A
Meraluz's Production

Starring: Meraluz, You, Real Life, Dream Life, Poetry, Art, Joke and whatever!

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



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Rio de Janeiro

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:

- O Eterno Retorno de Nietzsche
- Sinfonia Natural
- Festa para os olhos
- E quando ouvir Lulu Santos...
- La Carte, s'il vous plaît!
- Van Gogh
- Citações e Excitações
- Natureza Viva
- Meu Querido Blog...
- Amores de Conveniência
- Pessoas Especiais Pessoas
- Cansada
- Segmentos do Tempo
- Tanto em Comum
- O que foi que aconteceu com a MPB?
- (Encontro entre parêntesis)
- SOS Rio!
- Shakespeare pra Bruninha
- Poemices de Glória Horta
- As Duas Formas de Amar
- Calem a boca, falsos amantes !
- Cenas de Infância e Livre Expressão
- Não Freud e não sai de cima
- E meu coração nunca mais foi o mesmo
- Biography
- Mulheres de Rubens e Liberdade dos Lipídios
- Monocromia Secreta de um Final de Ano
- Lemas e Dilemas
- "Não fique triste" uma banana!
- Questão de Lógica
- Não Temendo a Timidez
- Tudo bem, tudo legal!
- Tudo é relativo
- Tipo de Texto e Tipo de Leitor
- Mais que "mas"
- "Head Hunting"
- Para levar uma vida saudável
- Livrai-me da mediocridade!
- Isso é natural?
- Não quero mais falar de guerra
- Caminho de volta


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- Bisbilhoteira de Plantão
- Bloco de Anotações
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- Blogando PESSOA (C.Alberto e Bia)
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Meu preferido, dentro da categoria:

Jesus, me chicoteia!

- Aldeia - Cesar Oliveira
- Cristal e Poesia - Eliane Stoducto
- Espaço das Letras - meu site profissional
- Essas Mulheres - Ivy Wyler
- Loganálise - Luiz César Ebraico, meu guru
- M.Lopes Design - Marcio Lopes
- RJ Sinfonia - Eliane Stoducto
- Vôos - Ivy Wyler
- Inos Corradin - artes
- Projeto Criar-te


Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.




Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!


Cotação da verdinha $$$:




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Levanta, Rio!



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Domingo, Março 30, 2003 :::

Incapaz de dizer "qualquer coisa" que valha a pena hoje, faço algo melhor, que vai me trazer prazer e alívio (tenham paciência, o applet demora alguns segundos para carregar).

Em 30 de março, nasceu Vincent, o mais belo entre os belos, o mais intenso entre os intensos, o mais louco entre os loucos. Vendeu um único quadro em vida, porque a vida é de uma improdutiva lentidão para reconhecer o que é grande demais. Observar os traços de Vincent Van Gogh, que preferia pintar ao ar livre para entender a luz do sol, é uma experiência indescritível, incansável e única, é como se todo o movimento, todo o desespero, toda a compulsão da vida estivessem ali a falar com o nosso olhar. Hoje, meu post é uma homenagem a esse tão injustiçado artista, impossível de caber em qualquer classificação.








































Sorry, your browser doesn't support Java(tm).

30/03/1853 - 29/07/1890





"Que nosso trabalho seja tão sábio que pareça ingênuo..." - Vincent Van Gogh


Para ler:
Van Gogh - Suicidado pela Sociedade (trechos do artigo de Antonin Artaud)
Vincent Van Gogh - breve biografia


Para ver:
Obras


Letra de Starry Starry Night

Arquivo em Flash com música e telas de Van Gogh (escaneado e sem vírus), baixe aqui:
Vincent



::: by meraluz at 4:22 PM - post nº



Não fui visitar minha vizinhança hoje. A tribo há de entender. Não costumo fazer visitas quando sinto alguma eventual tristeza. Amanhã dedico-me às visitas, entre outras coisas. Amanhã. Hoje só quero ficar na minha. Quieta, sem distração para meu olhos, que precisam olhar para dentro, em sua missão escafandrista-kamikaze de explorar as profundezas. Não consigo me levar a sério nem quando estou séria. Perdi o hábito de atribuir importância às coisas. Às vezes sinto que a vida é uma grande piada. E, antes que ela ria de mim, eu rio dela, banalizo-a, neutralizo-a. Só que, ao fazer isto com a vida, não tenho como me excluir.

Vou saindo à francesa, desejando um bom domingo com o som mágico e lânguido do Pat Metheny (Letters from Home) (2391 kb).

::: by meraluz at 1:53 AM - post nº



Sábado, Março 29, 2003 :::

Citações e Excitações - ou A Arte de Enrolar

Ele: - Responde, vai. Você tem certeza de que é feliz comigo? Nunca entendo esse seu olhar divagante.
Ela (mascando chiclete, como quem masca o tédio): - hum?...
Ele: - Perguntei se ainda é feliz comigo.
Ela: - Bem... digamos que... "a existência precede a essência" - Sartre!
Ele: - Muito bem, mas o que isto quer dizer? Dá p'ra ser objetiva?
Ela: - Isto quer dizer que "se você recorda a si próprio quando você é você, você não está com o propósito de criar você" - Gertrud Stein, saca?
Ele (irritado) - Não, não saco. Tá a fim de abrir a relação, é isso?
Ela: - "Sossegadamente fitemos um ao outro e aprendamos que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas" - Ricardo Reis! Linda essa, não?
Ele: - Isto quer dizer que você soltou minha mão e vai me mandar à luta?
Ela: - Mas será que você não consegue captar a profundidade do que digo? Tem sempre que ser literal e levar tudo a ferro e fogo? Que coisa mais limitadora!
Ele: - Chega de me enrolar com essas citações! Não dá p'ra falar com as próprias palavras?
Ela: - Não adianta. Você não entende...
Ele: - Nem eu e nem você! Já estou farto desse seu gênero pseudo-intelectual barato e pouco prático de ser! Foi a fórmula que encontrou para fugir das decisões.
Ela: - "A potência intelectual de um homem se mede pela dose de humor que ele consegue ter" - Nietzsche! - Essa é boa, hein? E você não está tendo nenhum senso de humor agora.
Ele: - E a potência sexual não conta? Intelectualismo é coisa de bicha ! Esses manés todos que você citou aí deviam ter sérios problemas sexuais! Tudo um bando de veados!
Ela: - Conta, claro! Mas aí eu teria que recorrer a Darwin, e não me vem nada dele à cabeça agora.
Ele: - Dá prá ser mais clara? Tá a fim de me provocar, é? Pergunta simples: ficamos ou abrimos?
Ela: - Ai, quanta dicotomia, mon Dieu! Tudo é tão relativo...
Ele: - Já sei, já sei: Einstein. Desisto...
Ela: - Bem, esse relativo é relativo... Einstein não deve ter sido o primeiro a dizer isto mas...
Ele: - Chega! Vá pro inferno!
Ela: - "O inferno são os outros" - Sartre!

Ao final, tirando o chiclete da boca, suspirou indiferente com seus botões:
- Homens são tão primários, que horror!... "Horror de sentir a alma sempre a pensar..." - Fernando Pessoa! ;)

::: by meraluz at 5:00 PM - post nº



Retirei o post enoooooooorme que tinha colocado aqui. Depois faço outro menor. Textos muito longos são cansativos. Cansaram a mim.

::: by meraluz at 4:09 PM - post nº





::: by meraluz at 1:52 AM - post nº



Sexta-feira, Março 28, 2003 :::

Tenho que falar sobre um comentário que achei aqui. Era uma crítica. E críticas bem fundamentadas têm sempre o meu respeito. Mais vale tornar pública uma crítica construtiva do que um elogio, às vezes. Voilà. Eis a crítica:

"Espero que você e outros usuários do Blogger e da Web tenham aprendido que alarmismo e desespero não adiantam de nada. Reclamações impulsivas em blogs e fóruns sobre serviços prestado na Rede devem ser sempre objetivos e passando dados úteis para que os mantenedores dos serviços possam analisar o ocorrido e saber se realmente houve um problema ou uma barbeiragem do usuário. CM
Cardial Montine
"

É verdade que reclamações impulsivas e alarmismos não resolvem problemas. A gente erra muito no volume do grito, diante de uma situação aflitiva. A questão é que também é desesperador não poder contar com um suporte direto. Deve haver alguma razão para que esse suporte não seja disponibilizado, não vou entrar neste mérito, mas a sensação de não poder ser ouvida é terrível. Daí acontecem gritos e alarmismos que, no final das contas, querem dizer: ouçam-me! Eles não são educados, bonitos ou corretos. Mas são a última tentativa de dizer: eu existo! No mais, o Cardial tem toda a razão, e eu peço desculpas por ter chiado tanto por aí. Não foi lá o melhor exemplo de ponderação. A reação foi proporcional à importância deste cantinho aqui. Não sei como o problema foi resolvido e por quem, e agradeço o empenho de todos. Também insisto em dizer que não houve "barbeiragem" de minha parte, pois estou acostumada às manhas dos blogs. Eu mesma fiz uma série de tentativas. Meu caso não foi o caso mencionado no What's Up da página inicial do Blogger, onde o BloggerMan gentilmente tenta orientar os "perdidos". Perdi mesmo minhas imagens, precisei repô-las, e não consegui reaver todas. Mas isso é o de menos. O importante é que as palavras foram recuperadas. Não sou de gritos e alarmes, de um modo geral, nem compactuo com esse comportamento. Mas faz parte do ser humano desafinar a melodia pelo instinto de sobrevivência. Espero que o pessoal da manutenção possa entender, porque eles não deixam de ser humanos para cuidar de máquinas ou sistemas (ou deixam?).

::: by meraluz at 11:51 AM - post nº



Caminho de volta

Sempre me entusiasmei mais com os caminhos de ida do que com os de volta. Caminhos de ida chamam pela curiosidade, pelo inusitado, pela aventura, pelo ilustre desconhecido que mora do outro lado, pela criatividade, pelo inexplorado. A exclamação mais frequente sempre foi "Quero ir, quero ir !", enquanto o "Quero voltar !" ficava relegado à desimportância. O "Quero voltar!" geralmente era exclamado em situações pouco excitantes de medo, cansaço ou de incômodas e imobilizantes saudades. Os adeptos aventureiros do "Quero ir !", como eu, só costumam perceber a importância do caminho de volta, onde tudo é conhecido e dèja vu, quando se perdem, quando o perdem ou, ainda, quando perdem algo de grande importância. Foi o que aconteceu agora, com a ameaça de perder o Qualquer Coisa. Nunca clamei tanto pelo caminho de volta. Sem o caminho de volta, não havia ânimo sequer para abrir novos caminhos, explorar novas fronteiras. Percebo que é uma grande ilusão priorizar apenas as idas, tirando a importância das voltas. As idas são dos impulsos, dos arroubos, dos sonhos. As voltas são do pulsos, das concretudes, dos laços, das origens. E caminhar nos dois sentidos é o fundamental.

Estou tentando dizer, com esse lero lero sofismático e barato, que é muito bom estar de volta. Catei o caminho na marra. Berrei, chiei, chorei, gritei, apelei, fucei, escarafunchei, montei, desmontei, fiz malcriações, fiz declarações. E eis-me de volta. E a volta é benfazeja.. As idas vão continuar a contar outras histórias, novas histórias. Mas as voltas... ah, as voltas... essas cuidam das histórias contadas e preparam o chão das próximas.

Enfim, estou muito feliz, de volta prá casa, e descobri pessoas deliciosas no final deste caminho de volta!

Esta parte aqui pode ser maçante de ler, porque é mais ou menos um discurso (não formal) de agradecimento. Mas não posso deixar de fazê-lo. Algumas pessoas, em especial, precisam ser citadas aqui. Tem um microfone aí? Quero fazer isso em voz alta. Agradecer especialmente:
- à iluminada Datinha, do Caminho da Dati, que postou em seu blog palavras que me deixaram bobona de emoção (logo eu, que gosto de manter a minha fama de má) e que tanto me reanimou, com sua imensa generosidade. Criatura boa, a Datinha! Quero ser como ela, que tem capacidade de transformar tudo em poesia, quando crescer (se crescer).
- à Cacau, do No Limite da Razão. Esta foi amiga incansável e solidária. Enviou-me vários mails para que eu não desistisse. Cacau, por sua vez, levou o problema ao Fábio, do Falou e Disse, que se prontificou a resolver o problema (gracias, Fábio!). Cacau parece ter sentido os transtornos e vibrado com a volta mais do que eu mesma. Grande garota !
- à Lila, minha bunitinha, que, por sua vez, pentelhou o Gabriel, que é do Blogger Brasil.
- à Eliane, minha boa amiga do Palavras Tortas e da vida real (existe mesmo essa diferença? eu quase nunca percebo a linha divisória), que ajudou a não deixar a peteca cair.
- ao meu amigo Saulo que, desde o início deste blog, sempre me acompanhou, sem querer aparecer. Ele nem imagina o tanto de força que me deu.
- às palavras de Bia, do Pensamentos Imperfeitos, sobre recomeços. Palavras têm poderes mágicos, e ela sabe muito bem disto.
- à Marjori, do No_Espelho, que sempre se prontifica a ajudar e sabe ser solidária como poucos.
- à força da CoraCoralina, do Tudo É Lindo Indo Além, que sempre se mostra muito sensível aos desacertos dos amigos e é uma espoleta revigorante para essas situações.
- a Cesinha, do Aldeia Nua, que dispensa comentários. Não deixem de ver o poema de hoje, indecente de lindo, postado lá na Aldeia Nua.
- às palavras de cada um deixadas nos comentários, mensagens e gente que me surpreenderam. Com isso passei a conhecer pessoas bonitas (daquelas que eu gosto, com sensibilidade à flor da pele), que jamais imaginei que viessem aqui. A algumas enviei emails. Essas pessoas me tocaram a alma (afe... eu sou bad girl, eu sou bad girl! - não estraguem meu número!) e apagaram em mim o desânimo e a agressividade, sentimentos pouco nobres.

Bom, acho que este espaço não seria suficiente para citar um a um, mas cada palavra de vocês ficou inscrita em mim como uma canção que diz: tudo vale a pena se... - ora, ora, muito manjada essa, não? Mas é essa mesmo (não é, Pessoa?): TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA!
Brigadão, gente!

::: by meraluz at 10:18 AM - post nº



Quinta-feira, Março 27, 2003 :::

Eu e os arquivos estamos recuperados e passamos bem. Milagres acontecem e amigos também :) Voltamos!

::: by meraluz at 11:43 PM - post nº



Terça-feira, Março 25, 2003 :::

Devido aos últimos transtornos técnicos do sistema e às minhas inúmeras tentativas de melhorar o quadro, acabei perdendo os arquivos aqui no Blogger. O sistema varreu minhas palavras ao vento. E estar sem arquivo é estar sem história. Assim, não me resta outra opção a não ser a de fechar as portas. Estou super triste com isso e peço desculpas a todos vocês que já estavam acostumados a visitar o Qualquer Coisa. Voltarei, se conseguir recuperar minha história (a história deste blog). Pode ser que um dia eu recomece, em outro tempo e lugar. Agradeço a todos pelo carinho e pela força. Foi uma experiência muito gratificante essa nossa troca de olhares.

Escrever era uma necessidade. Mas também é uma necessidade me retirar quando vejo um vento mau transfomar o acervo das minhas palavras em areia. Não eram lá um grande tesouro, tá certo, mas eram minhas palavras, po! Pedaços de mim, do meu olhar para a vida.

A Globo.Com é minha útlima esperança.

::: by meraluz at 12:04 AM - post nº



Segunda-feira, Março 24, 2003 :::



Pode ser que o barco vire, também pode ser que não... (Lulu)

::: by meraluz at 10:42 AM - post nº



Não dá, sabe? Disse que não mais faria digressões sobre guerras e paz - aliás, pouco fiz mesmo, de tão perplexa que fico. Acontece que acabei de perceber que este nefasto momento é de tal violência que deixa em nós a sensação de que nada será completo. Ainda que eu use todas as palavras, não será completo. Seja lá o que eu faça ou crie, não será completo. Nem mesmo um beijo de amor será completo. É tão incompreensível que me sinto culpada de estar aqui levando uma vida quase "normal", sem devastações ou bombardeios, a quilômetros de distância, deitada confortavelmente no sofá, olhando essas imagens na TV como quem assiste a um filme. Um filme cujo elenco é composto por vítimas reais, que sucumbem e se desesperam, enquanto eu posso mudar de canal e assistir ao Oscar ou ver desenho animado. Um filme cujos diretores sofrem de perversão maquiavélica e mostram ao mundo quão degradante é a sede de poder. Acabei de perceber também que não ando conseguindo fazer as coisas como antes e que os breves momentos de alegria chegam quase acompanhados de um pedido de desculpa. Talvez isto explique minha esterilidade verbal por aqui. Sei que nada será como antes amanhã...

::: by meraluz at 2:39 AM - post nº



Domingo, Março 23, 2003 :::

Bom, vamos lá... Esse trem tá demorando a carregar, as imagens não aparecem, não sei quantos estão conseguindo acesso fácil (eu não estou), mas em algum momento pode ser que pelo menos eu consiga ler meu próprio texto na Web. O congestionamento do Blogger Brasil era algo bem previsível, devido aos milhares e milhares de blogs espalhados pela blogosfera brasileira. Tomara que melhore.

Ei, você! Ahaaannnn! Veio ver o que que tinha aqui, né? O BloggerMan associou o Qualquer Coisa a algo mais ou menos como aventura de "Existir", não lembro bem. Então... É isso. Penso, logo existo? excito? incito? resisto? desisto? Desisto. No final o melhor é não pensar. Enfim, não há nada de concreto aqui. O que pode ser mais abstrato do que existir? É isto o que "existe" aqui: alguém existindo e reproduzindo qualquer coisa por um determinado olhar. É isto o que existe em cada blog. Matar um leão por dia com palavras, porque preciso delas, sempre, sempre. Preciso delas até mesmo para me humanizar - ou para não me desumanizar. Pelo verbo vamos dando forma ao abstrato do sentir e do pensar. Frustrou-se? Perdoe-me, não posso oferecer nada além. Pessoas caem aqui por acaso, algumas gostam, outras não. É normal. É a vida. E também faz parte da vida eu hoje estar sem inspiração. Não gosto dos domingos. Desde criança, não gosto dos domingos. Amanhã... Amanhã devo postar algo decente (ou indecente).

::: by meraluz at 8:38 PM - post nº



Sábado, Março 22, 2003 :::

Eu não sei quantas pessoas estão conseguindo visualizar este blog. Eu mal consigo abrir metade da pagina, como também não consigo acesso a outros blogs. Penso que o Blogger Brasil deva estar com algum problema. Melhor a gente se encontrar mais tarde. Há textos aqui que precisam das respectivas imagens para fazer sentido..

::: by meraluz at 7:25 PM - post nº



.

Pois é, né? Agora chega. Não quero mais falar de guerra para não incorrer em demagogias ou repetir o que todos já estão falando. Além do mais, o absurdo dos fatos fala por si só. Maior absurdo ainda é a forma como os diversos veículos de comunicação conduzem as informações, de forma não isenta, exibindo imagens e material jornalístico de acordo com a conveniência, ideológica ou não, induzindo pessoas a formarem esta ou aquela opinião e a compartilharem do mesmo olhar. Daqui a pouco todos vão se convencer de que esse descabido nonsense é um ato de extrema sensatez. Exemplo: veja a imagem acima, do filme O Grande Ditador, de Chaplin. Ela não vale por mil palavras? Quando coloco essa imagem aqui, não é necessário dizer o que penso, certo? ;) Só que eu não estou veiculando fatos nem me dirigindo às massas. Só expressando mais um olhar.

::: by meraluz at 5:22 PM - post nº



Sexta-feira, Março 21, 2003 :::

Não sou lá muito chegada a citações. Sempre acho que posso dizer, eu mesma, com minhas próprias palavras. Mas hoje as palavras estão repousando, e, se acordá-las agora, elas vão construir sintaxes muito mal humoradas. "Isso é natural" (mentira). Assim, uso este espaço, por ora, para reproduzir um texto bem oportuno ao momento:

"Nós vos pedimos com insistência:
Nunca digam ' Isso é natural'
Diante dos acontecimentos de cada dia,
Numa época em que corre o sangue,
Em que o arbitrário tem força de lei,
Em que a humanidade se desumaniza.
Não digam nunca: ' Isso é natural ',
A fim de que nada passe por imutável."


(Bertolt Brecht)



::: by meraluz at 10:40 AM - post nº



Quinta-feira, Março 20, 2003 :::

Desencontros Marcados

Desejos são dores que preferem fome a morder a maçã...
E sobrevivem de possibilidades de encontro.
E o tempo do encontro, no entanto, chega sempre antes ou depois do tempo de desejar...

::: by meraluz at 12:01 PM - post nº



Quarta-feira, Março 19, 2003 :::

Questão de Lógica

- Tá rolando uma guerra, só porque um estadista perturbado resolve jogar um game ao vivo. Dá prá entender?
- Os EUA, sob a égide da "democracia" (leia-se "ditadura do capital"), resolvem passar por cima da ONU e decidir o destino do mundo com sangue. Dá prá entender?
- O único empreendimento realmente organizado, no Brasil, é o crime. Dá prá entender?
- Os produtos culturalmente bons são relegados ao lixo e ao anonimato enquanto o lixo escatológico anti-cultural é divulgado aos quatro cantos e aplaudido pelas massas. Dá prá entender?
- Só a corrupção virulenta, as operações escusas se dão bem e permanecem impunes. Dá prá entender?
- O grande "boom" do entretenimento atual são os reality shows, onde verdadeiras antas se consagram vencedoras em um jogo estúpido de brincar de gente. Dá prá entender?
- Títeres religiosos enriquecem às custas da ignorância alheia, tornam-se cada vez mais fortes e ampliam sua horda de fanáticos em nome de "Deus e do Amor". Dá prá entender?
- etc. e tal. Dá prá entender?

E depois a doida sou eu, por viver, dentro do possível, à margem de um mundo insano, segundo minhas próprias leis?

Então enlouqueço, com muita honra! Viva Raul e a Sociedade Alternativa!

Mas se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá
Faze o que tu queres pois é tudo da lei, da lei
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
O número 666 chama-se Aleister Crowley
(updating: George Bush)

-----------------------

Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez...

::: by meraluz at 1:05 PM - post nº



Terça-feira, Março 18, 2003 :::



Oração do Dia

Senhor, livrai-me da mediocridade!
Se eu não puder ser grande, fazei com que eu seja nada.
Medíocre não.


::: by meraluz at 2:22 PM - post nº



Segunda-feira, Março 17, 2003 :::

Para Para ler (ou não):
(ficção)

Uma Certa Noite...

::: by meraluz at 12:32 PM - post nº



Erotismo Pós-Moderno e Homicídio

No auge cálido da paixão, quando o desejo convulsivo não mais se continha nos corpos ávidos dos amantes, qual um vulcão atormentado, ela sussurra em seu ouvido: "ai, amor, me chama de egüinha Pocotó!"

E ele assassinou a égua com o travesseiro.

::: by meraluz at 2:21 AM - post nº



Sexta-feira, Março 14, 2003 :::

Lemas e Dilemas

E agora? Faço o quê? Vou prá direita? Prá esquerda? Prá cima do muro? Pro meio da praça? Prá dentro da toca? Prá debaixo da mesa? Hein? Faço o quê? Não me olhem assim! Nunca tiveram dilemas? Trilemas? Multilemas? Retiraram as placas da minha highway e eu nem sequer sei se estou na contramão. Invoco Snoopy, meu guru para as horas confusas, e ele diz: - Em caso de dúvida, mantenha a pose. Tá bem, mantenho a pose. Visto o modelito "sou o must, sou fodona!" e imprimo ao rosto aquele ar de profundo desprezo pela vida mortal. E agora? Faço o que com a pose, Snoopy? Estou imobilizada nela. A pose só resolve o problema da imagem aos olhos do mundo, não resolve o meu problema. Faço o quê? Invoco Shakespeare, e ele me diz que o dilema hamletiano de "Ser OU Não Ser?" ainda é bem melhor do que o problema de "Ser E Não Ser". Fico com o dilema.

Faço nada. Deixo a vida acontecer ou desacontecer. Enquanto isso, vou tomar um suco de laranja e ouvir a guitarra mágica do Pat Metheneny. Conhecem? É 'muito ótimo' !

Sugestão do dia: ler as crônicas do meu baiano amigo imortal César Oliveira, que, apesar de ser imortal, ainda não entrou prá ABL porque não tem cara de museu. Por enquanto, só escreve prá jornal. Cesinha não é Araketu mas é bão demais!

::: by meraluz at 2:33 PM - post nº



Quinta-feira, Março 13, 2003 :::

Ninguém tira do amor
Ninguém tira, pois é
Nem doutor nem pajé

O amor quando acontece a gente esquece
Logo que sofreu um dia, ilusão


(Eu, hein... Por que canto João Bosco? Essa música tá tocando na cabeça assim do nada. Do nada a ver...)

Se quiser pegar, baixa aí (será que é certo eu disponibilizar mp3 aqui? Nunca pensei sobre isso, sem noção que sou).
João Bosco - Quando o amor acontece

::: by meraluz at 11:58 PM - post nº



Quarta-feira, Março 12, 2003 :::

DEFINIÇÃO PROFUNDA:

Blog é um BBB em carreira solo.



Por isso não quero câmeras aqui dentro.

Agora volto para a minha reclusão. Os clientes estão pedindo a minha cabeça, se é que eu tenho alguma. Au voir ! :)

::: by meraluz at 3:55 PM - post nº



Head Hunting

- Você precisa escrever um livro. É crime desperdiçar talento.
- Bah, não gosto do que escrevo.
- E você lá precisa gostar? O Woody Allen também não gosta do que faz. Deixa que eu gosto por você. Como é? Vai escrever ou não vai?
- Se você continuar me elogiando assim e falando desse jeito, vou acabar me apaixonando.
- Tá bem, tá bem. Este é um detalhe menor. Mas... se você acabar se apaixonando, será que dá prá render um livro?
- Bah, eu pensava em sexo.
- SéKisso? Kisso? Ah, aquele treco antropofágico, né? Tá... E com sexo daria prá parir um livro depois? Pelo visto, acho que se eu resolvesse caçar talentos para escrever algo na linha "Globo Rural", ficaria milionária. Eitcha, mundo animal !
- No seu blog ou no meu?

::: by meraluz at 1:37 PM - post nº



Domingo, Março 09, 2003 :::

Rádio Meraluz

Gosta de jazz? De sax? De música bonita? Caliente? Não? Tudo bem. Mas duvido que consiga achar esta música ruim. Se eu fosse você, perderia alguns minutos baixando a dita cuja no link disponibilizado abaixo. Sabe qual é a vantagem do jazz e da música instrumental? São atemporais e saem direto da alma, sem a codificação das palavras. Dedico-a a uma grande figura, o grande homem de minha vida, que faz aniversário hoje: meu pai.

Europa - Gato Barbieri (4.160 kb)

::: by meraluz at 3:22 PM - post nº



Sábado, Março 08, 2003 :::

Quer ver algo tão bom quanto ou melhor que um orgasmo (me perdoem os apartidários)?

Gooooooooooooooooooooooooooool do FLAMENGOOOOOO !!!!!



::: by meraluz at 5:51 PM - post nº



Dia Internacional da Mulher?

É? D.I.M. o kct !! Por que não inventam um D.I.P. - Dia Internacional das Pessoas? E todos lembraríamos que somos "humanos, demasiadamente humanos", porque andamos nos esquecendo desta nossa condição. É difícil convencer um(a) aquariano(a) de que esses proselitismos divisores fazem algum sentido. ( :)))))) marcia, ensaiando a versão rebelde sem causa)

Minha homenagem ao D.I.M. é um trecho de uma carta de Fernando PESSOA dirigida a Casais Monteiro. Voilà:

Se eu fosse mulher - na mulher os fenómenos histéricos rompem em ataques e coisas parecidas - cada poema de Álvaro de Campos (o mais histericamente histérico de mim) seria um alarme para a vizinhança. Mas sou homem - e nos homens a histeria assume principalmente aspectos mentais: assim tudo acaba em silêncio e poesia. :) :þþ

::: by meraluz at 2:46 PM - post nº



Meu tempo passou? Será? Não creio. É pior: estou passando pelo tempo. Que síndrome é essa? Por que não tenho mais a agressividade típica e style dos 20 anos? Por que a lama não me atrai mais? Nem o inferno? Nem o dark ? Nem as neuras? Estou sem psicoses, e isto é péssimo. Meu inconformismo, cadê? Meu revanchismo, cadê? Meu jeito barrento-Bukowski de ser, cadê? Devo estar envelhecendo... Este é o primeiro sintoma. A perda da agressividade. De mandar tudo à merda. Do sangue quente, febril. Não tenho mais 20 anos mas sempre achei que carregaria comigo todas as minhas idades, sempre achei que não me renderia às idades da razão. Não. Não chega a ser paz. Essa coisa de paz interior dentro de um mundo doente e inóspito é bull shit, papo furado! É menos que paz e menos que guerra. É um desprezo abissal por tudo o que me cerca. Um dar de ombros pro mundo. Nada me atinge, nada me choca, nada me comove. Não tenho mais ídolos, não admiro ninguém, não detesto ninguém. Cuidado, pessoas. É isso que a vida pode fazer com a gente, quando se comete o crime de exacerbação do viver. Você pode morrer de viver. Vivi muito, tudo, até a última gota. Continuaria vivendo, mas hoje já não há gotas. Pelo menos não as vejo. Não há o que desperte sede e fome. Não há receptáculos. Tudo é de uma mesmice insuportável. Alguém, por favor, me diga algo diferente ou anuncie as Boas Novas! Devo converter-me e doar dízimos a pastores canalhas em troca de uma falsa ilusão de euforia? Devo voltar pro divã do analista - no qual nunca deitei, porque me recusava a relaxar? Devo o que, hein? Pirar? Isso. Quero enlouquecer outra vez. A lucidez não tem a minha cara, embora esteja nela.

Oh, como estou insuportável! E o mais grave: não é TPM. Há a opção de fechar o blog aí do outro lado. Mas daqui deste lado, eu tenho de me suportar assim. E estou cronicamente insuportável. Sorry. Amanhã serei outríssima! Acho que preciso me apaixonar novamente. É isso. Decidido. Vou me apaixonar. Nas paixões moram as locuras (sagradas e profanas). Mas... por quem? Por quê? Haveria quem ou o que me dissesse algo de novo?

::: by meraluz at 3:13 AM - post nº



Sexta-feira, Março 07, 2003 :::

Só a título de informação: os textos que posto neste blog não são necessariamente pertinentes a passagens da minha vida real. Alguns são meras ficções, outros são inspirados em histórias de pessoas próximas e há também - por que não? - os que são reflexos de enredos pessoais, passados ou presentes, temperados com alguma fantasia ou adorno literário. Mas isto não importa muito, não é mesmo? O resultado final é que conta: se é um lixo ou alguma coisa. Prá falar a verdade, atualmente ando tão esvaziada de histórias e acontecimentos impactantes que mal dá prá fazer literatura. Tudo irritantemente normal.

::: by meraluz at 2:27 PM - post nº



- Você volta?
- Não demoro. Semana que vem estou aí!
- Devo esperar?
- Deve esperar sempre!

Ela já sabia que ele não voltaria. Mas, como esperar por ele era uma sensação de reacender as luzes, inventou essa espera. Mais para distrair a certeza árida de que ele não viria do que por qualquer ilusão. Sempre foi assim, ele nunca surgia das esperas. E os dias que se seguiram nada trouxeram senão ausência. Vencido o prazo, ela baixou os olhos, desfez-se de sua espera, trocou a roupa da alma e, espreguiçando-se, voltou ao uniforme da lucidez concreta. Não esperaria para sempre, pois que era um tempo muito longo de se esperar. Sorriu descrente do nonsense que era tudo aquilo. E nada que já não estivesse perdido se perdeu.

::: by meraluz at 12:59 AM - post nº



Quinta-feira, Março 06, 2003 :::

Mais que "mas"

Agora já me achei. Sou um MAS entre duas definitivas orações:

Amo (1) ------ MAS ------- não é possível (2).

Assim, posso traduzir-me em sujeito de um amor que não conseguiu o benefício do verdadeiro encontro ou da entrega. Um dia esse amor haverá de me desabitar, quando esgotadas as condições de sobrevivência. E eu já não serei um MAS adversativo, passando a compor então um novo parágrafo. Não deve estar longe esse tempo. Por falta de sustentação, paulatinamente, tudo fenecerá. O que não entrou pela força não deve sair pela força. Negar seria um gesto menor, feito de mentirosas angústias. Um MAS pelo menos não integra a população emocional que nega a tirania do óbvio. Não nego o amor, porém já não o alimento. Deixo-o livre a descrever sozinho o seu percurso de saída.

MAS... E por que se ama? Sabe-se lá? Ama-se porque se ama, da mesma forma que se desama porque se desama. O sentimento persiste por algum tempo além do tempo da razão, é verdade; leva a vantagem de desconhecer as sensatas construções, as leis externas de inteligências, conveniências e "artificiências". A razão não será obedecida ao emitir o comando: "não amar!" No entanto, por mais extensa e intensa que seja a sinfonia do sentir, ela acaba chegando, por suas próprias razões, a seu grand finale (ou, conforme o caso, petit finale).

MAS... e por que não é possível? Não é possível porque, chegada a hora das colheitas, ficamos como frutos que arrebentam suas cascas e deterioram, quando não consumidos ou saboreados a seu tempo. Não é possível porque já não há mais fome nem fruto o bastante, e o tempo é implacável.

MAS... sabendo agora onde me situo nesta sintaxe, ainda que sob a forma de um ad-verso MAS, já não me perderei. Perder-se só faz sentido quando acontece nos braços cálidos e entregues do amante, porque aí é um se perder de se achar. E não foi possível perder-me assim. Perder-se por qualquer outra razão ou por uma razão qualquer é um erro débil do ser.

MAS... hei de ser MAIS que MAS...
Aproxima-se o próximo parágrafo.

(rabiscos de um passado literário remoto que achei perdido nos clusters do meu HD)



::: by meraluz at 7:59 PM - post nº



Por falta de opções no presente, invoco o passado para suportar o futuro:



::: by meraluz at 1:32 AM - post nº



Quarta-feira, Março 05, 2003 :::

Uma baladinha pop-inútil, com swing gostosinho, para hoje: Would I Lie to You? (Charles and Eddie) Cortesia da Rádio Meraluz.

Uhhhh...
Look into my eyes
Can't you see they're open wide
Would I lie to you baby??
Would I lie to you??...oh yeah


Letra ----- Mp3



::: by meraluz at 9:00 PM - post nº



Tenho que anunciar aqui a entrada do meu baiano preferido no Mundo Imperfeito dos Blogs: ALDEIA NUA, de Cesar Oliveira. Por enquanto ele está só começando, mas anotem esse link, que é uma promessa de bem-estar. Suas crônicas combinam maravilhosamente humor, lirismo, sensualidade e consciência política. Bem-vindo, Cesinha! Espero que você encha aquilo lá de coisa bonita e não se deixe vencer pela preguiça sempre baiana.

::: by meraluz at 3:28 PM - post nº



Terça-feira, Março 04, 2003 :::

Mas vamos deixar de lero lero e falar de algo que preste. E o que viria a ser algo que preste? Essa história de atribuir valores é tão relativa. Meus valores não são os seus e o mundo é feito de tantas diferenças que a guerra se tornou inevitável entre os homens. Insensatez. Insensatez. Por que é tão difícil respeitar valores que não são os nossos? Arrisco um palpite: vaidade das idéias. Ei, você! Cuidado com ela! Essa maluca não passa de um sentimento traiçoeiro que pode levar a muitas irrealidades e falsas noções. Apodera-se fácil dos mortais deslumbráveis. Amanhã falamos de algo que preste. Amanhã. Hoje, sinto que falta algo fundamental, tão fundamental que não se deixa definir.

::: by meraluz at 9:41 PM - post nº



O tipo de texto e o tipo de leitor

Desde Outubro do ano passado, venho deixando aqui todo tipo de texto. Nunca fui monoteísta, monoestilística, monofônica, monográfica, mono-qualquer-coisa mesmo. Ao longo desse período, já deixei aqui impressões existencialistas, romantico-afetivas, critico-analíticas, protestadoras, irreverentes, informativas, idióticas et cetera e tal. E o resumo analítico deste quadro foi:

- os textos anteriores, que abordavam questões da alma profunda, que exprimiam alguma dor ou algum sentimento em carne viva, foram os de melhor aceitação por parte das mulheres;

- os textos de protesto e os de tons ligeiramente caricatos foram o de melhor aceitação por parte dos homens;

- poemas meus não fazem muito sucesso (também não sou poeta, né?);

- poemas célebres também não;

- algumas pessoas gostam do layout, pouco se atendo aos textos. Cabe informar aqui que este layout, mesmo não sendo gerado com tecnologia de ponta, tem muito de mim, em cada detalhe.

- textos informativos, biográficos, principalmente aqueles que falam sobre ou citam personalidades famosas, como Chaplin, Fernando Pessoa e outros, por exemplo, também não exercem muito impacto. O mesmo se aplica a letras de música, mesmo com links para a mp3;

- "abobrinhas", "pepinos técnicos" e "abacaxis coletivos" costumam dar movimento na "horta" dos comentários, que logo serão esquecidos à porta de saída [ x ];

- textos casuais, semelhantes aos citados anteriormente, que envolvem o trivial variado ou comentam alguma minúscula "acontecência" do dia-a-dia, do tipo "feijão com arroz", permanecem na sua condição trivial. Não acrescentam nem excluem.

O que há em comum entre a maioria dos que aqui vêm aqui em busca de leitura (ou em busca de nada) é que essas pessoas se detêm (ou se detiveram) mais no material elaborado com o fundo do ser. Obviamente, esse material não é dos mais abundantes, principalmente nesta fase recente. Não é fácil se colocar publicamente inteira o tempo todo, exige muito. Mas, quando entro toda dentro das palavras, sinto que elas adquirem o poder de tocar, acariciar ou mesmo chocar os olhos de quem as lê. É o poder do "SER", creio eu ("para ser todo, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui." FP)

É claro que eu gostaria que todos que viessem aqui, pelo acaso ou pelo caminho já conhecido e linkado, se sentissem bem. Mas não podemos agradar a gregos e troianos. Nem tampouco conseguiria eu estabelecer um tipo de texto pré-definido, direcionado ao máximo de pessoas possível. É a liberdade que me conduz, a mesma liberdade que traz vocês até aqui. O nome Qualquer Coisa não foi escolhido por acaso.

Se me perguntassem qual o meu tipo de texto preferido, eu não hesitaria em dizer que são dois. O primeiro, existencialista, aquele que questiona e revolve a sensibilidade humana e as profundezas do ser. O segundo é o texto caricato-satírico-irônico, que uso pouco. O problema é que nunca sei quando e o que vou escrever, não consigo reger minha própria orquestra "sintônica" ou "catatônica" por aqui. Também não sei exatamente o quanto de mim estará depositado nos textos, por oscilar entre a superfície e a profundeza o tempo todo. Mas sei que os olhos mais sensíveis perceberão as raras vezes em que estarei inteira nas palavras.

Conclusão: a força do/de SER determina um percurso. E confesso que tenho atração pelas pessoas sensíveis. Minha literatura barata escreveria, por horas a fio, só para elas.

::: by meraluz at 4:27 PM - post nº



Sábado, Março 01, 2003 :::

Minha amiga Shy_Moon enviou um texto genial por e-mail que eu resolvi transformar em imagem. Precisão cirúrgica e relatividade "absoluta":

Cinco Judeus Mudaram a Maneira de Ver o Mundo...



::: by meraluz at 1:38 AM - post nº



Prêmio Kit.Net e sabotagem

Deve haver muitos hackers interferindo no concurso do kit.net. É impressionante, prá onde a gente se volta tem safadeza. Somos uma ilha cercada de pilantragem por todos os lados. Aconteceu com várias pessoas amigas que inscreveram seus sites lá. A coisa sucede da seguinte maneira: há um bônus extra para todos os sites hospedados no Kit.Net, além da premiação. Só que esse bônus é muito maior que o prêmio, tipo 6 vezes mais. Eu inscrevi seis sites hospedados no Kit.Net diferentes. Nenhum deles foi aceito pelo sistema. O mesmo ocorreu com alguns conhecidos. O Qualquer Coisa só entrou porque não é hospedado lá, claro. Sintomático, não é? Eu inscrevo 6 sites kit.net e 1 não kit.net, o que entra é o último. E quando a gente vai olhar o ranking, só dá site de pornografia, que é onde se concentra a maior incidência de hackerismo do mal. Aí a gente desanima. É sabotagem prá tudo que é lado, não há seriedade neste país, seja no mundo real, seja no mundo virtual. Duro é se acostumar com isto.

Sabotagem, sabotagem, sabotagem!!! Eu quero que você se Top Top Top , uhhhhhhh! (Mutantes)

::: by meraluz at 1:06 AM - post nº