A
Meraluz's Production

Starring: Meraluz, You, Real Life, Dream Life, Poetry, Art, Joke and whatever!

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



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Rio de Janeiro

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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.




Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!


Cotação da verdinha $$$:




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Segunda-feira, Junho 30, 2003 :::

Amei este texto da Glória Horta:

Quando a porta do coração de alguém não se abre pra você, fuja!
Já presenciei inenarráveis histórias de amor impossíveis. Um fazendo de tudo pra conquistar o outro, inutilmente. O cara é punk, ela pinta o cabelo de roxo, faz piercing e nada. Geógrafo, ela compra os últimos lançamentos de Geografia e lê. Sem chance. Deprimido? Ela se transforma num livro vivo de auto-ajuda...
continua

::: by meraluz at 1:20 PM - post nº



Domingo, Junho 29, 2003 :::

Meu sumiço daqui agora tem uma razão nobre. Ando ocupada com uma causa que considero justa: levantar a cidade do Rio de Janeiro.

Ficaria muito feliz se visitassem o blog coletivo: Levanta, Rio! - http://www.levantario.blogger.com.br

É uma cidade boa, acreditem. Associá-la ao medo não é justo. Não sinto medo aqui. Não há como negar a violência, mas a violência não é exclusividade carioca, ela está em todo lugar. Só que parece resolveram vinculá-la aos nossos cartões postais.

::: by meraluz at 12:22 PM - post nº



Quarta-feira, Junho 25, 2003 :::

O outono das palavras

É muito difícil para mim chegar aqui e admitir que nada consigo dizer; que me atrapalhei com as palavras, que não as tenho mais sob meu domínio. Deve ser porque não tenho mais o tempo das contemplações. Deve ser porque experimento, neste momento, a essência de futuras palavras, que não podem ser anteriores ao pensamento ou ao sentimento. Temo me trair entre elas, assim como temo traí-las. Não sei usá-las para inventar o que não penso. Gosto de trazê-las ali sob as rédeas, fazendo-as reproduzir com precisão a massa abstrata da alma. Detesto contradições, embora as cometa. Muito menos as contradições remissivas, aquelas que se inscrevem em algum lugar e permitem voltar ao local do crime para evidenciar o erro.

Isto explica, em parte, a minha relativa ausência. Usava este espaço a serviço da minha expressão, e a minha expressão a serviço de alguma mensagem clara que pudesse transmitir. Mas agora me vejo vestida de silêncios nada claros. Algo atravessou entre a vertente do pensamento e a criação da palavra. Sou tudo e nada. Todas e nenhuma. Tanto e tão pouco. Preciso arrumar os sintagmas e atualizar os dicionários internos. Mais do que isto, preciso reavaliar minhas opiniões. Acho que vivo um outono verbal, que transforma e renova o ser. Aguardemos as primaveras.

::: by meraluz at 9:39 PM - post nº



Segunda-feira, Junho 23, 2003 :::

CORDIAL? A GENTE AGRADECE
Publicado no jornal O GLOBO, em 21/06/2003, seção OPINIÃO

O Rio, como se sabe, não chega a ser um lugar de segredos e mistérios. Ao contrário, é uma cidade solar, aberta, para o bem e para o mal. Escancara suas mazelas com o mesmo despudor com que as moças exibem seus corpos nas praias. Tudo se sabe, tudo se vê. Ou melhor, quase tudo, porque às vezes esconde para tornar mais excitante o pouco que não se vê. No entanto, um mistério a cidade guarda: como pode ser considerada a capital da violência e, ao mesmo tempo, ser eleita a capital da gentileza?

Sim, porque se é discutível o primeiro título - há outras cidades na disputa, inclusive brasileiras - o segundo acaba de ganhar aval científico. Na quarta-feira, a revista "New Scientist" publicou o resultado da pesquisa feita por professores da Universidade da Califórnia elegendo o Rio como a Capital Mundial da Gentileza - a mais cordial e simpática de todas as 23 pesquisadas.

O trabalho consistiu em observar o comportamento das pessoas em três situações: diante de um cego que tenta atravessar a rua; de um desajeitado que deixa cair uma pilha de revistas; e de um distraído que perde a caneta. Nos três casos, o carioca foi solícito com o próximo, revelando-se mais solidário e prestativo do que os habitantes de São José da Costa Rica, de Calcutá (Índia) e Viena (Áustria), que são os seguintes em atenção e simpatia. Lá no final estão os moradores de Nova York e de Kuala Lumpur, na Malásia, lanterninhas do ranking (o resultado seria ainda melhor para nós se tivessem incluído o teste da porta do carro mal fechada, que todos conhecemos: aquele mesmo carioca que há pouco lhe deu uma fechada corre para advertir "olha a porta aberta!").

A gente agradece a pesquisa, que veio na hora certa, quando a impressão é de que o brasileiro cordial morreu e o mal venceu. Apesar das aparências, espera-se que não é assim, não pode ser, trata-se de um acidente de percurso, de um vírus que se instalou provisoriamente num organismo cuja índole, acredita-se, é pacífica e a vocação, festiva. O problema é como curar a doença antes que ela se torne crônica, como impedir que a exceção vire regra e que o desvio se transforme em norma. Como evitar, enfim, que a violência passe a ser definitivamente o traço dominante de nosso caráter.

::: by meraluz at 1:05 AM - post nº



Domingo, Junho 22, 2003 :::

Não dá mais pra esconder. Preciso confessar esta fraqueza que nem eu entendo. É ouvir a primeira nota de qualquer música dele e já sair dançando e cantando, sem maiores pretensões, como se os dias fossem "dancing days". Eu adoooooro Lulu Santos.
Por isso eu quero maaaaaaaaais, não dá pra ser depoooooooois...

JÁ É (Lulu Santos)

Sei lá,
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer

E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente nao se reconhece ali
No oposto de um déjà vu

Sei lá
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor

Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis-à-vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Agora que já é

heeeeeeey heeeeeeeeey

- Um dia alguém ainda me dá de presente o CD certo. Nunca me deram um CD do qual eu gostasse muito muito muito. Estou aceitando feliz o último do Lulu.

::: by meraluz at 11:57 PM - post nº



Sábado, Junho 21, 2003 :::

A delícia e a dor de ser carioca

Tenho orgulho de ser carioca. Mas este atributo não é nada específico. Ser carioca é, sobretudo, um estado de espírito. Você, de Bariri, de Florianópolis, de Pato Branco, de Macapá, também pode ser carioca. Você, que visitou o Rio e trocou com esta cidade um sorriso feliz de cumplicidade, também é carioca. Todos que guardam uma alegria marota dentro de si é um pouco carioca. O Rio abraça todo mundo. Por sua própria natureza, é uma cidade que não aprendeu a discriminar, democratiza tudo e todos.

Meu amor pelo Rio sente dor a cada vez que se dá conta da campanha difamatória que andam fazendo contra a cidade. O Rio é violento? É, também. Ou melhor, está. Mas não é a mais violenta das cidades não. Pesquisem as estatísticas. Só que o que acontece aqui ecoa com tal velocidade e força que ninguém mais consegue deter. O Rio está violento, assim como o Brasil e o mundo estão violentos, porque muitos valores faliram. A diferença é que, com ou sem violência, o Rio continua feliz e mágico. E essa magia que mora no espírito de cada carioca, seja por nascimento ou por escolha, não cede fácil a maldosas pressões. Querem desmoralizar o Rio de Janeiro? Podem tentar. Não irão acabar com a nossa festa, com a nossa praia, com a nossa alegria, com o nosso amor por cada um que chega aqui e gosta de ficar.

A alma carioca há de resistir aos desacertos dos governos, à bronca que alguns têm desta cidade, à execração a que o Rio se encontra exposto. A alma carioca tem som de Jobim e Vinícius, tem ritmo imortal de bossa-nova, e jeito "moleque bão" de Zeca Pagodinho e o swing moreno de praia de Lulu Santos. Os garis sambam enquanto varrem as ruas. As tragédias se transforam em piadas. E o sol, ah... o sol nasce particularmente radiante nesta cidade, a secar rapidamente alguma lágrima derramada.

Por mais combalidos que estejamos, por mais sofridos e amedrontados, por mais execrados aos olhos das multidões que estejamos, sabemos que ainda moramos numa cidade feliz.

Meu próximo blog vai se chamar: Levanta, Rio! Deverá ser um blog coletivo, não só meu.


::: by meraluz at 5:54 PM - post nº



Sexta-feira, Junho 20, 2003 :::

Clipping (é revoltante!)
Um Museu de Obrigações - Zuenir Ventura (O Globo, 18/06/2003)

Já conhecia alguns absurdos do projeto Guggenheim-Rio, mas nada como o dossiê completo, com a íntegra do contrato, a liminar da ação popular e sua aceitação pelo juiz, o recurso da prefeitura e sua rejeição pelo desembargador, sem falar nas análises críticas. Sua leitura leva a uma pergunta: mesmo sem entrar no mérito da iniciativa, e ainda que essa fosse a maneira mais adequada de gastar US$ 133 milhões (lá fora se fala em US$ 250 milhões), por que se submeter a tão drásticas imposições?

Para evitar outras discussões, vamos aceitar a idéia do museu e só falar das condições. A primeira em absurdo obriga a prefeitura a pagar mais de US$ 9 milhões como parcela inicial pelo uso do nome, mesmo que o projeto não saia. O total seria de US$ 40 milhões, mas depois que a editora de arte do Wall Street Journal, Lee Rosenbaum, denunciou que isso significaria o dobro do que foi cobrado a Bilbao, o preço baixou para US$ 28.650.000.

Uma outra cláusula exige que o município se comprometa a cobrir os déficits operacionais do museu durante dez anos, ou US$ 12 milhões anualmente. Além dos US$ 2,1 milhões que já pagamos pelo estudo de viabilidade, pagaremos 12.563.000 de euros (mais de R$ 48 milhões) ao arquiteto Jean Nouvel. Durante a construção, o município ainda vai remunerar a Fundação Guggenheim pela supervisão das obras em mais de US$ 4 milhões, divididos em parcelas de US$ 836 mil anuais, de 2003 até 2007. Como lembrou o juiz João Marcos Fantinato ao conceder a liminar, o contrato cria obrigações financeiras que vão muito "além do mandato da atual administração municipal".

"NY Times", "Economist", "Village Voice" não entendem como o Rio vai comprometer um volume tão grande de recursos numa fundação falida, com filiais sendo fechadas, como a de Las Vegas. A não ser, insinua um dos críticos, que essa operação seja justamente para resolver uma situação financeira que o próprio presidente da entidade, Peter Lewis, classificou de "uma bagunça".

Há outras extravagâncias, como a de que todas as exposições serão custeadas por meio da Lei Rouanet, totalizando US$ 9 milhões por ano, o que hoje representaria 70% de todos os recursos para as artes plásticas. Em compensação, calcula-se uma frequência de 910 mil pessoas por ano a um preço de entrada de US$ 3,10 (o Corcovado, nosso maior cartão-postal, atrai 750 mil). Por falta de espaço, só mais uma: Cesar Maia estima que cada pessoa vá gastar no Rio, "em sua permanência mobilizada pelo museu", mil dólares por dia. Se não for um erro de impressão, é uma fantasia segundo a qual o Gugg atrairia não turistas, mas benfeitores.

::: by meraluz at 9:49 AM - post nº



Esta merece publicação :)



::: by meraluz at 9:20 AM - post nº



Terça-feira, Junho 17, 2003 :::

Pérolas Amigas - Eliane Stoducto

Detesto jogos...



Detesto os jogos da vida
sou avessa às disputas
Detesto emular com o inimigo
trauma antigo
secular

Gosto do olho no olho
pra começar a questão
gosto dos toques, dos gestos
me exponho
à rejeição

Suporto bastante as falhas
pois sou infalível em falhar
agüento os porres alheios
permito-me
embriagar

Por isso às vezes me tolho
Por isso às vezes me encolho
E fico a ruminar
Cogito, reflito, penso
E começo a gargalhar.


::: by meraluz at 7:15 PM - post nº



Sexta-feira, Junho 13, 2003 :::

Pérolas Amigas:

Tantos tês - Fred Matos



triste máscara da tarde
tantos tês da tua tatuagem
tez tinta tanino trazes

entretanto

tateando tuas tetas
todos os temas tropeçam
teço tropos trovejo versos

::: by meraluz at 8:02 PM - post nº



Quinta-feira, Junho 12, 2003 :::

Pérolas Amigas:

Soneto à Mulher que Não Vem - Cesar Oliveira




Tão fundo e imenso é o que espero
Que se é teu ou meu, o amor, já é incerto
Assim, ao tê-la, não me basto e desespero
E na ausência me atormenta outro deserto

E no milagre da carne, enfim
Te possuo sem tu te dares
E no desengano de amar assim
Te perpetuo sem tu durares

E é tão vasto e pleno este abandono
Que mil labaredas me consomem
Como alma que se perde de seu dono

Pois só a tu fostes dado o direito
De fiar a vida de teu homem
Nas tardes inteiras do teu leito


::: by meraluz at 6:25 PM - post nº



Ihhh... Dia dos Namorados, né?
Pra quem tem um(a), namore mais do que o necessário hoje. Pra quem não tem, namore a vida!

Ihhh... meu Mengão tomou feio ontem do Cruzeiro! Quel honte! Quel honte! Quero nem falar nisso!

Ihhh... Acho que esqueci algo no forno!! E não foi minha cabeça. - Isso é que dá não ter desenvoltura na cozinha. Sinto um cheiro de queimado no ar!


::: by meraluz at 5:12 PM - post nº



Domingo, Junho 08, 2003 :::

Pérolas Amigas

Vou iniciar aqui uma sessão intitulada: Perólas Amigas. São garimpagens de textos de meus amigos poetas que gostaria de deixar aqui. Isto, além de compensar o tempo que não estou tendo para criar, vai levar aos visitantes alguma beleza aos olhos e alguma sensibilidade à alma. E como o assunto é TEMPO...

TEMPO - Ivy Wyler



Existe o tempo do julgar,
o tempo do sondar,
o tempo do esperar,
do saber,
do saber esperar,
do desesperar-se
do desistir.
E volta o tempo do insistir,
e tudo recomeça,
como numa montanha-russa,
que a gente não quer que pare nunca,
até sentir-se entorpecido de tanta dor.
Ou até que outra dor, maior ainda,
se sobreponha àquela.
Existe um tempo - mínimo -
pra se fingir feliz.


::: by meraluz at 1:06 PM - post nº



Sábado, Junho 07, 2003 :::

Como continuo sem tempo pra postar algo que preste, vou deixar aqui minha página de escrevinhações. Tem uns poeminhas meus lá e textos retirados daqui. Pra quem quiser dar uma olhadinha, o endereço é:

http://www.clef.kit.net/O nome é: Coffee Break :) Justamente o que estou fazendo aqui: um coffee break!

::: by meraluz at 1:49 AM - post nº



Sexta-feira, Junho 06, 2003 :::

AOS APAIXONADOS (Rubem Alves)

Dedico esta crônica aos apaixonados, mesmo sabendo que servirá para nada: é inútil falar aos apaixonados. Os apaixonados só ouvem poemas e canções. A paixão, experiência insuperável de prazer e alegria, pelo fato mesmo de ser uma experiência insuperável de prazer e alegria, coloca o apaixonado fora dos limites da razão. Todo apaixonado é tolo. Pode ser que ele escute a fala da razão. Escuta mas não acredita. Diz ele: "O meu caso é diferente!" Tolo mesmo é quem tenta argumentar com os apaixonados.
Começa, pois, assim, minha inútil meditação com um verso terrível de T. S. Eliot. Ele está rezando. Ele sabe que somente Deus tem poder para lidar com a loucura da paixão. Ele reza assim: : . . livra-me da dor da paixão não satisfeita e da dor muito maior da paixão satisfeita". continua


::: by meraluz at 12:31 AM - post nº



Quinta-feira, Junho 05, 2003 :::

Quem não tem tempo vai de copy/paste. Poeminhas passados:

À MINHA ESPERA

Cheguei
E encontrei-me aqui,
À minha espera...

Nada aconteceu lá fora,
onde tudo acontecia.

Cheguei ,
Tropecei nas sombras,
O corpo tombou sobre a alma.

A história caiu
No silêncio
Da minha geografia.

::: by meraluz at 2:39 AM - post nº



Segunda-feira, Junho 02, 2003 :::

Por falta absoluta de tempo, não tenho podido estar aqui. Sinto saudade de vocês e de mim. Não pretendo me demorar no meu retiro.

Enquanto não me faço tão presente, recomendo a leitura imperdível do recém-inaugurado blog de Glória Horta:
http://www.facetascariocas.blogger.com.br

Não sou tiete dela impunemente. Basta ler um de seus livros para entender o que digo. Glória escreve imoralmente bem. Suas palavras têm vida, sangue, suor, lágrimas e gozo.

::: by meraluz at 3:20 PM - post nº