A
Meraluz's Production

Starring: Meraluz, You, Real Life, Dream Life, Poetry, Art, Joke and whatever!

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.




Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!


Cotação da verdinha $$$:




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Quarta-feira, Abril 30, 2003 :::

Mas pra quê? Pra que tanto céu? Pra que tanto mar??

::: by meraluz at 11:50 PM - post nº



Terça-feira, Abril 29, 2003 :::

Música de Vitor Martins e Ivan Lins

 

Que quer de mim?
Que quer de mim?
Tocar em mim?
Entrar em mim,
Igual a um blues?
Que quer de mim?
Me olhar assim?
Me devassar na luz?
Que quer de mim?
Tocar em mim?
Entrar em mim,
Igual a um blues?
Que quer de mim?
Desmascarar?
Tirar o meu capuz?
Que quer de mim?
Me humilhar?
Me emocionar?
Que quer de mim?
Me torturar
Pra eu confessar
Que eu desisti
Que eu me rendi?
Pode apossar-se
De mim.
Que quer de mim?
Mudar pra mim?
Morar em mim,
Igual a um blues?
Igual a um bem
Igual a um zen
Enquanto me seduz.



::: by meraluz at 9:58 AM - post nº



Domingo, Abril 27, 2003 :::

Saia daí, luz do meio-dia!

Saia daí luz do meio-dia ! Não gosto de você. Retiraria o meio-dia de todos os relógios. Afaste-se de meus olhos, luz óbvia, sem mistérios, que ofusca e retira sombras. Luz violenta! Luz feia, de tons frios, de desnudar e reduzir segredos. Luz despudorada. Duvido que alguém faça um poema de amor ou uma bela canção ao meio-dia. E ainda tem aquele cheiro de gordura no ar, das panelas ao fogo, do auge das rotinas e dos sistemas operacionais, dos passos apressados, dos óculos escuros, das formiguinhas trabalhando. A cigarra não costuma cantar neste horário. Sábias cigarras. Ninguém é sedutor à luz do meio-dia, no sol a pique. Nem as fotografias são bonitas. Tudo muito nítido, nítido demais, sem tons intermediários, sem mistérios crepusculares. Quero a luz do crepúsculo, a luz dos mistérios da cor. A luz dos encantamentos entre o laranja e o azul. Quero a luz dos amantes, dos deuses imortais, dos mistérios da vida. Aquela luminosidade mágica que precede as estrelas. Eu não gosto da luz do meio-dia, o brilho prata da lâmina a cortar contemplações.

Comentando:
Depois que estudei fotografia, passei a ter ainda mais motivos para não gostar da luz do meio-dia, metáforas à parte. A temperatura de cor dessa luz se eleva para 5.500 graus Kelvin, em contraposição à temperatura da luz crepuscular ou da aurora, que é de mais ou menos 3.000 graus. Em outras palavras, isto significa que a luz em temperatura de cor muito elevada torna a imagem mais fria; o reflexo, muito prateado, prejudica os tons intermediários, e a ausência total de sombras empobrece a beleza das paisagens ou dos rostos. Fica tudo muito óbvio. Já na luz da tarde, das imediações do crepúsculo, luz dourada, os tons são quentes, avermelhados, contribuindo para o encantamento de qualquer motivo.

Sobre a imagem acima:
A imagem acima é do álbum Sol do Meio Dia, mais uma obra do simplesmente genial Egberto Gismonti. Infelizmente, este gênio da nossa música tem mais projeção no exterior, o que já não me espanta, mas deixa pra lá. Certamente, o álbum não foi feito ao sol do meio dia.

Uma musiquinha do Gismonti bem oportuna:
Egberto Gismonti - Computador (2,23 mb)

::: by meraluz at 3:47 PM - post nº



Sexta-feira, Abril 25, 2003 :::



Mas também pra quê, né? :)

::: by meraluz at 11:36 PM - post nº



Quinta-feira, Abril 24, 2003 :::

Vou dar uma sumidinha de uns dois dias. Motivo: trabalho. A oposição quer empatar meu ócio. Pela mesma razão, não tenho podido visitar meus caros vizinhos. Deve haver algum material por aqui que divirta, distraia, irrite ou entedie, enquanto não posto alguma besteira nova.

Ai, como é difícil ganhar o pão nosso de cada dia. Parece até o pão que o diabo amassou!

::: by meraluz at 8:17 AM - post nº



Quarta-feira, Abril 23, 2003 :::

Ouvi teus sonhos... Fulgurantes, ébrios, híbridos, lindos, loucos. Mas, a cada vez que recebo tuas cintilantes palavras de sonho, ao invés de pegar carona no vôo do teu Pégasus, sinto cada vez mais o infinito da distância. Talvez não conheças os venenos oníricos. Talvez ainda sejas ingênuo ou não tenhas muita escolha. Mas esses venenos, ah, conheço-os bem. Não preciso dos devaneios etéreos, tóxicos da alma. A experiência da liberdade não precisa sonhar, é o próprio sonho realizado ou realizável. Sonho de quem é livre é toque na vida, são impressões, marcas, arranhões, perfumes, rastros, castelos reais, derramamento de líquidos. Já sonhei. Posso voltar a sonhar um dia. Mas agora não. Agora não preciso das fugas, por mais beleza contenham. Nenhum muro me oprime, não tenho do que escapar. Não tenho o que fazer com nuvens de países encantados que nunca existirão. Não vivo de esperas longínquas, de mundos imaginários, que ajudam a suportar sabe-se lá o quê. Não tenho que suportar nada. Vivo do que minhas mãos criam, acariciam ou espancam. Mas esses sonhos não... Esses sonhos remotos são de uma perversa beleza, de um violento torpor. Mais dignas são as saudades, as memórias, que puderam existir. Não são feitas com brumas mágicas, que nada trazem de concreto nas mãos para oferecer, nem uma flor sequer. Saudades não são assim ambiciosas, são aquilo que foram, e por isso são muito. Se um sonhador me oferecer o mundo, decerto que não aceitarei. Não se dá o mundo a ninguém, a não ser pela ilusão. Preferirei, sem hesitar, um tímido grão de areia, a reluzir na palma de minha mão. Um vasto mundo sonhado não é o mundo. E um grão de areia, por minúsculo que seja, é parte dele. Ouço teus sonhos. Ouço apenas. E sinto tanto por ti. Sinto por saber que, assim como eu, também não acreditas neles. E sofres porque sonhas, e sonhas porque sofres. Meu sonho sou eu, que não acordo para dentro, como diz o poeta. Pode haver maior solidão do que acordar-se para dentro?

::: by meraluz at 12:37 AM - post nº



Segunda-feira, Abril 21, 2003 :::

   Galileo  Great MIND
 Einstein  Genious MIND
  Newton  Extraordinary MIND
  Bill Gates  Brilliant MIND

Bush

  NEVER MIND



::: by meraluz at 9:27 PM - post nº



Os Tolos de Amor

Sinto uma puta ternura pelos "tolos de amor", os crédulos, os leitores de nuvens e estrelas, os últimos românticos. Confio nos "tolos de amor" que, na verdade, não são tão tolos assim. São mais puros do que tolos. E puros nunca são tolos. Sorrio de suas ilações, de suas "tolices" absolutas, literais, das inextricáveis esperanças, da leveza do ar que respiram - há tanto oxigênio nesse ar! Contemplo, com certa inveja, a teimosia de continuar acreditando. E quanto mais o mundo lhes diz "não", mais esses "tolos de amor" dizem "sim" - e há muito mais força no "sim".

Devo ter uma "tola de amor" escondida no fundo de minhas gavetas. Uma asceta tola, estrategicamente esquecida n'algum lugar do passado ou na última fissura fatal. Restou a mim zombar de tudo, brincar de acreditar, mascarar discursos simples com artifícios rebuscados e abstratos que só servem para complicar, e, last but not least, contemplar os "tolos de amor". Esses artifícios me fazem ganhar tempo para não correr o risco de ter que acreditar de novo. Passei a pertencer à categoria dos "tolos pensantes". Pensando anatomicamente um sentimento, tirando-lhes os adornos barrocos, as melodias de notas simples, primárias e repetitivas, porém elementares, iludo-me. Iludo-me, sem perder a consciência da ilusão - se é que é possível se iludir assim. Iludo-me, porque sei que a vida, em sua expressão mais urgente e definitiva, está mesmo é inscrita no olhar ingênuo desses "tolos de amor".

Não é que não se acredite mais. É que, para alguns, foram tantas as travessias, tantos os naufrágios e o mar bateu tão forte, que eles preferiram, com medo de morrer, enterrar ou guardar seus "tolos de amor" para alguma ocasião mais solene, talvez para o último grande espetáculo de sua história, que pode vir a acontecer ou não. Aí, quem sabe, esses combalidos "tolos do pensar" se despojem de todos os aprendizados que os fizeram desaprender as simplicidades, e atirem-se completamente nus aos mais ousados sonhos, ao oceano azul, ao infinito estrelado, sem pensar...

PS: este post foi inspirado em um comentário da Emera, no qual ela se referia a si própria como tola e crédula .

::: by meraluz at 12:05 PM - post nº



Domingo, Abril 20, 2003 :::

Trrrimmm!
- Alô!
- Oi ! É Páscoa, né? Liguei para me desculpar e fazer as pazes!
- Achei que isso nunca fosse acontecer. Você me pegou de surpresa, nem sei o que dizer.
- Não diz nada. Deixa que eu digo: te amo e não posso mais viver sem ti! Não vamos nos separar nunca mais, não é?
- Nunca mais, amor! Quase morri.
- Ainda quer saber de mim?
- Sempre.
- Preciso te ver! Estou indo praí desejar Feliz Páscoa tête a tête!
- Jura?
- Pego o primeiro vôo. Levo champagne e chocolates. Um beijo!

==============================================

O telefonema foi tão real quanto o Coelhinho da Páscoa. Produto das imaginações fantásticas. Mas o que seria das imaginações se elas não fossem habitadas por histórias fantásticas e perfeitas, não é?

Além do que, aquém das imaginações, existem chocolates, ovos de Páscoa e tantas outras coisas mais, e isso não é tão imperfeito assim, hum?...
UMA FELIZ PÁSCOA a todos!

Obs.: texto fictício, nenhuma correlação com minhas experiências pessoais, apenas uma mensagem de Páscoa com historinha.

::: by meraluz at 1:21 AM - post nº



Sexta-feira, Abril 18, 2003 :::


Agora vamos falar de

 Mas... cadê as flores?

 Search:


Resultado da Pesquisa:

Leia o post abaixo.

::: by meraluz at 12:28 PM - post nº



Meu total repúdio ao último artigo de Olavo de Carvalho . Referindo-se a Saddam como Satã Husseim (do que não discordo), só falta chamar George Bush de Jeová Bush, ou até mesmo de "Deus", nas entrelinhas, e acender uma vela no altar do "grande herói bem intencionado". Logicamente, esqueceu-se de mencionar alguns fatos concretos, como, por exemplo, a repressão violenta às próprias manifestações americanas contra a Guerra. Dos que se indignam com esse nonsense chamado Guerra, ele escarnece, usando a irônica nomenclatura de pombinhas da paz para designá-los. Claro, mencionar isto significaria confirmar um atentado contra a liberdade de expressão. Coitado, coitado... Oh, shit! Quando isto parte de um cérebro inteligente, que é o caso de Olavo, deve ser porque o mundo está mesmo chegando ao Apocalipse. Algum tipo de droga alucina cérebros pensantes e não pensantes. E isso tudo se assemelha muito aos acontecimentos históricos da era Hitler... Não é à tôa que sempre me antipatizei com as idéias desse infeliz filósofo. O mundo está cheio de idéias infelizes de gente infeliz. Filósofos não sabem de nada, não sabem de nada. Confortavelmente instalados, assistem ao mundo de camarote, cercados de eruditas literaturas, que lhes ajudam a extrair críticas e postulados assépticos, que não se sujam com sangue, nem com suor, nem com lágrimas. Essa parte fica para quem vive os dramas: o povo. O protagonista do mundo é o povo oprimido, a quem calam a voz e manipulam, com clichês estratégicos e impostores do bem e do mal e com armas de guerra. O ilustre filósofo se esqueceu de constatar também que é muita pretensão do Ocidente querer interferir no destino do Oriente, destruir e promiscuir gente, história e preceitos religiosos de uma cultura que não é nem nunca será a sua, mudar-lhes a trajetória natural. São povos diferentes com peculiaridades muito distantes das nossas. Brincar de Deus é pecado, senhores filósofos e presidentes. Há quem ache que a guerra seja necessária em algumas situações. Para mim, é algo tão irracional que a única situação em que consigo justificá-la é na defesa de quem sofreu o primeiro ataque. Necessária a quem? Ao povo? Não me faça rir. Ao mundo? Por acaso o mundo passou alguma procuração para que os EUA iniciasse uma guerra? Pelo que me consta, a ONU disse "não".

::: by meraluz at 11:06 AM - post nº



Quinta-feira, Abril 17, 2003 :::

Qualquer Droga

Situação dramática! Sinto-me seriamente impelida a substituir o nome deste blog. Logo eu, tão detalhista. Um nome que eu gosto tanto, pela abrangência, pela alusão à música, por causa do indeterminado, por um monte de Qualquer Coisa. Estou tão danada da minha vida. Descobri que há mais QUALQUER COISA na Web do que pode supor sua vã filosofia. Não estou brincando. Vejam quantos:
Qualquer coisa1 - Qualquer coisa2 - Qualquer coisa3 - Qualquer coisa4 - Qualquer coisa5
Qualquer coisa6 - Qualquer Coisa7 - Qualquer Coisa8

Já não bastando o trauma do meu inflacionado nome (Marcia), agora mais essa. Lembro que, quando prestava vestibular, minha venerada mãe (- tá na boa aí em cima, minha mãe?), que tinha sempre o hábito de me acompanhar nesses ritos de passagem, pediu a um funcionário que entregasse na sala, com uns cinquenta vestibulandos, uma Cocacola para a "Marcia". O rapaz abre a porta e diz: "- pediram para entregar à Marcia!" Mais da metade das mulheres olhou para o gentil portador. E ele teve que voltar e perguntar à minha mãe pelo sobrenome. Só então, seca de sede sob 40 graus, pude tomar o refrigerante. A coisa se repete. Quando falarem em "Qualquer Coisa", todos os homônimos vão olhar.

Isso confunde. Ninguém gosta de ser confundido, mesmo que cada Qualquer Coisa tenha sua marca registrada. Que coisa, hein? E eu, crente que primava pela originalidade. As novas possibilidades seriam: 1) Quelque Chose (o nome do endereço, mas que não equivale à Qualquer Coisa, em português, só é foneticamente parecido); 2) Quelque Merde (porque eu to p.. da vida, mas comprometeria um pouco do estilo); 3) Qual Quer (gostei deste); 4) Coisa Qualquer (pura inversão). Estou aceitando sugestões, embora não consiga olhar para a cara deste site e imaginar um outro nome.

Bah... balde de água fria!

::: by meraluz at 9:51 AM - post nº



Foi questionada a autoria do texto abaixo, que chegou a mim como sendo do Veríssimo. Vou investigar a fonte, pois não quero fazer parte desse circo irresponsável que veicula textos na Internet atribuindo-lhes autorias indevidas. De qualquer forma, na minha opinião, o texto é muito bom, seja de quem for.

Depoimento Emocionado de Luis Fernando Veríssimo Sobre Sua Experiência com as Drogas

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois quando você quiser é só parar..." e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do "Leandro e Leonardo". Achei legal, uma coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "amigo" e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi: - Me dá um Cd do Zezé de Camargo e Luciano. Era o principio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um Cd de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc. Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores: É o Tchan, Companhia do Pagode, Asa de Águia e muito mais... continua aqui



::: by meraluz at 8:25 AM - post nº



Quarta-feira, Abril 16, 2003 :::

Você diz o que pensa?

Você diz o que pensa? Mesmo? Tudo? Tem certeza? Eu não devasso todo o pensamento em público nem a porrada! Só a parte divisível. Sou lá besta? Primeiro, que não entenderiam a coisa de forma genuína. Ao transformar um pensamento (ou um sentimento) em palavras ou discursos públicos, metade da síntese já fica perdida - mas não faltarão análises e críticas, principalmente se esse pensamento for politicamente incorreto ou inusitado. Segundo, que não é interessante gerar polêmicas desnecessárias. Dá muita perturbação, e desperdícios são contraproducentes. Mas aí vem algum crítico existencial de plantão com a questaozinha básica: - então sua estética verborrágica é mentirosa? Não, não é. Só filtrada. Cada um tem seu filtro, com a respectiva capacidade. - Suas opiniões são mascaradas? Não, não são. Quando muito, algumas são adornadas, e sempre há um jeito de colocá-las sem nudez explícita. Nem tudo precisa ser tão óbvio aos olhares externos. Mentir, não sei. Mentir, nunca soube. E espero nunca saber. O poeta é um fingidor, mas não sou poeta, nem chego a fingir que é dor a dor que deveras sinto. Neste caso, prefiro silenciar os versos.

Resumindo, não estendo cicatrizes no varal. Complicado, não é? É sim. Por isso gosto dos simplistas: são mais ingênuos ao se projetarem, sem noção de perigo. Mas será que há quem diga exatamente tudo o que pensa? Será que não estariam dizendo tudo o que pensam que pensam ? Como saber? Só há uma maneira: chegando mais perto, viajando até o outro e percebendo, sobretudo, o que ele diz com sua sucessão de atitudes, antes da disposição de palavras. Discurso e ação. Ao observar o outro, basta-me captar a essência de SER, não importa por quais instrumentos. O estar, o ter, o ver são inevitáveis consequências.

::: by meraluz at 12:16 PM - post nº



Terça-feira, Abril 15, 2003 :::

Ah! Vamos ouvir Bluesette? Vamos? A alma tem sons. E este é um som de alma feliz. De chutar pedrinhas, de assoviar, de tomar banho de chuva ou de sol. Ao som de Bluesette, dá até pra fazer de conta que o mundo é feliz. Ela é toda assoviada pelo Toots. Piu bela! Vida com jeito de filme francês.

Bluesette (Toots Thielemans)



::: by meraluz at 8:41 PM - post nº



Tá todo mundo fazendo IRRF
Tá todo mundo vendo TV
Tá todo mundo lendo Paulo Coelho
Tá todo mundo discutindo a Guerra
Tá todo mundo falando em Pneumonia Asiática
Tá todo mundo enclausurado nos shoppings
Tá todo mundo na Internet dizendo merde [xiiii, esbarrei-me! (risinho amarelo) ]
E a vida? Onde está, hein? hein?

::: by meraluz at 2:06 PM - post nº



Segunda-feira, Abril 14, 2003 :::

Não sei mais fazer poemas,
Partiram-me em sílabas,
Desordenadas,
Desintegradas,
Despudoradas.
Procuro a palavra perdida,
Ferida, partida, contida.
Uma palavra,
Que retome os versos reversos,
Que inicie o próximo poema
E escreva novos dilemas.



::: by meraluz at 8:32 PM - post nº



SOCORRO!

Há dias em que me sinto assim. Mas enquanto puder cantar, ainda resta uma esperança. Há de ser rebate falso e um pequeno respingo, vindo de alguma fonte profusa e maior, há de me salvar. "Qualquer coisa que se sinta...."

Socorro (Alice Ruiz/ Arnaldo Antunes)

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento
Encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada


::: by meraluz at 1:26 PM - post nº



Domingo, Abril 13, 2003 :::

A Guerra se repete e já não há hippies para falar de paz

A História nos conta, através de livros, documentários, filmes e outros tantos registros, que, nos anos 60, o governo americano, em sua sede imperialista sanguinária, inventou de brincar de guerra contra o Vietnam. Não só destruiu inúmeras vidas naquele pedaço do mundo como também destruiu a vida de muitos de seus meninos, que eram obrigados a marchar para lá, com a "nobre incumbência" de matar ou morrer pela pátria. Mas houve também, em meio a este dantesco espetáculo, um fenômeno de contraste, um movimento de paz, nascido de uma juventude indignada com as estruturas de poder de uma sociedade insana: o movimento hippie. Havia os hippies. Com roupas bizarras e coloridas, com incensos, yogas, flores, acordes de rock ou mantras, expressavam seus ideais de paz, amor universal, expansão da mente, liberdade e justiça. Os planetas, naquele momento, devem ter se confluído de uma maneira bastante especial no cosmo para dar origem a tal explosão de humanidade. Apesar de serem incluídos em um estereótipo de apologia às drogas - talvez a parte errada desse movimento, mas que está mais para conseqüência do que para causa - , os hippies significaram uma manifestação poderosa e intensa de consciência e humanismo. Penso que foi uma das mais lindas manifestações da humanidade, porquanto uma das mais verdadeiras e naturais. O governo e a sociedade americana tradicionalista tentaram reprimi-los de todas as maneiras, mas todas as tentativas foram em vão. O movimento, de tão forte, ganhou proporções gigantescas. Jornais underground, defendendo seus ideais e comportamento, se espalharam rapidamente.

E lá vem novamente a História se repetir. Testemunhamos hoje mais uma brincadeira da "Máquina de Guerra" para os registros da História da Humanidade. Mais vítimas, mais destruições, mais violência, mais irracionalidades. Só que desta vez não há os jovens coloridos que marcham pela paz, que criam uma contracultura, que enfrentam a sociedade imobilizadora. Não há um Festival Woodstock, onde Country Joe and Fish cantam, entre a sátira e a dor: "What are we fighting for?/Don't ask me, I don't give a damn/ Next stop is Vietnam...Whoopee we're all gonna die." Não há um Hendrix, que, entre os solos mitológicos e intransmissíveis de sua guitarra, nos diz em "If 6 was 9": "White collared conservative flashing down the street/Pointing their plastic finger at me/They're hoping soon my kind will drop and die...Go on Mr. business man/You can't dress like me." Não há nada além de uma juventude entorpecida, que tenta alguns tímidos e infrutíferos movimentos, facilmente vencidos pela repressão. Não há consciência. Levaram tudo: a força, o ideal, a coragem, a integridade.

Pode ser até que exista um pequeno hippie dentro de cada um de nós e esteja apenas reprimido pelo processo de socialização. Pode ser. O problema é que o sistema não nos permite encontrá-lo ou libertá-lo, impedindo-nos, com isso, de alcançarmos nosso verdadeiro potencial. Lendo um pouco sobre as manifestações hippies, deparei-me com fatos legendários, como, por exemplo, a manifestação em Berkeley, onde os estudantes mostravam abertamente sua indignação contra a guerra do Vietnam. Havia um trem que passava por lá, levando os recrutas, e que era o alvo das rebeliões anti-Vietnam. Milhares de manifestantes armaram um plano utópico para "Parar a Máquina de Guerra". No primeiro dia, os hippies se plantaram de pé sobre os trilhos da ferrovia e tentaram forçar o trem a parar. O trem nem sequer diminuiu a velocidade. No dia seguinte, quando o trem passou, os manifestantes já estavam prontos novamente. Sentaram-se sobre os trilhos. Mais uma vez, o trem não diminuiu sua velocidade. Os hippies então chegaram à conclusão que o governo preferia matá-los a parar os trens. Ficaram indignados. No terceiro dia, correram sobre os trilhos de encontro ao trem. O maquinista, de longe, lançou uma fumaça para advertir os manifestantes, mas não reduziu a velocidade. Alguém, então, pulou para dentro do trem e puxou o freio. A manifestação foi um sucesso. Essa demonstração de coragem e ideal, junto com tantas outras, contribuiu para definir o movimento e os ideais de uma nova cultura.

Mas isto foi nos anos 60, quando havia ideais e vontade de mudar o mundo. Hoje metralham, além de corpos, consciências, antes que elas se formem e transformem. Eu tenho uma hippie dentro de mim, e não vou deixar que metralhem.

::: by meraluz at 8:07 PM - post nº



Sábado, Abril 12, 2003 :::

Uma alma gentil me incluiu lá no Blogs Notáveis. Só soube agora, lendo os comentários. Eu fico meio assim com esse negócio de competir, concorrer, disputar. Isso pode despertar um sentimento estranho. Os blogueiros de plantão devem se cuidar para não incorrerem em rivalidades, comparativos, superlativos ou coisas assim. E também tem o problema de nem sempre ganhar o melhor, mas o que tiver maior número de votos. Vira uma corrida. Não sou hipócrita de dizer que não gosto quando gostam de algo que eu faço; sobretudo, quando esse produto é feito com muito de mim. Ficaria inverossímil dizer isto. Gosto imensamente quando gostam de algo que coloco aqui (ultimamente ando estéril, me perdoem), e essa troca de olhares é super gratificante, porque dá vontade de aperfeiçoar o processo criativo e oferecer o melhor possível. É isto que importa. Também acho bacana a idéia de quem costuma dar esse tipo de força para a comunidade dos blogs, é um bom e generoso trabalho de divulgação. Mas, no final, acaba contando mesmo é a agilidade de quem consegue mais números. E eu não sou nada boa nesse particular.

::: by meraluz at 7:41 PM - post nº



Inos Corradin

Andei sumida, né? A razão é esta aqui. Acabei de fazer a página dele! Ufa... Deu um trabalhão, mas valeu a pena! (Ah, não, eu não sou Webdesigner, só dou uma maozinha, vez ou outra). São pinturas que me encantam pela forma, pela cor, pela poesia, pela luz. Visitem o site oficial de Inos Corradin. Espero que gostem, como eu.

Porque, quando tudo parecer perdido, ainda nos restará a Arte...



::: by meraluz at 6:32 PM - post nº



Quinta-feira, Abril 10, 2003 :::

(por email)
Quando a imagem fala mais que 1000 palavras:

::: by meraluz at 5:17 PM - post nº



Vou deixar esse texto aqui para não perder meus papéis. É simplesmente demais. Veríssimo é insuperável.

QUASE - Luís Fernando Veríssimo

::: by meraluz at 12:28 AM - post nº



Terça-feira, Abril 08, 2003 :::

Pensava aqui em quanto o amor deve ser inútil. Socialmente inútil. Politicamente inútil. Tecnicamente inútil. Se pensarmos bem, ele não serve para nada dentro das engrenagens da civilização. Ao contrário, atrapalha e atrasa, em muitas vezes, a maioria dos planos socialmente "produtivos".

Coitado do amor! Tão deslocado neste mundo. Não há lugar para ele, nem função social. Em sua pureza e verdade, é tão marginal que se torna piegas aos olhos públicos. Até mesmo ridículo, pois que nada quer de matéria, não visa resultados imediatos, não contribui para aumentar contas bancárias, nem sequer entende essa linguagem. É um bobo da corte, que canta, brinca e faz poemas!

Pobre do amor. Tão desprezado pela sinergia mundana e vil, que até quando se realiza, arrumam-lhe um jeito fazer-se enquadrar dentro de rotineiros processos de causa e efeito. Uma armadilha para que ele morra. E muitos não entendem por que, na maioria das vezes, o amor sucumbe ao cotidiano mecânico. É porque ele é grande demais para ser sufocado e delicado o suficiente para ser condicionado ao que não tem calor, arte ou generosidade.

O tempo do amor não é o do relógio que marca os passos deste mundo. O tempo do amor é a eternidade. E quem seria levado a sério ao falar de eternidade? E o lugar do amor são todos os lugares, todas as galáxias. Os mortais não acreditariam nisto, não é mesmo? Até porque poderiam acabar comprometendo seu processo (im)produtivo, ao acreditarem em coisas assim.

Talvez por isso eu use relógios no tornozelo. Para marcar a eternidade nas horas que não vou olhar.


::: by meraluz at 7:13 PM - post nº



Segunda-feira, Abril 07, 2003 :::

Uma rapidinha porque o tempo hoje me escapa das mãos (maldito trabalho):

A palavra medo não existe no meu dicionário

Nem a palavra medusa, nem medula, nem meeira... Arrancaram a porra da página do Aurélio...



::: by meraluz at 2:46 PM - post nº



Sábado, Abril 05, 2003 :::

Seção Cenas do Cotidiano:

- Presente pra você! De aniversário, atrasado, mas com todo amor e carinho. É a sua cara!
Ela começou a desembrulhar o pacote, curiosa.
- Obrigada! Que milagre é esse? Você nunca foi de comprar presentes.
- Sou um novo homem!
- Ah...
- Abre, que é a sua cara!
Abrindo a caixa e saciando a curiosidade, fez uma expressão de espanto ao ver o presente.
- É lindo! Mas...
- Sabia que ia gostar!
- Adorei mas... é um relógio!
- É ! Um relógio com a sua cara.
- Ivan, há quanto tempo nos conhecemos?
- Há uma eternidade. Mas o tempo do relógio marca mais ou menos 10 anos. Ninguém lhe conhece melhor do que eu.
- Sim, claro. Estou vendo. Só que, me conhecendo há tanto tempo, era pra lembrar de um pequeno detalhe: há mais de 10 anos joguei fora e dei todos os meus relógios. Não lembra do meu pacto com a liberdade?
- É? Mas eu vi esse na loja e achei a sua cara. Daí comprei.
- Mas eu não tenho cara de relógio, Ivan.
- Você pode não ter cara de relógio. Mas o relógio tem a sua cara. Pronto! E você vai usar, não é?
- Está bem, vou romper meu pacto. Vou usar como adereço, sem olhar as horas. Mas de uma outra forma, se você não se importar. E só porque é presente seu.
- Ficou ótimo no tornozelo, sim! :)

(não ficção)

::: by meraluz at 4:02 PM - post nº



Para ler (ou não)

Seção Contos:

E quando ouvir Lulu Santos, vai lembrar de mim...

::: by meraluz at
12:12 PM - post nº



Sexta-feira, Abril 04, 2003 :::

Contando Sonhos

Pedi que me contassem um sonho qualquer, no primeiro post de quarta-feira, e só a Emera atendeu meu desejo. Gosto de ouvir gente contando sonhos, já realizados ou por realizar, de quem sonha dormindo ou acordado, sonhos com o passado ou com o futuro, sonhos atemporais ou de todos os tempos, minimalistas ou ambiciosos. Isto porque a realidade anda tão dura que, se eu fosse contar um sonho, neste exato momento, precisaria tomar emprestada uma frase de Sartre: "Meu sonho é ter um... " (sonho).

Eu tinha um sonho pra contar, um sonho que me aconteceu no passado, mas se começasse o "Era uma vez..." (é dessas histórias que começam com "Era uma vez..."), acabaria fazendo um livro. Fica para uma outra ocasião. :)

::: by meraluz at 11:07 AM - post nº



Quinta-feira, Abril 03, 2003 :::

Quarta-feira, Abril 02, 2003 :::

A menina lambuzada da foto


Diversas pessoas já me perguntaram se essa menininha sapeca e lambuzada aí da foto de abertura sou eu. Infelizmente não, embora não tenha eu sido muito diferente dela, quando criança. É Rebekkah (2 anos), que me deixa sempre com ares de encantamento diante da sua expressão - é fantástica! A foto lambuzada de Rebekkah fala a mim mais do que mil palavras. Traduz um espírito. O espírito exato que quis imprimir a este meu canto, de flores e lixos. Um jeito moleque-puro-lambuzado-leve-impune-ravissant de ser. Um jeito melado de chocolate e vida, diáfano, cristalino, que só as crianças - ou aqueles que trazem alguma dentro de si - sabem ter. Porque é nesse espírito que mora a verdade mais nua e mais feliz. Na imagem de abertura, junto a Rebekkah, há outras crianças; uma correndo incauta atrás dos pombos, outra no parapeito da janela e de dentes arreganhados e a pequena e feliz proprietária de uma bicicleta e um sorvete. O Einstein, com sua língua gaiata e não menos criança, era fundamental à montagem. É o toque matreiro de relatividade, onde se quis dizer que pode (e deve) haver crianças mais crescidas, como nós: aquelas que não perderam a infância e trazem sempre a tiracolo o seu menino ou a sua menina, que vem prá nos dar a mão (Bola de Meia, Bola de Gude) quando a barra pesa e corremos o risco de nos tornarmos adultos previsíveis e pouco atraentes.

Conversava sobre isto com um grande amigo meu, que insiste em permanecer no anonimato, e ele me enviou o texto abaixo, que endossa o que tento dizer aqui com palavras (é difícil). Meu amigo X disse que se sentia, de certa forma, como a Rebekkah de cara lambuzada, superstar do meu blog. Piu belo! Foi uma conversa sublime, dessas de desarmar o coração. O texto enviado é este, e tenho cá minhas dúvidas se a autoria não é desse meu amigo X. Sabendo que eu iria publicar, ele não confessaria jamais :)

"...Se um dia sentir falta de pureza e alegria, olhe nos olhos de uma criança. Pureza e alegria moram lá, naqueles olhinhos brilhantes como bolas de gude. Ainda não há indagações ou preocupações sobre o amanhã. O amanha é o futebol, a boneca, o pão, a bicicleta, a brincadeira ainda não brincada ....
Na infância conhecemos o sublime significado da felicidade. Felicidade de roupa suja e rasgada, de pega-ladrão, de esconde-esconde, daquelas horas que o tempo esqueceu de marcar, do caminhãozinho de madeira, do jogo de dados..."


Acrescento aí as bolhas de sabão, brincadeira que cultivo até hoje porque fascina e hipnotiza a criança que não me abandona. Também estão aí reproduzidas, representando a a leveza pueril de ser o que se é. Por acaso ontem vi em um certo blog, que há muito não visitava, a foto de um fariseu fazendo bolhas de sabão em ambiente de trabalho: just wise! :)

Obrigada pelo texto e por não me deixar esquecer, meu amigo X.

::: by meraluz at 9:29 PM - post nº



 

Conte-me um sonho e eu contarei um outro. E, de sonho em sonho, vamos concebendo e dando formas a uma realidade melhor. Sonhar, para que novas realidades se legitimem. Tirar leite das pedras. Jorrar. Assim, detemos as mãos implacáveis do tempo, pois que sonhos não envelhecem...

(Por falar em sonho, visitem a Aldeia Nua, do Cesar Insensato. Eis um blog inteligente, visto segundo meu olhar. E eu não faço publicidade à toa, certo? )

::: by meraluz at 11:23 AM - post nº



Terça-feira, Abril 01, 2003 :::

Alegria e dor de ser carioca e cidadão do mundo.

Ser carioca ou "estar carioca" - para quem escolheu viver no Rio - é uma experiência tão fascinante quanto trágica, nos dias de hoje. Em menores escalas, o que acontece no Rio não é muito diferente do que acontece no Iraque. A diferença está na proporção. Há uma guerra no Rio e há uma guerra no mundo. Uma cidade "maravilhosa", desgovernada, nas mãos de um traficante louco; um mundo, "vasto mundo", não menos desgovernado, nas mãos de um político maquiavélico. E, nas mãos desses avatares do mal, a destruição. Destroem impunemente gente, patrimônios, História, culturas. Destroem paz, harmonia, natureza. Destroem. Destroem. Destroem a vida - alegria maior, patrimônio maior.

Espantoso é perceber que não há força contrária capaz de estancar violência, sangue e mortes, o que me leva a crer que não há governo para povos, que o voto de um cidadão nada mais é do que a representação do tolo ufanismo de esperar por mundos melhores e homens melhores no poder - ó, ilusão!

Só gostaria de entender:
- Por que tanta ausência de reação?
- Por que tanta ausência de liderança?
- Por que tanta ausência de voz?
- Por que tanta impunidade?

Estar no mundo e no Rio de Janeiro, antes uma alegria em dose dupla, tornou-se uma dor incompreensível.

Remeto-me a Maquiavel (não poderia ser outro neste contexto) para concluir:
"Pelo que se nota, os homens ou são aliciados ou aniquilados".


::: by meraluz at 12:06 PM - post nº