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Domingo, Março 30, 2003 :::
Incapaz de dizer
"qualquer coisa" que valha a pena hoje, faço algo melhor, que
vai me trazer prazer e alívio (tenham paciência, o applet
demora alguns segundos para carregar).
Em 30 de março, nasceu Vincent, o
mais belo entre os belos, o mais intenso entre os intensos, o
mais louco entre os loucos. Vendeu um único quadro em vida,
porque a vida é de uma improdutiva lentidão para reconhecer o
que é grande demais. Observar os traços de Vincent Van Gogh,
que preferia pintar ao ar livre para entender a luz do sol, é
uma experiência indescritível, incansável e única, é como se
todo o movimento, todo o desespero, toda a compulsão da vida
estivessem ali a falar com o nosso olhar. Hoje, meu post é uma
homenagem a esse tão injustiçado artista, impossível de caber
em qualquer classificação.
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30/03/1853 - 29/07/1890 |


| "Que nosso trabalho seja tão sábio
que pareça ingênuo..." - Vincent Van
Gogh
Para ler: Van
Gogh - Suicidado pela Sociedade (trechos do artigo de
Antonin Artaud) Vincent
Van Gogh - breve biografia
Para ver: Obras
Letra de Starry
Starry Night
Arquivo em Flash com música e telas de
Van Gogh (escaneado e sem vírus), baixe aqui: Vincent
::: by
meraluz
at 4:22
PM - post nº

Não fui visitar minha vizinhança
hoje. A tribo há de entender. Não costumo fazer visitas quando
sinto alguma eventual tristeza. Amanhã dedico-me às visitas,
entre outras coisas. Amanhã. Hoje só quero ficar na minha.
Quieta, sem distração para meu olhos, que precisam olhar para
dentro, em sua missão escafandrista-kamikaze de explorar as
profundezas. Não consigo me levar a sério nem quando estou
séria. Perdi o hábito de atribuir importância às coisas. Às
vezes sinto que a vida é uma grande piada. E, antes que ela
ria de mim, eu rio dela, banalizo-a, neutralizo-a. Só que, ao
fazer isto com a vida, não tenho como me excluir.
Vou
saindo à francesa, desejando um bom domingo com o som mágico e
lânguido do Pat
Metheny (Letters from Home) (2391 kb).
::: by meraluz at 1:53
AM - post nº

Sábado, Março 29, 2003 :::
Citações e
Excitações - ou A Arte de Enrolar
Ele: - Responde,
vai. Você tem certeza de que é feliz comigo? Nunca entendo
esse seu olhar divagante. Ela (mascando chiclete, como
quem masca o tédio): - hum?... Ele: - Perguntei se ainda é
feliz comigo. Ela: - Bem... digamos que... "a existência
precede a essência" - Sartre! Ele: - Muito bem, mas o que
isto quer dizer? Dá p'ra ser objetiva? Ela: - Isto quer
dizer que "se você recorda a si próprio quando você é você,
você não está com o propósito de criar você" - Gertrud Stein,
saca? Ele (irritado) - Não, não saco. Tá a fim de abrir a
relação, é isso? Ela: - "Sossegadamente fitemos um ao
outro e aprendamos que a vida passa, e não estamos de mãos
enlaçadas" - Ricardo Reis! Linda essa, não? Ele: - Isto
quer dizer que você soltou minha mão e vai me mandar à luta?
Ela: - Mas será que você não consegue captar a
profundidade do que digo? Tem sempre que ser literal e levar
tudo a ferro e fogo? Que coisa mais limitadora! Ele: -
Chega de me enrolar com essas citações! Não dá p'ra falar com
as próprias palavras? Ela: - Não adianta. Você não
entende... Ele: - Nem eu e nem você! Já estou farto desse
seu gênero pseudo-intelectual barato e pouco prático de ser!
Foi a fórmula que encontrou para fugir das decisões. Ela:
- "A potência intelectual de um homem se mede pela dose de
humor que ele consegue ter" - Nietzsche! - Essa é boa, hein? E
você não está tendo nenhum senso de humor agora. Ele: - E
a potência sexual não conta? Intelectualismo é coisa de bicha
! Esses manés todos que você citou aí deviam ter sérios
problemas sexuais! Tudo um bando de veados! Ela: - Conta,
claro! Mas aí eu teria que recorrer a Darwin, e não me vem
nada dele à cabeça agora. Ele: - Dá prá ser mais clara? Tá
a fim de me provocar, é? Pergunta simples: ficamos ou abrimos?
Ela: - Ai, quanta dicotomia, mon Dieu! Tudo é tão
relativo... Ele: - Já sei, já sei: Einstein. Desisto...
Ela: - Bem, esse relativo é relativo... Einstein não deve
ter sido o primeiro a dizer isto mas... Ele: - Chega! Vá
pro inferno! Ela: - "O inferno são os outros" - Sartre!
Ao final, tirando o chiclete da boca, suspirou
indiferente com seus botões: - Homens são tão primários,
que horror!... "Horror de sentir a alma sempre a pensar..." -
Fernando Pessoa! ;)
::: by meraluz at 5:00
PM - post nº

Retirei o post enoooooooorme que
tinha colocado aqui. Depois faço outro menor. Textos muito
longos são cansativos. Cansaram a mim.
::: by meraluz at 4:09
PM - post nº

::: by meraluz at 1:52
AM - post nº

Sexta-feira, Março 28, 2003 :::
Tenho que falar sobre um
comentário que achei aqui. Era uma crítica. E críticas bem
fundamentadas têm sempre o meu respeito. Mais vale tornar
pública uma crítica construtiva do que um elogio, às vezes.
Voilà. Eis a crítica:
"Espero que você e outros
usuários do Blogger e da Web tenham aprendido que alarmismo e
desespero não adiantam de nada. Reclamações impulsivas em
blogs e fóruns sobre serviços prestado na Rede devem ser
sempre objetivos e passando dados úteis para que os
mantenedores dos serviços possam analisar o ocorrido e saber
se realmente houve um problema ou uma barbeiragem do usuário.
CM Cardial Montine "
É verdade que reclamações
impulsivas e alarmismos não resolvem problemas. A gente erra
muito no volume do grito, diante de uma situação aflitiva. A
questão é que também é desesperador não poder contar com um
suporte direto. Deve haver alguma razão para que esse suporte
não seja disponibilizado, não vou entrar neste mérito, mas a
sensação de não poder ser ouvida é terrível. Daí acontecem
gritos e alarmismos que, no final das contas, querem dizer:
ouçam-me! Eles não são educados, bonitos ou corretos. Mas são
a última tentativa de dizer: eu existo! No mais, o Cardial tem
toda a razão, e eu peço desculpas por ter chiado tanto por aí.
Não foi lá o melhor exemplo de ponderação. A reação foi
proporcional à importância deste cantinho aqui. Não sei como o
problema foi resolvido e por quem, e agradeço o empenho de
todos. Também insisto em dizer que não houve "barbeiragem" de
minha parte, pois estou acostumada às manhas dos blogs. Eu
mesma fiz uma série de tentativas. Meu caso não foi o caso
mencionado no What's Up da página inicial do Blogger, onde o
BloggerMan gentilmente tenta orientar os "perdidos". Perdi
mesmo minhas imagens, precisei repô-las, e não consegui reaver
todas. Mas isso é o de menos. O importante é que as palavras
foram recuperadas. Não sou de gritos e alarmes, de um modo
geral, nem compactuo com esse comportamento. Mas faz parte do
ser humano desafinar a melodia pelo instinto de sobrevivência.
Espero que o pessoal da manutenção possa entender, porque eles
não deixam de ser humanos para cuidar de máquinas ou sistemas
(ou deixam?).
::: by meraluz at 11:51
AM - post nº

Caminho de
volta
Sempre me entusiasmei mais com os caminhos
de ida do que com os de volta. Caminhos de ida chamam pela
curiosidade, pelo inusitado, pela aventura, pelo ilustre
desconhecido que mora do outro lado, pela criatividade, pelo
inexplorado. A exclamação mais frequente sempre foi "Quero ir,
quero ir !", enquanto o "Quero voltar !" ficava relegado à
desimportância. O "Quero voltar!" geralmente era exclamado em
situações pouco excitantes de medo, cansaço ou de incômodas e
imobilizantes saudades. Os adeptos aventureiros do "Quero ir
!", como eu, só costumam perceber a importância do caminho de
volta, onde tudo é conhecido e dèja vu, quando se
perdem, quando o perdem ou, ainda, quando perdem algo de
grande importância. Foi o que aconteceu agora, com a ameaça de
perder o Qualquer Coisa. Nunca clamei tanto pelo caminho de
volta. Sem o caminho de volta, não havia ânimo sequer para
abrir novos caminhos, explorar novas fronteiras. Percebo que é
uma grande ilusão priorizar apenas as idas, tirando a
importância das voltas. As idas são dos impulsos, dos
arroubos, dos sonhos. As voltas são do pulsos, das
concretudes, dos laços, das origens. E caminhar nos dois
sentidos é o fundamental.
Estou tentando dizer, com
esse lero lero sofismático e barato, que é muito bom estar de
volta. Catei o caminho na marra. Berrei, chiei, chorei,
gritei, apelei, fucei, escarafunchei, montei, desmontei, fiz
malcriações, fiz declarações. E eis-me de volta. E a volta é
benfazeja.. As idas vão continuar a contar outras histórias,
novas histórias. Mas as voltas... ah, as voltas... essas
cuidam das histórias contadas e preparam o chão das próximas.
Enfim, estou muito feliz, de volta prá casa, e descobri
pessoas deliciosas no final deste caminho de volta!
Esta parte aqui pode ser maçante de ler, porque é mais
ou menos um discurso (não formal) de agradecimento. Mas não
posso deixar de fazê-lo. Algumas pessoas, em especial,
precisam ser citadas aqui. Tem um microfone aí? Quero fazer
isso em voz alta. Agradecer especialmente: - à iluminada
Datinha, do Caminho da
Dati, que postou em seu blog palavras que me deixaram
bobona de emoção (logo eu, que gosto de manter a minha fama de
má) e que tanto me reanimou, com sua imensa generosidade.
Criatura boa, a Datinha! Quero ser como ela, que tem
capacidade de transformar tudo em poesia, quando crescer (se
crescer). - à Cacau, do No Limite da
Razão. Esta foi amiga incansável e solidária. Enviou-me
vários mails para que eu não desistisse. Cacau, por sua vez,
levou o problema ao Fábio, do Falou e Disse, que
se prontificou a resolver o problema (gracias, Fábio!). Cacau
parece ter sentido os transtornos e vibrado com a volta mais
do que eu mesma. Grande garota ! - à Lila, minha bunitinha,
que, por sua vez, pentelhou o Gabriel, que é do Blogger
Brasil. - à Eliane, minha boa amiga do Palavras
Tortas e da vida real (existe mesmo essa diferença? eu
quase nunca percebo a linha divisória), que ajudou a não
deixar a peteca cair. - ao meu amigo Saulo que,
desde o início deste blog, sempre me acompanhou, sem querer
aparecer. Ele nem imagina o tanto de força que me deu. -
às palavras de Bia, do Pensamentos
Imperfeitos, sobre recomeços. Palavras têm poderes
mágicos, e ela sabe muito bem disto. - à Marjori,
do
No_Espelho, que sempre se prontifica a ajudar e sabe ser
solidária como poucos. - à força da CoraCoralina,
do Tudo É Lindo Indo
Além, que sempre se mostra muito sensível aos desacertos
dos amigos e é uma espoleta revigorante para essas situações.
- a Cesinha, do Aldeia Nua,
que dispensa comentários. Não deixem de ver o poema de hoje,
indecente de lindo, postado lá na Aldeia Nua.
- às palavras de cada um deixadas nos comentários,
mensagens e gente que me surpreenderam. Com isso passei
a conhecer pessoas bonitas (daquelas que eu gosto, com
sensibilidade à flor da pele), que jamais imaginei que viessem
aqui. A algumas enviei emails. Essas pessoas me tocaram a alma
(afe... eu sou bad girl, eu sou bad girl! - não estraguem meu
número!) e apagaram em mim o desânimo e a agressividade,
sentimentos pouco nobres.
Bom, acho que este espaço
não seria suficiente para citar um a um, mas cada palavra de
vocês ficou inscrita em mim como uma canção que diz: tudo vale
a pena se... - ora, ora, muito manjada essa, não? Mas é essa
mesmo (não é, Pessoa?): TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É
PEQUENA! Brigadão, gente!
::: by meraluz at 10:18
AM - post nº

Quinta-feira, Março 27, 2003 :::
Eu e os arquivos estamos recuperados e passamos bem.
Milagres acontecem e amigos também :) Voltamos!
::: by meraluz at 11:43
PM - post nº

Terça-feira, Março 25, 2003 :::
Devido aos últimos transtornos técnicos do sistema e às
minhas inúmeras tentativas de melhorar o quadro, acabei
perdendo os arquivos aqui no Blogger. O sistema varreu minhas
palavras ao vento. E estar sem arquivo é estar sem história.
Assim, não me resta outra opção a não ser a de fechar as
portas. Estou super triste com isso e peço desculpas a todos
vocês que já estavam acostumados a visitar o Qualquer Coisa.
Voltarei, se conseguir recuperar minha história (a história
deste blog). Pode ser que um dia eu recomece, em outro tempo e
lugar. Agradeço a todos pelo carinho e pela força. Foi uma
experiência muito gratificante essa nossa troca de olhares.
Escrever era uma necessidade. Mas também é uma
necessidade me retirar quando vejo um vento mau transfomar o
acervo das minhas palavras em areia. Não eram lá um grande
tesouro, tá certo, mas eram minhas palavras, po! Pedaços de
mim, do meu olhar para a vida.
A Globo.Com é minha
útlima esperança.
::: by meraluz at 12:04
AM - post nº

Segunda-feira, Março 24, 2003 :::
Pode ser
que o barco vire, também pode ser que não... (Lulu)
::: by
meraluz
at 10:42
AM - post nº

Não dá, sabe?
Disse que não mais faria digressões sobre guerras e paz -
aliás, pouco fiz mesmo, de tão perplexa que fico. Acontece que
acabei de perceber que este nefasto momento é de tal violência
que deixa em nós a sensação de que nada será completo. Ainda
que eu use todas as palavras, não será completo. Seja lá o que
eu faça ou crie, não será completo. Nem mesmo um beijo de amor
será completo. É tão incompreensível que me sinto culpada de
estar aqui levando uma vida quase "normal", sem devastações ou
bombardeios, a quilômetros de distância, deitada
confortavelmente no sofá, olhando essas imagens na TV como
quem assiste a um filme. Um filme cujo elenco é composto por
vítimas reais, que sucumbem e se desesperam, enquanto eu posso
mudar de canal e assistir ao Oscar ou ver desenho animado. Um
filme cujos diretores sofrem de perversão maquiavélica e
mostram ao mundo quão degradante é a sede de poder. Acabei de
perceber também que não ando conseguindo fazer as coisas como
antes e que os breves momentos de alegria chegam quase
acompanhados de um pedido de desculpa. Talvez isto explique
minha esterilidade verbal por aqui. Sei que nada será como
antes amanhã...
::: by meraluz at 2:39
AM - post nº

Domingo, Março 23, 2003 :::
Bom, vamos lá... Esse trem tá
demorando a carregar, as imagens não aparecem, não sei quantos
estão conseguindo acesso fácil (eu não estou), mas em algum
momento pode ser que pelo menos eu consiga ler meu próprio
texto na Web. O congestionamento do Blogger Brasil era algo
bem previsível, devido aos milhares e milhares de blogs
espalhados pela blogosfera brasileira. Tomara que melhore.
Ei, você! Ahaaannnn! Veio ver o que que tinha aqui,
né? O BloggerMan associou o Qualquer Coisa a algo mais ou
menos como aventura de "Existir", não lembro bem. Então... É
isso. Penso, logo existo? excito? incito? resisto? desisto?
Desisto. No final o melhor é não pensar. Enfim, não há nada de
concreto aqui. O que pode ser mais abstrato do que existir? É
isto o que "existe" aqui: alguém existindo e reproduzindo
qualquer coisa por um determinado olhar. É isto o que
existe em cada blog. Matar um leão por dia com palavras,
porque preciso delas, sempre, sempre. Preciso delas até mesmo
para me humanizar - ou para não me desumanizar. Pelo verbo
vamos dando forma ao abstrato do sentir e do pensar.
Frustrou-se? Perdoe-me, não posso oferecer nada além. Pessoas
caem aqui por acaso, algumas gostam, outras não. É normal. É a
vida. E também faz parte da vida eu hoje estar sem inspiração.
Não gosto dos domingos. Desde criança, não gosto dos domingos.
Amanhã... Amanhã devo postar algo decente (ou indecente).
::: by
meraluz
at 8:38
PM - post nº

Sábado, Março 22, 2003 :::
Eu não sei quantas pessoas estão
conseguindo visualizar este blog. Eu mal consigo abrir metade
da pagina, como também não consigo acesso a outros blogs.
Penso que o Blogger Brasil deva estar com algum problema.
Melhor a gente se encontrar mais tarde. Há textos aqui que
precisam das respectivas imagens para fazer sentido..
::: by
meraluz
at 7:25
PM - post nº

.
Pois é, né? Agora chega. Não quero mais falar de guerra
para não incorrer em demagogias ou repetir o que todos já
estão falando. Além do mais, o absurdo dos fatos fala por si
só. Maior absurdo ainda é a forma como os diversos veículos de
comunicação conduzem as informações, de forma não isenta,
exibindo imagens e material jornalístico de acordo com a
conveniência, ideológica ou não, induzindo pessoas a formarem
esta ou aquela opinião e a compartilharem do mesmo olhar.
Daqui a pouco todos vão se convencer de que esse descabido
nonsense é um ato de extrema sensatez. Exemplo: veja a imagem
acima, do filme O Grande Ditador, de Chaplin. Ela não vale por
mil palavras? Quando coloco essa imagem aqui, não é necessário
dizer o que penso, certo? ;) Só que eu não estou veiculando
fatos nem me dirigindo às massas. Só expressando mais um
olhar.
:::
by meraluz
at 5:22
PM - post nº

Sexta-feira, Março 21, 2003 :::
Não sou lá
muito chegada a citações. Sempre acho que posso dizer, eu
mesma, com minhas próprias palavras. Mas hoje as palavras
estão repousando, e, se acordá-las agora, elas vão construir
sintaxes muito mal humoradas. "Isso é natural" (mentira).
Assim, uso este espaço, por ora, para reproduzir um texto bem
oportuno ao momento:
"Nós vos pedimos
com insistência: Nunca digam ' Isso é natural'
Diante dos acontecimentos de cada dia, Numa
época em que corre o sangue, Em que o arbitrário tem
força de lei, Em que a humanidade se desumaniza.
Não digam nunca: ' Isso é natural ', A fim de
que nada passe por imutável."
(Bertolt
Brecht) |

|
::: by
meraluz
at 10:40
AM - post nº

Quinta-feira, Março 20, 2003 :::
Desencontros
Marcados
Desejos são dores que preferem fome a morder a maçã...
E sobrevivem de possibilidades de encontro. E o tempo
do encontro, no entanto, chega sempre antes ou
depois do tempo de desejar...
::: by meraluz at 12:01
PM - post nº

Quarta-feira, Março 19, 2003 :::
Questão de
Lógica
- Tá rolando uma guerra, só porque um
estadista perturbado resolve jogar um game ao vivo. Dá prá
entender? - Os EUA, sob a égide da "democracia"
(leia-se "ditadura do capital"), resolvem passar por cima da
ONU e decidir o destino do mundo com sangue. Dá prá
entender? - O único empreendimento realmente
organizado, no Brasil, é o crime. Dá prá entender?
- Os produtos culturalmente bons são relegados ao lixo e
ao anonimato enquanto o lixo escatológico anti-cultural é
divulgado aos quatro cantos e aplaudido pelas massas. Dá
prá entender? - Só a corrupção virulenta, as operações
escusas se dão bem e permanecem impunes. Dá prá
entender? - O grande "boom" do entretenimento atual
são os reality shows, onde verdadeiras antas se
consagram vencedoras em um jogo estúpido de brincar de gente.
Dá prá entender? - Títeres religiosos enriquecem às
custas da ignorância alheia, tornam-se cada vez mais fortes e
ampliam sua horda de fanáticos em nome de "Deus e do Amor".
Dá prá entender? - etc. e tal. Dá prá
entender?
E depois a doida sou eu, por viver,
dentro do possível, à margem de um mundo insano, segundo
minhas próprias leis?
Então enlouqueço, com muita honra! Viva Raul e a Sociedade
Alternativa!
Mas se eu quero e você quer Tomar
banho de chapéu Ou esperar Papai Noel Ou discutir
Carlos Gardel Então vá Faze o que tu queres pois é
tudo da lei, da lei Viva! Viva! Viva a Sociedade
Alternativa! O número 666 chama-se Aleister Crowley
(updating: George Bush)
-----------------------
Controlando a minha maluquez, misturada com minha
lucidez...
::: by meraluz at 1:05
PM - post nº

Terça-feira, Março 18, 2003 :::

Oração do Dia
Senhor, livrai-me da mediocridade! Se eu não puder
ser grande, fazei com que eu seja nada. Medíocre
não.
::: by meraluz at 2:22
PM - post nº

Segunda-feira, Março 17, 2003 :::
Para Para ler
(ou não): (ficção)
Uma Certa
Noite...
::: by meraluz at 12:32
PM - post nº

Erotismo Pós-Moderno e
Homicídio
No auge cálido da paixão, quando o
desejo convulsivo não mais se continha nos corpos ávidos dos
amantes, qual um vulcão atormentado, ela sussurra em seu
ouvido: "ai, amor, me chama de egüinha Pocotó!"
E ele
assassinou a égua com o travesseiro.
::: by meraluz at 2:21
AM - post nº

Sexta-feira, Março 14, 2003 :::
Lemas e
Dilemas
E agora? Faço o quê? Vou prá direita? Prá
esquerda? Prá cima do muro? Pro meio da praça? Prá dentro da
toca? Prá debaixo da mesa? Hein? Faço o quê? Não me olhem
assim! Nunca tiveram dilemas? Trilemas? Multilemas? Retiraram
as placas da minha highway e eu nem sequer sei se estou
na contramão. Invoco Snoopy, meu guru para as horas confusas,
e ele diz: - Em caso de dúvida, mantenha a pose.
Tá bem, mantenho a pose. Visto o modelito "sou o must, sou
fodona!" e imprimo ao rosto aquele ar de profundo desprezo
pela vida mortal. E agora? Faço o que com a pose, Snoopy?
Estou imobilizada nela. A pose só resolve o problema da imagem
aos olhos do mundo, não resolve o meu problema. Faço o quê?
Invoco Shakespeare, e ele me diz que o dilema
hamletiano de "Ser OU Não Ser?" ainda é bem melhor do
que o problema de "Ser E Não Ser". Fico com o
dilema.
Faço nada. Deixo a vida acontecer ou desacontecer. Enquanto
isso, vou tomar um suco de laranja e ouvir a guitarra mágica
do Pat Metheneny. Conhecem? É 'muito ótimo' !
Sugestão do dia: ler as crônicas do meu baiano
amigo imortal César Oliveira, que, apesar de ser imortal,
ainda não entrou prá ABL porque não tem cara de museu. Por
enquanto, só escreve prá jornal. Cesinha
não é Araketu mas é bão demais!
::: by meraluz at 2:33
PM - post nº

Quinta-feira, Março 13, 2003 :::
Ninguém tira do amor
Ninguém tira, pois é Nem doutor nem pajé
O
amor quando acontece a gente esquece Logo que sofreu um
dia, ilusão
(Eu, hein... Por que canto João Bosco?
Essa música tá tocando na cabeça assim do nada. Do nada a
ver...)
Se quiser pegar, baixa aí (será que é certo eu
disponibilizar mp3 aqui? Nunca pensei sobre isso, sem noção
que sou). João
Bosco - Quando o amor acontece
::: by meraluz at 11:58
PM - post nº

Quarta-feira, Março 12, 2003 :::
DEFINIÇÃO PROFUNDA:
Blog é um BBB em carreira
solo.
Por isso não quero câmeras aqui dentro.
Agora
volto para a minha reclusão. Os clientes estão pedindo a minha
cabeça, se é que eu tenho alguma. Au voir ! :)
::: by meraluz at 3:55
PM - post nº

Head
Hunting
- Você precisa escrever um livro. É crime
desperdiçar talento. - Bah, não gosto do que escrevo.
- E você lá precisa gostar? O Woody Allen também não gosta
do que faz. Deixa que eu gosto por você. Como é? Vai escrever
ou não vai? - Se você continuar me elogiando assim e
falando desse jeito, vou acabar me apaixonando. - Tá bem,
tá bem. Este é um detalhe menor. Mas... se você acabar se
apaixonando, será que dá prá render um livro? - Bah, eu
pensava em sexo. - SéKisso? Kisso? Ah, aquele treco
antropofágico, né? Tá... E com sexo daria prá parir um livro
depois? Pelo visto, acho que se eu resolvesse caçar talentos
para escrever algo na linha "Globo Rural", ficaria milionária.
Eitcha, mundo animal ! - No seu blog ou no meu?
::: by
meraluz
at 1:37
PM - post nº

Domingo, Março 09, 2003 :::
Rádio Meraluz
Gosta de
jazz? De sax? De música bonita? Caliente? Não? Tudo bem. Mas
duvido que consiga achar esta música ruim. Se eu fosse você,
perderia alguns minutos baixando a dita cuja no link
disponibilizado abaixo. Sabe qual é a vantagem do jazz e da
música instrumental? São atemporais e saem direto da alma, sem
a codificação das palavras. Dedico-a a uma grande figura, o
grande homem de minha vida, que faz aniversário hoje: meu pai.
Europa
- Gato Barbieri (4.160 kb)
::: by meraluz at 3:22
PM - post nº

Sábado, Março 08, 2003 :::
Quer ver algo tão bom quanto ou
melhor que um orgasmo (me perdoem os apartidários)?
Gooooooooooooooooooooooooooool do FLAMENGOOOOOO
!!!!!
::: by
meraluz
at 5:51
PM - post nº

Dia Internacional da
Mulher?
É? D.I.M. o kct !! Por que não inventam um
D.I.P. - Dia Internacional das Pessoas? E todos lembraríamos
que somos "humanos, demasiadamente humanos", porque andamos
nos esquecendo desta nossa condição. É difícil convencer um(a)
aquariano(a) de que esses proselitismos divisores fazem algum
sentido. ( :)))))) marcia, ensaiando a versão rebelde sem
causa)

Minha homenagem ao D.I.M. é um trecho de uma carta de
Fernando PESSOA dirigida a Casais Monteiro. Voilà:
Se eu fosse mulher - na mulher os fenómenos
histéricos rompem em ataques e coisas parecidas - cada poema
de Álvaro de Campos (o mais histericamente histérico de mim)
seria um alarme para a vizinhança. Mas sou homem - e nos
homens a histeria assume principalmente aspectos mentais:
assim tudo acaba em silêncio e poesia. :) :þþ
::: by
meraluz
at 2:46
PM - post nº

Meu tempo passou? Será? Não creio.
É pior: estou passando pelo tempo. Que síndrome é essa? Por
que não tenho mais a agressividade típica e style dos
20 anos? Por que a lama não me atrai mais? Nem o inferno? Nem
o dark ? Nem as neuras? Estou sem psicoses, e isto é péssimo.
Meu inconformismo, cadê? Meu revanchismo, cadê? Meu jeito
barrento-Bukowski de ser, cadê? Devo estar envelhecendo...
Este é o primeiro sintoma. A perda da agressividade. De mandar
tudo à merda. Do sangue quente, febril. Não tenho mais 20 anos
mas sempre achei que carregaria comigo todas as minhas idades,
sempre achei que não me renderia às idades da razão. Não. Não
chega a ser paz. Essa coisa de paz interior dentro de um mundo
doente e inóspito é bull shit, papo furado! É menos que
paz e menos que guerra. É um desprezo abissal por tudo o que
me cerca. Um dar de ombros pro mundo. Nada me atinge, nada me
choca, nada me comove. Não tenho mais ídolos, não admiro
ninguém, não detesto ninguém. Cuidado, pessoas. É isso que a
vida pode fazer com a gente, quando se comete o crime de
exacerbação do viver. Você pode morrer de viver. Vivi muito,
tudo, até a última gota. Continuaria vivendo, mas hoje já não
há gotas. Pelo menos não as vejo. Não há o que desperte sede e
fome. Não há receptáculos. Tudo é de uma mesmice insuportável.
Alguém, por favor, me diga algo diferente ou anuncie as Boas
Novas! Devo converter-me e doar dízimos a pastores canalhas em
troca de uma falsa ilusão de euforia? Devo voltar pro divã do
analista - no qual nunca deitei, porque me recusava a relaxar?
Devo o que, hein? Pirar? Isso. Quero enlouquecer outra vez. A
lucidez não tem a minha cara, embora esteja nela.
Oh,
como estou insuportável! E o mais grave: não é TPM. Há a opção
de fechar o blog aí do outro lado. Mas daqui deste lado, eu
tenho de me suportar assim. E estou cronicamente insuportável.
Sorry. Amanhã serei outríssima! Acho que preciso me apaixonar
novamente. É isso. Decidido. Vou me apaixonar. Nas paixões
moram as locuras (sagradas e profanas). Mas... por quem? Por
quê? Haveria quem ou o que me dissesse algo de novo?
::: by
meraluz
at 3:13
AM - post nº

Sexta-feira, Março 07, 2003 :::
Só a título de informação: os
textos que posto neste blog não são necessariamente
pertinentes a passagens da minha vida real. Alguns são meras
ficções, outros são inspirados em histórias de pessoas
próximas e há também - por que não? - os que são reflexos de
enredos pessoais, passados ou presentes, temperados com alguma
fantasia ou adorno literário. Mas isto não importa muito, não
é mesmo? O resultado final é que conta: se é um lixo ou alguma
coisa. Prá falar a verdade, atualmente ando tão esvaziada de
histórias e acontecimentos impactantes que mal dá prá fazer
literatura. Tudo irritantemente normal.
::: by meraluz at 2:27
PM - post nº

- Você volta? - Não demoro.
Semana que vem estou aí! - Devo esperar? - Deve
esperar sempre!
Ela já sabia que ele não voltaria.
Mas, como esperar por ele era uma sensação de reacender as
luzes, inventou essa espera. Mais para distrair a certeza
árida de que ele não viria do que por qualquer ilusão. Sempre
foi assim, ele nunca surgia das esperas. E os dias que se
seguiram nada trouxeram senão ausência. Vencido o prazo, ela
baixou os olhos, desfez-se de sua espera, trocou a roupa da
alma e, espreguiçando-se, voltou ao uniforme da lucidez
concreta. Não esperaria para sempre, pois que era um tempo
muito longo de se esperar. Sorriu descrente do nonsense que
era tudo aquilo. E nada que já não estivesse perdido se
perdeu.
::: by meraluz at 12:59
AM - post nº

Quinta-feira, Março 06, 2003 :::
Mais que
"mas"
Agora já me achei. Sou um MAS entre duas definitivas
orações:
Amo (1) ------ MAS ------- não é
possível (2).
Assim, posso traduzir-me em sujeito de
um amor que não conseguiu o benefício do verdadeiro encontro
ou da entrega. Um dia esse amor haverá de me desabitar, quando
esgotadas as condições de sobrevivência. E eu já não serei um
MAS adversativo, passando a compor então um novo
parágrafo. Não deve estar longe esse tempo. Por falta de
sustentação, paulatinamente, tudo fenecerá. O que não entrou
pela força não deve sair pela força. Negar seria um gesto
menor, feito de mentirosas angústias. Um MAS pelo menos
não integra a população emocional que nega a tirania do óbvio.
Não nego o amor, porém já não o alimento. Deixo-o livre a
descrever sozinho o seu percurso de saída.
MAS...
E por que se ama? Sabe-se lá? Ama-se porque se ama, da
mesma forma que se desama porque se desama. O sentimento
persiste por algum tempo além do tempo da razão, é verdade;
leva a vantagem de desconhecer as sensatas construções, as
leis externas de inteligências, conveniências e
"artificiências". A razão não será obedecida ao emitir o
comando: "não amar!" No entanto, por mais extensa e intensa
que seja a sinfonia do sentir, ela acaba chegando, por suas
próprias razões, a seu grand finale (ou, conforme o caso,
petit finale).
MAS... e por que não é possível?
Não é possível porque, chegada a hora das colheitas, ficamos
como frutos que arrebentam suas cascas e deterioram, quando
não consumidos ou saboreados a seu tempo. Não é possível
porque já não há mais fome nem fruto o bastante, e o tempo é
implacável.
MAS... sabendo agora onde me situo
nesta sintaxe, ainda que sob a forma de um ad-verso
MAS, já não me perderei. Perder-se só faz sentido quando
acontece nos braços cálidos e entregues do amante, porque aí é
um se perder de se achar. E não foi possível perder-me assim.
Perder-se por qualquer outra razão ou por uma razão qualquer é
um erro débil do ser.
MAS... hei de ser MAIS
que MAS... Aproxima-se o próximo parágrafo.
(rabiscos de um passado literário remoto que achei
perdido nos clusters do meu HD)
::: by meraluz at 7:59
PM - post nº

Por falta de opções no presente,
invoco o passado para suportar o futuro:
::: by
meraluz
at 1:32
AM - post nº

Quarta-feira, Março 05, 2003 :::
Uma baladinha pop-inútil, com
swing gostosinho, para hoje: Would I Lie to You? (Charles
and Eddie) Cortesia da Rádio Meraluz.
Uhhhh...
Look into my eyes Can't you see they're open wide
Would I lie to you baby?? Would I lie to you??...oh
yeah
Letra
----- Mp3
::: by
meraluz
at 9:00
PM - post nº

Tenho que anunciar aqui a entrada
do meu baiano preferido no Mundo Imperfeito dos Blogs: ALDEIA NUA, de
Cesar Oliveira. Por enquanto ele está só começando,
mas anotem esse link, que é uma promessa de bem-estar. Suas
crônicas combinam maravilhosamente humor, lirismo,
sensualidade e consciência política. Bem-vindo, Cesinha!
Espero que você encha aquilo lá de coisa bonita e não se deixe
vencer pela preguiça sempre baiana.
::: by meraluz at 3:28
PM - post nº

Terça-feira, Março 04, 2003 :::
Mas vamos deixar de lero lero e
falar de algo que preste. E o que viria a ser algo que preste?
Essa história de atribuir valores é tão relativa. Meus valores
não são os seus e o mundo é feito de tantas diferenças que a
guerra se tornou inevitável entre os homens. Insensatez.
Insensatez. Por que é tão difícil respeitar valores que não
são os nossos? Arrisco um palpite: vaidade das idéias. Ei,
você! Cuidado com ela! Essa maluca não passa de um sentimento
traiçoeiro que pode levar a muitas irrealidades e falsas
noções. Apodera-se fácil dos mortais deslumbráveis. Amanhã
falamos de algo que preste. Amanhã. Hoje, sinto que falta algo
fundamental, tão fundamental que não se deixa definir.
::: by
meraluz
at 9:41
PM - post nº

O tipo de
texto e o tipo de leitor
Desde Outubro do ano
passado, venho deixando aqui todo tipo de texto. Nunca fui
monoteísta, monoestilística, monofônica, monográfica,
mono-qualquer-coisa mesmo. Ao longo desse período, já deixei
aqui impressões existencialistas, romantico-afetivas,
critico-analíticas, protestadoras, irreverentes, informativas,
idióticas et cetera e tal. E o resumo analítico deste quadro
foi:
- os textos anteriores, que abordavam questões da
alma profunda, que exprimiam alguma dor ou algum sentimento em
carne viva, foram os de melhor aceitação por parte das
mulheres;
- os textos de protesto e os de tons
ligeiramente caricatos foram o de melhor aceitação por parte
dos homens;
- poemas meus não fazem muito sucesso
(também não sou poeta, né?);
- poemas célebres também
não;
- algumas pessoas gostam do layout, pouco se
atendo aos textos. Cabe informar aqui que este layout, mesmo
não sendo gerado com tecnologia de ponta, tem muito de mim, em
cada detalhe.
- textos informativos, biográficos,
principalmente aqueles que falam sobre ou citam personalidades
famosas, como Chaplin, Fernando Pessoa e outros, por exemplo,
também não exercem muito impacto. O mesmo se aplica a letras
de música, mesmo com links para a mp3;
- "abobrinhas",
"pepinos técnicos" e "abacaxis coletivos" costumam dar
movimento na "horta" dos comentários, que logo serão
esquecidos à porta de saída [ x ];
- textos casuais,
semelhantes aos citados anteriormente, que envolvem o trivial
variado ou comentam alguma minúscula "acontecência" do
dia-a-dia, do tipo "feijão com arroz", permanecem na sua
condição trivial. Não acrescentam nem excluem.
O que
há em comum entre a maioria dos que aqui vêm aqui em busca de
leitura (ou em busca de nada) é que essas pessoas se detêm (ou
se detiveram) mais no material elaborado com o fundo do ser.
Obviamente, esse material não é dos mais abundantes,
principalmente nesta fase recente. Não é fácil se colocar
publicamente inteira o tempo todo, exige muito. Mas, quando
entro toda dentro das palavras, sinto que elas adquirem o
poder de tocar, acariciar ou mesmo chocar os olhos de quem as
lê. É o poder do "SER", creio eu ("para ser todo, sê inteiro;
nada teu exagera ou exclui." FP)
É claro que eu
gostaria que todos que viessem aqui, pelo acaso ou pelo
caminho já conhecido e linkado, se sentissem bem. Mas não
podemos agradar a gregos e troianos. Nem tampouco conseguiria
eu estabelecer um tipo de texto pré-definido, direcionado ao
máximo de pessoas possível. É a liberdade que me conduz, a
mesma liberdade que traz vocês até aqui. O nome Qualquer Coisa
não foi escolhido por acaso.
Se me perguntassem qual o
meu tipo de texto preferido, eu não hesitaria em dizer que são
dois. O primeiro, existencialista, aquele que questiona e
revolve a sensibilidade humana e as profundezas do ser. O
segundo é o texto caricato-satírico-irônico, que uso pouco. O
problema é que nunca sei quando e o que vou escrever, não
consigo reger minha própria orquestra "sintônica" ou
"catatônica" por aqui. Também não sei exatamente o quanto de
mim estará depositado nos textos, por oscilar entre a
superfície e a profundeza o tempo todo. Mas sei que os olhos
mais sensíveis perceberão as raras vezes em que estarei
inteira nas palavras.
Conclusão: a força do/de SER
determina um percurso. E confesso que tenho atração pelas
pessoas sensíveis. Minha literatura barata escreveria, por
horas a fio, só para elas.
::: by meraluz at 4:27
PM - post nº

Sábado, Março 01, 2003 :::
Minha amiga
Shy_Moon enviou um texto genial por e-mail que eu resolvi
transformar em imagem. Precisão cirúrgica e relatividade
"absoluta":
Cinco Judeus Mudaram a Maneira de Ver o
Mundo...

::: by
meraluz
at 1:38
AM - post nº

Prêmio Kit.Net e sabotagem
Deve haver muitos hackers interferindo no concurso do
kit.net. É impressionante, prá onde a gente se volta tem
safadeza. Somos uma ilha cercada de pilantragem por todos os
lados. Aconteceu com várias pessoas amigas que inscreveram
seus sites lá. A coisa sucede da seguinte maneira: há um bônus
extra para todos os sites hospedados no Kit.Net, além da
premiação. Só que esse bônus é muito maior que o prêmio, tipo
6 vezes mais. Eu inscrevi seis sites hospedados no Kit.Net
diferentes. Nenhum deles foi aceito pelo sistema. O mesmo
ocorreu com alguns conhecidos. O Qualquer Coisa só entrou
porque não é hospedado lá, claro. Sintomático, não é? Eu
inscrevo 6 sites kit.net e 1 não kit.net, o que entra é o
último. E quando a gente vai olhar o ranking, só dá site de
pornografia, que é onde se concentra a maior incidência de
hackerismo do mal. Aí a gente desanima. É sabotagem prá tudo
que é lado, não há seriedade neste país, seja no mundo real,
seja no mundo virtual. Duro é se acostumar com isto.
Sabotagem, sabotagem, sabotagem!!! Eu quero que você
se Top Top Top , uhhhhhhh! (Mutantes)
::: by meraluz at 1:06
AM - post nº

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