Xiii! Roubei uma foto sua! Pardon! Adoro flagrantes. Poses
não! Quero sua melhor imagem, não a mais arrumada. A melhor é
a mais verdadeira. Quero gente com cara de gente! E gente com
cara de gente tem luz própria! Pronto! Nem precisei de
iluminação artificial :)
Olha só como sua imagem fica linda e transparente quando se
distrai:
Uso a inspiraçao de Glória Horta,
hoje, na falta da minha. Com vocês: VOCÊ, de Glória Horta (a
poesia de meus dias):
VOCÊ (do livro Sangria)
Você tenta ler e teus olhos te obedecem
mas a
cabeça voa em diferentes sentidos.
Ah, essa doença que te
permite escrever,
Você anda sempre pelos caminhos de
dentro
, o eterno adolescente ,
você não consegue ver
um político
fazendo um discurso, a não ser imaginando
como ele trepa, como ele foi menino, como ele chora
e
como ele será, morto.
NOTA:
Há dias,
todos sabem, que são feitos de morosidade na Web. Como
muitas de minhas palavras só fazem sentido quando
acompanhadas das imagens, se este trem estiver demorando a
carregar os gráficos hoje, o melhor é voltar num outro
dia.
::: by meraluz at 4:08
PM - post nº
::: by meraluz at 2:58
PM - post nº

Eterno Retorno II
Por que
voltamos sempre a cometer os mesmos erros e, em muitas das
vezes, com os mesmos personagens e nos mesmos lugares, onde a
única variável é o tempo? Deve ser a teoria de Nietzsche: o Eterno
Retorno (ver abaixo). Um tempo infinito, em um universo
finito, com um número igualmente finito de possibilidades, as
quais não têm outra escolha se não a de se repetir.
Não é para responder. É para refletir. A questão é
retórica.
::: by meraluz at 2:20
AM - post nº

Quinta-feira, Maio 22, 2003 :::
Bienal do Livro 2003 -
minha experiência
Finalmente tomei coragem e fui à Bienal. Em dias de
semana posso evitar as multidões. Mas, em compensação, a
algazarra dos grupos escolares visitantes tira qualquer
concentração. Realmente são lindos os ruídos que a
adolescência faz, mas é que há momentos em que preferimos
prestar atenção nas outras coisas de "gente grande". Foi o
caso da entrevista com o sociólogo francês Jean Baudrillard,
no Café Literário - o melhor espaço da Bienal. Por ali, desde
a última quinta-feira, passaram Veríssimo, Ligia Fagundes
Telles, Millor, Caruso, Cony (meu ídolo), Ubaldo e tantos
outros. Aquilo lá está muito bom. Mas eu fui pra ver mesmo o
Baudrillard, que veio ao Brasil lançar seu novo livro Power
Inferno, onde tenta mostrar a guerra como um
"não-acontecimento" (para quem quiser se aprofundar mais, ver
entrevista de
Baudrillard à Folha). A parte mais bizarra da entrevista
pra mim, no entanto, não foi seu discurso sobre "estéticas da
guerra", e sim quando ele, falando sobre o Rio, mostrou-se
surpreso com a enorme Estátua da Liberdade, na entrada de um
shopping da Barra da Tijuca. Adorei a ironia que usou para se
referir ao fato (risos, risinhos: shshshshsh).
- Jean
Baudrillard, Café Literário, Bienal 2003
Mas vejam vocês... Eu não posso com essas "brasilidades".
Quase não pude ouvir o Baudrillard. Quel honte! No
pavilhão ao lado, acontecia uma palestra com o Bial, que de
discreto jornalista passou a "grande estrela do BBB". O
delírio, algazarra e gritaria das estudantes adolescentes,
estufadas de hormônios, tomaram conta de todo o Riocentro. Não
se ouvia mais nada, a não ser os uivos ensurdecedores pelo
Pedro Bial. Espero que o Baudrillard não faça a mínima idéia
da razão desse tumulto que atrapalhava sua entrevista no Café
Literário. Moral da história: melhor esquecer filosofias,
literaturas e pensamentos humanísticos, porque o BBB é a
palavra de ordem! Fazer o que, não?
Em resumo, minha
experiência de Bienal deixou as seguintes impressões: (a) o
Café Literário é, sem sombra de dúvidas, o seu melhor espaço;
(b) a Bienal é o pior lugar para se comprar livros, não
encontrei nenhum dos que procurei; (c) o público circulante
pareceu-me interessado em muitas coisas, até em livro; (d) há
bons eventos, apresentações e atrações acontecendo por lá,
como, por exemplo, um maquinário de editoração, exibindo
abertamente todo o processo de impressão de livros; (e) os
livros estão caríssimos. Pra não dizer que não comprei livro
nenhum, parei na Livraria da Travessa e levei a biografia de
Virginia Woolf. É uma canseira, isto é um fato. Haja pernas.
Mas você só sente que cansou no final. :) Valeu. É um
acontecimento imperdível para quem está na cidade.
::: by
meraluz
at 11:19
AM - post nº

Quarta-feira, Maio 21, 2003 :::
Another Brick in the Wall
Bah... ando cansada de hipocrisia, falsos valores,
moralismos, bons comportamentos mentirosos, vaidades tolas,
egoismos, ditadura do capital, vernizes baratos, falsos
mestres, donos da verdade, donos da mentira, estruturas
apodrecidas. Seres do Planeta Terra parecem não se comprazer
com a verdade, com a vida no sentido visceral, com a
liberdade. Ser simples, sem peso, sem amarras e feliz deve ser
algo muito ameaçador para os humanos. Do contrário, não
viveriam no sentido oposto a isto.
(hmmm... que rebelde!)
We don't need no education
We don't need no
thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave the kids alone
hey teacher leave us
kids alone
All in all it's just another brick in the
wall
All in all you're just another brick in the wall
(Another Brick in the Wall - PinkFloyd)
::: by
meraluz
at 11:48
PM - post nº

Terça-feira, Maio 20, 2003 :::
O ETERNO
RETORNO DE NIETZSCHE...
Pode parecer título de poesia, conto, música. Mas não é. O
Eterno Retorno é uma teoria de Nietzsche que sempre me
intrigou. Investigando um pouco mais sobre o assunto...
- pausa: se você não
gosta de reflexões filosóficas, melhor fechar a janela -
[ x ].
Estou aqui a "divagaire" comigo mesma, assim me ajudo a pensar
e guardo o arquivo em local onde não esqueço.
Continuando...
Investigando mais sobre o assunto,
vi que o Eterno Retorno de Nietzsche era um grande pesadelo,
apesar do lindo nome. É uma teoria complexa, de difícil
conceituação. Resumindo a ópera: o Eterno Retorno espelha o
fluxo monótono da vida, em eterna repetição de seus fatos, os
seres e seus desenvolvimentos se findam e o tempo nunca. E
,enquanto não findamos, vamos repetindo e repetindo e
repetindo as várias situações finitas. Segundo o próprio
filósofo, era o maior dos fardos do universo.
Essa
teoria repousa sobre o seguinte fundamento: existe um tempo
infinito e um número finito de acontecimentos combinados que,
conseqüentemente, reincidirão de forma infinita.
Nietzsche acreditava que não havia um estágio final do
universo. O universo seria um fluxo constante a se modificar e
tornar a ser (devir) por incontáveis vezes, sem objetivo. Diz
ele: "Se o mundo tivesse um objetivo, esse objetivo teria sido
alcançado." Para o filósofo pessimista, o mundo é um
permanente devir (tornar-se); o mundo do Ser é
um mundo de aparências.
Em A Gaia Ciência,
Nietzsche faz uma amarga analogia em relação ao tempo:
O maior dos fardos - O que aconteceria se, um dia,
um demônio, espreitando-lhe, na mais profunda solidão,
dissesse: ¿Esta vida que você vive agora e a que já viveu terá
de ser vivida mais uma vez , e mais outra e mais incontáveis
vezes; e nada haverá de novo nela, cada dor, cada alegria,
cada pensamento, suspiro, cada acontecimento, por maior ou
menor que seja, deverá retornar, na mesma sucessão e seqüência
(...) A eterna ampulheta da existência é incessantemente
virada, e você vira com ela, como um grão de areia!
Em A Vontade de Potência, volta a falar sobre o
assunto:
Se o mundo pode ser pensado como uma
quantidade definida de força e com um número definido de
centros de força -- qualquer outra representação permanece
indefinida, sendo, portanto, sem importância -- vai acontecer
que, no grande jogo de dados da existência, o mundo passará
por um número calculável de combinações. No tempo infinito,
cada combinação possível seria, mais cedo ou mais tarde,
realizada; e mais: seria realizada por um número infinito de
vezes. Como, entre cada combinação e sua próxima recorrência,
podem ocorrer todas as outras combinações possíveis, e cada
uma dessas combinações condiciona toda uma seqüência de
combinações na mesma série, um movimento circular de séries
absolutamente idênticas ficaria assim demonstrado: o mundo em
movimentos circulares, que já se repetiram infinitamente,
jogando sua partida de xadrez no infinito.
Bem,
mas para quê digo isto? Por uma seguinte razão, e é onde
Nietzsche me faz pensar: ele afirma que a concepção
tradicional cristã da linearidade do tempo não significa
"duração"; é um tempo com princípio, meio e fim; com passado,
presente e futuro. A visão de Nietzsche é de um tempo cíclico,
não-linear, onde não existe um final. O primeiro fator
constituinte do tempo seria o momento (ciclo), e para o
momento não há um estágio final, pois o fim de um momento
possibilita o surgimento de outro. O momento é imortal e
nele eu produzo retorno. Pelo bem desse momento, eu suporto o
retorno. (Anotações de Nietzsche).
É onde quero
chegar: na eternidade do momento. Segundo o filósofo, para
suportar a idéia aterradora do Eterno Retorno, devemos nos
libertar da moralidade, entender a dor sem a consciência
cumulativa do prazer, a dor como uma ferramenta, como a mãe do
prazer, não temer as incertezas, abolir os conceitos
mastigados de necessidade e vontade, enfim, abolir o
conhecimento em si. No momento está a imortalidade e a
salvação.
Vivamos cada momento, pois, sem
hipocrisias. Vivamos porque o tempo não acaba, nós é que
findamos com ele. Mas, na experiência de cada momento, nos
libertamos, e preparamos todos os próximos momentos. A
continuidade destes ciclos, destes pólos de energia produzida
é que vai justificar a vida, em sua maior expressão. O Eterno
Retorno é a nossa sentença de repetição dos fatos, mas
inseridos inteiros em cada um desses momentos, nos distraímos
dessa monótona repetição que é a vida, não estaremos jogando
um jogo vazio.
::: by meraluz at 11:17
AM - post nº

Quinta-feira, Maio 15, 2003 :::
FORA DO AR! É isso. Ando
fora do ar. O que falta: tempo, vontade, criação,
assunto, alguma coisa, quelque chose. O que excede:
trabalho, obrigações, problemas meus, problemas alheios,
saudade.
Volto logo! Mantenham minha chama acesa.
::: by
meraluz
at 1:31
AM - post nº

Sábado, Maio 10, 2003 :::
Agradeço, de coração, o carinho de
quem se pronunciou aqui, sob as mais diversas formas
(receitinhas, bons desejos, brincadeiras, etc.), torcendo pela
melhora de minha saúde. Estou melhorando aos pouquinhos. A
danada da gripe é persistente. Cuidem-se para que essa
inclemente senhora não chegue perto de vocês. Tirou-me toda
inspiração. No entanto, sobrou ainda ânimo para retribuir o
carinho de vocês com algum tipo de criação. Aqui vai.
::: by
meraluz
at 12:28
PM - post nº

Quinta-feira, Maio 08, 2003 :::
Aviso: estou em falta com
visitas e devendo posts melhores. Ok, eu não preciso me
explicar. Afinal, é a liberdade que deve motivar qualquer
movimento. Mas uma gripe safada me atirou violentamente ao
chão, e tento me recuperar de todas as maneiras. Até pra
trabalhar está difícil. Sem a plena capacitação do meu corpo,
não rendo nada. Desejem-me melhoras. Obrigada.
::: by meraluz at 12:02
PM - post nº

Viram como "botar a boca no
trombone" dá certo? Já eliminaram a tal cláusula das
contrapartidas sociais para os patrocíncios culturais. Cacá
Diegues fez um grande bem à nossa arte e cultura. Bravo!
::: by
meraluz
at 11:45
AM - post nº

Quarta-feira, Maio 07, 2003 :::
Cinema e Ideologia
A entrevista de Cacá Diegues causou convulsão no meio
artístico e no governo, esta semana. O cineasta se mostra
revoltado com as novas regras de incentivo ao cinema nacional.
Palmas pra ele, que levantou a voz e não aceitou calado
tamanho desmando. Vincular arte a identidade nacional, a
contexto ideológico ou a qualquer outro interesse que não seja
o da arte pela arte é uma violência ao sentido das coisas. O
que que é isso, companheiro? Cadê o Lula, hein? Não estou
reconhecendo mais nada. Está tudo muito estranho.
Pois
as regras são estas, condicionar o nosso cinema a programas de
interesses políticos, a ideologia de partidos, a investidas
sociais, como se a arte pudesse ser formatada e sufocada. A
arte, por si, já faz seu trabalho social. Que cinema será
esse? Se já não vejo os "Carandirus" da vida (que não tem a
ver com o caso porque foi livremente concebido), por preferir
a beleza e a fantasia nas telas, muito menos verei os
"filmezinhos socialmente engajados" com "identidade nacional",
saídos de uma forma pronta, com interferência direta das mãos
do governo. Para isso recorre-se a outras fontes, livros,
jornais e mídias diversas. Mas cinema é arte. A sétima arte.
Como arte, não vai cumprir bem seu papel entre correntes e
imposições ideológicas. Cinema é ilusão, é o sonho da criança,
é o fantástico, o extraordinário, o cômico, o trágico, os
efeitos especiais e também as denúncias sociais, mas não por
obrigação. Nos filmes de Chaplin estavam as mais contundentes
denúncias sociais e nem por isso havia a privação da liberdade
criadora, da ilusão, da fantasia, do jeito "cinema" de ser.
Pois é. Estou com Cacá Diegues e não abro. Não me
convidem para ver filmes socialmente engajados. A realidade,
por si, já basta para provocar náuseas, mal-estar e revolta.
Trechos da entrevista de Cacá
Diegues.
::: by meraluz at 9:02
PM - post nº

Terça-feira, Maio 06, 2003 :::
"Post retirado. Deu muita
confusão. Passem para o seguinte, enquanto não posto algum
novo nonsense."
::: by meraluz at 5:18
PM - post nº

Em nome da boa poesia
Glória Horta
é das minhas preferidas, no que diz respeito à poesia
contemporânea. No próximo dia 9, Sexta-Feira, a partir de
20:30h, ela estará lançando, no Quiosque do Mineiro (quiosque
16) - Lagoa, em frente ao nr. 2800 (Cantagalo) RJ, um CD
simplesmente deslumbrante com poesias de dois de seus livros
(Sangria e Borboleta Sumaríssima). Dica de amiga: VALE A PENA!
Glória é o máximo :). Para quem estiver no Rio, será um ótimo
programa, com direito a música muito boa e ao vivo. Para quem
não estiver e quiser boa poesia, o CD, com 42 poemas, custa R$
15,00. Podem me mandar um e-mail, que eu
providencio.
Ferros em Brasa (Glória Horta)
Agora tragam-me
Ferros em brasa
E marquem meu
corpo
Que eu estou forte
Estabeleçam leis
E eu as
transgredirei
Todas
E determinem padrões
Que eu os
conterei
Cortem minha cabeça
E eu sobreviverei apenas
Com o coração
(em audio clique aqui)
Mais poemas no menu à esquerda (Poemices
de Glória Horta)
Glória Horta na
Web, conheça mais.
::: by meraluz at 10:04
AM - post nº

Segunda-feira, Maio 05, 2003 :::
E m
o c i o n e - s e !
Antes que seja tarde...
::: by meraluz at 9:01
AM - post nº

Domingo, Maio 04, 2003 :::
A conversa pra depois
- Como foi a festa, Bruninha? Beleza?
- Muito
massa! Fiquei com o cara mais gato do pedaço. Tudo de bom,
ele.
- Poderosa você, hein? Mas me explica aí esse negócio
de "ficar". Até hoje não entendi bem o real significado do
termo. É muito vago pra minha cabeça.
- Ora, ficar é
ficar! Você olha, e se pintar um clima vai ficando.
- Sim,
muito elucidativa a explicação. E o que é que rola nesse
ficar? Beijo? Mão na mão? Mão na contramão? Ou rola tudo?
- Aí depende, né? É meio relativo. Pode rolar qualquer
coisa, desde que ninguém pegue no pé.
- Ah, entendi. Só
não pode pegar no pé. No resto pode. Mas como é o "approach"?
- Como é o que????? Que p... é essa?
- Approach é o
tipo de abordagem, desculpe... Eu quis perguntar: como é que
alguém chega pra ficar com o outro? Rola uma conversa antes,
não é? Esse carinha com quem você ficou, por exemplo, sobre o
que conversaram antes da "ficação"?
- Sobre nada, ora.
- Vocês não conversaram?
- Um pouquinho, sim. Mas só
depois, só depois.
- Ah... Só depois... Primeiro fica,
depois conversa. É isso?
- Hum, hum!
- Primero fica,
depois conversa... Um dia ainda hei de entender.
Um
dia ainda hei de entender.
::: by meraluz at 8:10
PM - post nº

Mas francamente...
Minha amiga
Insana disponibiliza no Mundo
Delirante o que há de melhor no que se refere a música
e músicos e, pelo número de comentários, ninguém se interessa
muito ou não quer se manifestar. O último post é sobre
Chick Corea. Alguém aí conhece Chick Corea? Ok,
ok.. Ninguém é obrigado a conhecer Chick Corea, gostar de
jazz, sons apurados ou progressivos. Mas os ouvidos sensíveis
naturalmente costumam ser ávidos de bons estilos e bons sons,
sem precisar inserir nada dentro de categorias. Obviamente, o
Mundo
Delirante não agradaria às massas, porque as massas se
afinam mais com o consumo imediato, com o easy digest, com as
produções mais primárias. E esse tipo mais apurado de música
às vezes exige um pouco da percepção e do senso artístico. E
estão todos muito apressados para as degustações. Chick
Corea, no meu entender, é o maior pianista de jazz da
contemporaneidade. Tive a felicidade de ir a duas
apresentações dele no Brasil e quase entrei em êxtase. No Mundo
Delirante tem tudo sobre ele.
Aqui vou deixar, pra
quem quiser (acho que poucos vão querer), o que acho de melhor
dele: Chick Corea, com participação de Stan Getz
tocando
LA
FIESTA (amostra de 2984 kb).
Jazz no mais perfeito
estilo andaluz (é isso mesmo, jazz misturado com flamenco).
Performance irrepreensível dessas duas feras do jazz.
::: by
meraluz
at 5:27
PM - post nº

Sábado, Maio 03, 2003 :::
E nao me venha com aquele velho
papo freudiano de que "dores precisam ser vivenciadas até o
fim". Até precisam, em alguns momentos e de certa forma. Mas
sem que, para isso, seja necessário paralisar o resto. A vida
nunca para de doer. Nao há tempo suficiente para
interrompermos cada espetáculo que foge ao roteiro concebido.
Não dá pra parar tudo enquanto processamos as dores no
laboratório. Viver é uma dor atrás da outra e também o seu
oposto: um prazer atrás de outro - por que não?. Viver é uma
cadeia de acontecimentos (ou desacontecimentos). Uma pororoca
existencial. Então vamos nos agarrar ao que temos: novas
histórias, aquelas que passam agora por entre nossos dedos,
ainda que construídas sobre ruínas.
::: by
meraluz
at 7:03
PM - post nº

Sexta-feira, Maio 02, 2003 :::
Às vezes dá uma vontade de chutar
o pau da barraca... Ah, dá !!! Mas é preciso manter a pose, é
preciso manter a pose - conselho do meu amigo Snoopy. A
pior das tensões é tentar manter o equilíbrio.
::: by
meraluz
at 6:49
PM - post nº

Não se brinca com o passado.
Melhor deixá-lo no lugar dele. Para quê despertar monstros
sagrados ou profanos? O que fazer com velhas histórias? Onde
colocá-las, a não ser no tempo já vivido? Lá elas descansam
serenas, conformadas. Aqui fibrilam inquietas e despatriadas.
Migrações do pretérito perfeito para o presente imperfeito
acabam se perdendo na viagem. Nem todas as experiências podem
ser vividas em todos os tempos. Só as imortais por
merecimento.
Hoje não estou falando coisa com coisa.
Mas... e daí? :)
::: by meraluz at 4:34
PM - post nº
