentes. - Sou um novo
homem! - Ah... - Abre, que é a sua cara! Abrindo a
caixa e saciando a curiosidade, fez uma expressão de espanto
ao ver o presente. - É lindo! Mas... - Sabia que ia
gostar! - Adorei mas... é um relógio! - É ! Um relógio
com a sua cara. - Ivan, há quanto tempo nos conhecemos?
- Há uma eternidade. Mas o tempo do relógio marca mais ou
menos 10 anos. Ninguém lhe conhece melhor do que eu. -
Sim, claro. Estou vendo. Só que, me conhecendo há tanto tempo,
era pra lembrar de um pequeno detalhe: há mais de 10 anos
joguei fora e dei todos os meus relógios. Não lembra do meu
pacto com a liberdade? - É? Mas eu vi esse na loja e achei
a sua cara. Daí comprei. - Mas eu não tenho cara de
relógio, Ivan. - Você pode não ter cara de relógio. Mas o
relógio tem a sua cara. Pronto! E você vai usar, não é? -
Está bem, vou romper meu pacto. Vou usar como adereço, sem
olhar as horas. Mas de uma outra forma, se você não se
importar. E só porque é presente seu. - Ficou ótimo no
tornozelo, sim! :)
(não ficção)
::: by meraluz at 4:02
PM - post nº

Para ler
(ou não)
Seção Contos:
E quando ouvir Lulu
Santos, vai lembrar de mim...
::: by meraluz at 12:12
PM - post nº

Sexta-feira, Abril 04, 2003 :::
Contando Sonhos
Pedi que me contassem um sonho qualquer, no primeiro
post de quarta-feira, e só a Emera
atendeu meu desejo. Gosto de ouvir gente contando sonhos, já
realizados ou por realizar, de quem sonha dormindo ou
acordado, sonhos com o passado ou com o futuro, sonhos
atemporais ou de todos os tempos, minimalistas ou ambiciosos.
Isto porque a realidade anda tão dura que, se eu fosse contar
um sonho, neste exato momento, precisaria tomar emprestada uma
frase de Sartre: "Meu sonho é ter um... " (sonho).
Eu tinha um sonho pra contar, um sonho que me
aconteceu no passado, mas se começasse o "Era uma vez..." (é
dessas histórias que começam com "Era uma vez..."), acabaria
fazendo um livro. Fica para uma outra ocasião. :)
::: by
meraluz
at 11:07
AM - post nº

Quinta-feira, Abril 03, 2003 :::
Quarta-feira, Abril 02, 2003 :::
A menina lambuzada da foto
Diversas pessoas já me perguntaram se essa menininha
sapeca e lambuzada aí da foto de abertura sou eu. Infelizmente
não, embora não tenha eu sido muito diferente dela, quando
criança. É Rebekkah (2 anos), que me deixa sempre com ares de
encantamento diante da sua expressão - é fantástica! A foto
lambuzada de Rebekkah fala a mim mais do que mil palavras.
Traduz um espírito. O espírito exato que quis imprimir a este
meu canto, de flores e lixos. Um jeito
moleque-puro-lambuzado-leve-impune-ravissant de ser. Um
jeito melado de chocolate e vida, diáfano, cristalino, que só
as crianças - ou aqueles que trazem alguma dentro de si -
sabem ter. Porque é nesse espírito que mora a verdade mais nua
e mais feliz. Na imagem de abertura, junto a Rebekkah, há
outras crianças; uma correndo incauta atrás dos pombos, outra
no parapeito da janela e de dentes arreganhados e a pequena e
feliz proprietária de uma bicicleta e um sorvete. O Einstein,
com sua língua gaiata e não menos criança, era fundamental à
montagem. É o toque matreiro de relatividade, onde se quis
dizer que pode (e deve) haver crianças mais crescidas, como
nós: aquelas que não perderam a infância e trazem sempre a
tiracolo o seu menino ou a sua menina, que vem prá nos dar a
mão (Bola de Meia, Bola de Gude) quando a barra pesa e
corremos o risco de nos tornarmos adultos previsíveis e pouco
atraentes.
Conversava sobre isto com um grande amigo
meu, que insiste em permanecer no anonimato, e ele me enviou o
texto abaixo, que endossa o que tento dizer aqui com palavras
(é difícil). Meu amigo X disse que se sentia, de certa forma,
como a Rebekkah de cara lambuzada, superstar do meu blog. Piu
belo! Foi uma conversa sublime, dessas de desarmar o coração.
O texto enviado é este, e tenho cá minhas dúvidas se a autoria
não é desse meu amigo X. Sabendo que eu iria publicar, ele não
confessaria jamais :)
"...Se um dia sentir falta
de pureza e alegria, olhe nos olhos de uma criança. Pureza e
alegria moram lá, naqueles olhinhos brilhantes como bolas de
gude. Ainda não há indagações ou preocupações sobre o amanhã.
O amanha é o futebol, a boneca, o pão, a bicicleta, a
brincadeira ainda não brincada .... Na infância conhecemos
o sublime significado da felicidade. Felicidade de roupa suja
e rasgada, de pega-ladrão, de esconde-esconde, daquelas horas
que o tempo esqueceu de marcar, do caminhãozinho de madeira,
do jogo de dados..."
Acrescento aí as bolhas
de sabão, brincadeira que cultivo até hoje porque fascina e
hipnotiza a criança que não me abandona. Também estão aí
reproduzidas, representando a a leveza pueril de ser o que se
é. Por acaso ontem vi em um certo blog, que há muito
não visitava, a foto de um fariseu fazendo bolhas de sabão em
ambiente de trabalho: just wise! :)
Obrigada pelo
texto e por não me deixar esquecer, meu amigo X.
::: by meraluz at 9:29
PM - post nº

Conte-me um sonho e eu contarei um outro. E, de sonho em
sonho, vamos concebendo e dando formas a uma realidade melhor.
Sonhar, para que novas realidades se legitimem. Tirar leite
das pedras. Jorrar. Assim, detemos as mãos implacáveis do
tempo, pois que sonhos não envelhecem...
(Por falar em
sonho, visitem a Aldeia Nua, do
Cesar Insensato. Eis um blog inteligente, visto segundo meu
olhar. E eu não faço publicidade à toa, certo? )
::: by meraluz at 11:23
AM - post nº

Terça-feira, Abril 01, 2003 :::

Alegria e dor de ser carioca e cidadão do mundo.
Ser carioca ou "estar carioca" - para quem escolheu
viver no Rio - é uma experiência tão fascinante quanto
trágica, nos dias de hoje. Em menores escalas, o que acontece
no Rio não é muito diferente do que acontece no Iraque. A
diferença está na proporção. Há uma guerra no Rio e há uma
guerra no mundo. Uma cidade "maravilhosa", desgovernada, nas
mãos de um traficante louco; um mundo, "vasto mundo", não
menos desgovernado, nas mãos de um político maquiavélico. E,
nas mãos desses avatares do mal, a destruição. Destroem
impunemente gente, patrimônios, História, culturas. Destroem
paz, harmonia, natureza. Destroem. Destroem. Destroem a vida -
alegria maior, patrimônio maior.
Espantoso é perceber
que não há força contrária capaz de estancar violência, sangue
e mortes, o que me leva a crer que não há governo para povos,
que o voto de um cidadão nada mais é do que a representação do
tolo ufanismo de esperar por mundos melhores e homens melhores
no poder - ó, ilusão!
Só gostaria de entender: -
Por que tanta ausência de reação? - Por que tanta ausência
de liderança? - Por que tanta ausência de voz? - Por
que tanta impunidade?
Estar no mundo e no Rio de
Janeiro, antes uma alegria em dose dupla, tornou-se uma dor
incompreensível.
Remeto-me a Maquiavel (não poderia
ser outro neste contexto) para concluir: "Pelo que se
nota, os homens ou são aliciados ou aniquilados".
::: by
meraluz
at 12:06
PM - post nº

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