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Sábado, Novembro 30, 2002 :::
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"A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem
quiser nascer tem que destruir um mundo. A ave voa para
Deus. E o deus se chama Abraxas."
Hermmann Hesse (in
Demian) |
Quem quiser nascer tem que destruir um mundo...
Resta-me nascer... Por que o processo de demolição de um mundo
é tão rápido em relação à sua concepção, criação e
instauração? Por que quebrar é sempre mais facil do que
reconstruir? Desfaz-se em dias, horas, minutos até, o que se
elaborou durante anos. Sopra agora um vento que assola todo o
meu reino, minha Antártida, Pompéia. Tudo me escapa das mãos,
e quanto mais tento deter meu mundo, meus laços, meu chão,
mais eles se transformam em areia, fragmentando-se na mesma
medida em que tento detê-los. Quem quiser nascer tem que
destruir um mundo... Não há mais escolha: tenho que nascer. E
enquanto isso não acontece, assisto à devastação de minhas
terras, tentando salvar o único grão de areia que preciso para
construir o novo mundo: minha própria essência. Agarro-me
combalida a um tronco remanescente enquanto o vendaval lança
tudo pelos ares. O tronco é o princípio do ser. E vai impedir
que esta última semente feneça em meio ao caos. A ave voa para
Deus... E esse deus se chama Abraxas... E o novo mundo há de
ser bom... Aguentar o tranco !
::: by meraluz at 3:35
PM - post nº

Sexta-feira, Novembro 29, 2002 :::
(Não faça desta pergunta uma arma, a vítima pode ser
você.)
::: by meraluz at 11:05
PM - post nº

Quarta-feira, Novembro 27, 2002 :::
2002 - O Ano dos Falecidos
Ôooooooooo ano ruinzinho que só !!! Não sei como foi
p'ra vocês, mas aqui no meu pedaço só contabilizei prejuízos!
Ainda bem que esse ano Vodoo está indo embora! Nunca vi tanto
falecimento em um período tão curto de tempo. Foi minha vó,
pai de Fulano, mãe de Cicrano, tia de Beltrano, conhecidos
diversos. Cruz credo!! Quanta gente boa se foi... Isso para
nao falar dos falecidos em mim, aqueles que continuam vivos
para o mundo mas que para mim morreram, pela decepção, pela
mágoa, pelos golpes mortais. Estes são piores, talvez. Os
outros eram queridos, morreram queridos e em sua hora, não
podemos muito contra as mãos implacáveis do Destino. Mas os
"mortos vivos", esses deixam na gente uma ferida rascante
(rasgante? rasante?) ao invés de saudades sublimes e
conformadas, como as dos naturalmente falecidos. Os "mortos
vivos" são falecidos pelas nossas mãos, pelos nossos
sentimentos, pelas nossas desilusões. Eu não quero mais perder
ninguém. Eu não quero!!! Vai embora, 2002 ! Vai de uma vez,
que o estrago foi grande. Vai, que eu não quero sequer que me
veja fazendo planos para um ano melhor.
::: by meraluz at 1:42
PM - post nº

Terça-feira, Novembro 26, 2002 :::
Fernando Pessoa
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Eu não
tenho filosofia: tenho sentidos... Se
falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a
eterna inocência,E a única inocência não pensar...
(F.Pessoa) |
Olhando o blog do Carlos Alberto - Blogando Pessoa
-, revendo aquela onda de mais que poesia, "pessoei" por
alguns minutos... Ai, que eu devo a Pessoa os contornos da
minha compreensão da existência em profundidade. Pessoa é,
sempre foi, sempre será minha Bíblia. Que poeta o que !! Ele é
mais, muito mais que poeta! Transpoeta!Recomendo aos
apaixonados, como eu, que importem o CD
Interativo Fernando Pessoa, com toda a sua obra, na Porto
Editora (PT). É fantástico, completo. Está quase tudo ali.
Obra, imagens, depoimentos, multimídia. Ganhei de um amigo
muito querido das terras d'além mar. Eu diria que foi o
presente mais lindo de toda a minha vida. Só Pessoa entenderia
mesmo por que estou P.. da vida hoje. Fiz a versão em inglês
de sua biografia para o site Vidas
Lusófonas com o orgulho típico do "produto romântico"
residual que ainda teima em mim. E eu nem sou chegada a
poesias...gosto mesmo é de pessoar. Hoje estamos
sós, eu e meu Pessoa.
Poema de hoje:
ANÁLISE ( Fernando Pessoa)
Tão abstrata
é a idéia do teu ser Que me vem de te olhar, que, ao
entreter Os meus olhos nos teus, perco-os de vista, E
nada fica em meu olhar, e dista Teu corpo do meu ver tão
longemente, E a idéia do teu ser fica tão rente Ao meu
pensar olhar-te, e ao saber-me Sabendo que tu és, que, só
por ter-me Consciente de ti, nem a mim sinto. E assim,
neste ignorar-me a ver-te, minto A ilusão da sensação, e
sonho. Não te vendo, nem vendo, nem sabendo Que te
vejo, ou sequer que sou, risonho Do interior crepúsculo
tristonho Em que sinto que sou o que me sinto sendo.
::: by
meraluz
at 2:10
AM - post nº

Segunda-feira, Novembro 25, 2002 :::
P... da vida !
Então eu não posso ficar assim? To P.. da vida mesmo!
Indignada ! Inconformada! E há até um prazer nesse
inconformismo, há vida! Não à resignação! Não à paz artificial
! Eu quero ficar assim mesmo: p.. da vida! Posso? Vocês
deixam? Estão acostumados a me ver sorrindo, brincando, bem
resolvida, autoconfiante, segura de mim, comunicativa? Me
querem assim, não é? Sinto muito mas... não ! Hoje não! Eu sei
que não é a fotografia perfeita para um porta-retrato. Mas não
vou vou fazer "xissss".
Estão querendo saber as
razões? Não, não dá pra dizer. Não sou eu que estou brigando
com o mundo. Como boa aquariana, eu direi que é o mundo que
está brigando comigo. Que implicância a dele. Mundo, mundo,
"gasto" mundo (com licença, Drummond). Ok, mais um prejuízo
contabilizado hoje. Quando é que eu vou fazer um rascunho
perfeito sem precisar da monotonia de uma obra acabada?
::: by
meraluz
at 10:18
PM - post nº

Sábado, Novembro 23, 2002 :::
"Eterno??? É tudo
aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha
intensidade se petrifica que nenhuma força jamais o
resgata."
Carlos Drummond de Andrade
::: by
meraluz
at 12:25
PM - post nº

Foi vista pela última vez andando
descalça e quase feliz pela Avenida dos Incautos, cantarolando
uma música do Lulu. Há alguns dias ou anos-luz, não se sabe
bem ao certo, a criatura se encontra desaparecida. Alguns
dizem que foi tragada por uma bruma malvada e misteriosa.
Outros garantem tê-la visto na Praça dos Delírios. Se alguém
tiver notícia deste ser extra-terrestre, favor não telefonar,
nem avisar a polícia. Chame-a baixinho pelo nome e diga que
não há mais perigo. Que o mundo é bom. Que ela pode voltar
para a sua dona e criadora, que por ela procura, inconsolável.
Afinal é a sua melhor criação, porquanto a única
verdadeira....
::: by meraluz at 12:22
AM - post nº

Quinta-feira, Novembro 21, 2002 :::
Eu tenho uma fraqueza musical, um
desvio qualquer, não sei, mas sei que gosto: Lulu Santos.
Fazer o que? Nem tudo é perfeito... Gosto de Hendrix a Miles
Davis, mas também gosto do Lulu, pronto ! Ele é dancing e tem
umas letrinhas interessantes. Bora cantar:
Tudo
Igual (Lulu Santos)
Então é assim que a vida
faz e sempre haverá um fim um plano rápido ou um
plano longínquo do horizonte e os créditos
os
personagens se revelam atores no aplauso final e há
pra cada interpretação o que lhe for proporcional
fica muito bem em cinema romance do romance ideal
só vamos então deixar combinado aqui é a vida real
não leve o personagem pra cama pode acabar
sendo fatal então desmonta logo esta máscara
voltemos à estaca zero fica tudo igual normal
::: by
meraluz
at 7:19
PM - post nº

Ah, eu queria hoje...
Ah, eu queria hoje ver um filme com happy end e
muito beijo na boca. Queria tomar banho de chuva. Comer aquele
crepe com sorvete de creme e calda de maracujá, e a folhinha
de hortelã como acabamento, claro. Ouvir uma canção dos
Beatles ao acaso no rádio. Ah, eu queria hoje que todas as
pessoas fossem boas e eu não precisasse me defender. Queria um
passarinho cantando na minha janela. Queria ser tola. Toda.
Tudo. Queria não ter memória, saudades. Deixar a vida escorrer
sem medo pelos poros. Queria todos os amigos reunidos, que não
são tantos, mas que tanto são... Ah, que eu queria hoje
arrancar de mim essa tristeza que imobiliza e deixa na boca o
gosto inexequível de um "queria"... E eu queria hoje, só
hoje...
::: by meraluz at 12:18
AM - post nº

Terça-feira, Novembro 19, 2002 :::
Mensagem para Nina
Não sei quem é Nina. Ela também não sabe de mim. No
entanto, pelos imprevisíveis atalhos do mundo virtual, ela
veio parar aqui neste meu recanto tão simplório, que nem
público é. Bem.. eu não estaria postando esta mensagem se as
delicadas palavras que ela deixou no comment não
tivessem sido de fundamental importância para mim. Não pelo
elogio, porque, a esta altura, não sou de me iludir fácil com
elogios ou críticas - definitivamente, eles não nos
classificam como bons ou ruins. Mas porque, mesmo sem haver
intenção, algumas de minhas palavras conseguiram tocá-la. E se
isto acontece, quando me expresso, é porque algo está valendo
a pena. O comentário de Nina foi importante porque eu me
sentia desconfortável e resistente às palavras, uma espécie de
trauma que me aconteceu na Oficina Literária há anos atrás. De
cara, foram logo dizendo a esta então neófita do amor às
letras que "para escrever bem é preciso PENSAR a emoção e
fazê-lo com o máximo de isenção possível". Chocou-me. Fiquei
alguns meses por lá e acabei desistindo. Desde então, não
consegui escrever mais nada. Tudo saía um lixo. Limitei-me a
incentivar ou aplaudir os talentos que via (vejo) à minha
volta. E há muita gente boa mesmo neste ofício. É o caso de
meu amigo imortal Cesar Oliveira,
autor de crônicas lindas, e da magnífica produção textual de
Ivy Wyler e Eliane Stoducto.
Tudo se faz com as palavras, de guerra a paz. Tudo se
desfaz à ausência delas, de Eros a Tanathus. Recolhi-me à
simplicidade despretensiosa deste blog, em uma tímida
tentativa de voltar a escrever para mim. Escrever alguma
coisa, "qualquer coisa" (origem do título deste site), de
receitas culinárias a nonsenses suprarrealistas, mas sempre
contrariando o dogma que me fora imputado na Oficina. Cada
linha, ainda que nada diga, ainda que não seja reta, tem muito
de mim. E se, neste movimento, consegui tocar, distrair ou
entreter alguém que nem sequer me conhece, é sinal de que vale
continuar tentando. Assim, Nina acabou por despertar de vez em
mim um gigante adormecido. Obrigada, Nina, que tem um nome
(nick) de sonoridade tão agradável quanto suas palavras.
::: by
meraluz
at 2:04
PM - post nº

Domingo, Novembro 17, 2002 :::
Sobre meu amigo
Snoopy
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Ele é mesmo très
charmant, n'est pas? Desde que comecei a tomar
consciência das humanidades, apaixonei-me por esta
criatura de Charles Schulz. E não nos separamos mais. O
beagle sacana está por todos os cantos do meu quarto, em
diversas roupagens. Somos inseparáveis. Snoopy é
tudo o que eu queria ser. Ele é "special", tem um
calibre no alter ego de fazer inveja a Freuds e Lacans.
É sensível, inteligente, irônico, detalhista, humor
sutil. Doce e ácido. Ama seu amigo Woodstock acima de
todas as coisas, borralha para os mortais comuns, para
as questões comuns. Despreza profundamente o medíocre. É
puro, é criança, é adulto. Iconoclasta e crédulo.
Contraditório e determinado. Preto e branco. Escritor.
Filósofo. Preguiçoso. Profundo e suave. Ai, ele é o
máximo, não é? Senhor das sutilezas e dos mistérios do
SER animado. Como toda inteligência superior e
imaginação vívida, possui alguns heterônimos: Joe Cool,
World War I Flying Ace, Literary Ace, Flashbeagle,
Vulture, Foreign Legionnaire, etc. Snoopy nasceu em
1950. Mas isto é mero detalhe. Ele já existia antes.
Just an imortal being... :)
|
Snoopy, I'm
afraid I'm in love with you!
E por falar em Snoopy e amigos... Se
vocês arriscam uma amizade, por qualquer que seja a razão, eu
lhes chamarei de insanos ou perversos! E me vem aquela
imagem de indescritível ternura do Snoopy abraçando
inextricavelmente seu Woodstock! São os amigos que nos
acompanham ao longo do tempo, são os afetos desinteressados
que ficam. Todo o resto passa. E eu ando vendo tantas
coisas sombrias entre os humanos que, como diz a Lila, um dia
me desencantarei... Tenho todas as razões do mundo hoje
para dizer: "Não arrisquem uma amizade!" Amanhã tudo pode
estar diferente, mas seu amigo vai estar lá! Ainda bem que
eu tenho o Snoopy ! Estaremos lá também ! :)
::: by meraluz at 2:44
PM - post nº

Sábado, Novembro 16, 2002 :::
Mais Drummond...
Ouça aqui,
na voz do poeta... (respeite direitos autorais)
| Memória
AMAR O
PERDIDO DEIXA CONFUNDIDO ESTE CORAÇÃO
NADA PODE O OLVIDO CONTRA O SEM SENTIDO
APELO DO "NÃO"
AS COISAS TANGÍVEIS
TORNAM-SE INSENSÍVEIS À PALMA DA MÃO
MAS
AS COISAS FINDAS, MUITO MAIS QUE LINDAS, ESTAS
FICARÃO.

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::: by meraluz at 12:03
AM - post nº

Sexta-feira, Novembro 15, 2002 :::
And let's sing now...
Duel (Propaganda)
Eye to eye stand
winners and losers/Hurt by envy, cut by greed/ Face to
face with their own disillusions The scars of old romances
still on their sheet/
And when blow by blow the
passion dies Sweet little deaths just have been lies
Some memories of gone by times will still recall the lines
The first cut won't hurt at all The second only
makes you wonder The third will have you on your knees
You start bleeding, I start screaming
It's too
late the decision is made by fate Time to prove what
forever should last/ Whose feelings are so true as to
stand the test Whose demands are so strong as to parry all
attacks?
And when blow by blow the passion dies
Sweet little deaths just have been lies Some memories
of gone by times will still recall the lines
The first
cut won't hurt at all The second only makes you wonder
The third will have you on your knees You start
bleeding, I start screaming
(músicas renováveis
semanalmente)
::: by meraluz at 1:24
AM - post nº

Quinta-feira, Novembro 14, 2002 :::
Conselho p'ra mim:
Nunca encontre alguém profundamente, por mais beleza
que haja no encontro e no azul profundo. Acontece que, na hora
do desencontro (que é risco futuro de todo encontrar),
deflagram-se guerras, tempestades, hecatombes, terremotos
irreparáveis. E sobreviver a eles é ter morrido um pouco.
::: by
meraluz
at 1:45
PM - post nº

Quarta-feira, Novembro 13, 2002 :::
IT'S
A LITTLE BIT FUNNY THIS FEELING INSIDE...
::: by
meraluz
at 6:20
PM - post nº

Quarta-feira, Novembro 06, 2002 :::
BIOGRAPHY
And then I was
born... I grew up, (did I?) And I died...
Then, I was born again... What the focking world is
that?
And why am I posting it in english?
::: by
meraluz
at 10:20
PM - post nº

Terça-feira, Novembro 05, 2002 :::
SONETO CXVI de
Shakespeare, meu preferido
Ao casamento de
almas verdadeiras Não haja oposição. Não é amor O que
muda à mudança mais ligeira Ou desertando, cede ao
desertor. Oh, não, que amor é marca muito firme E nem
a tempestade o desbarata; É estrela para a [Nau], que o
rumo afirme Valor ignoto - mas na altura exata. Não é
do Tempo mera extravagância, Amor, embora a foice roube o
riso À face e ao lábio rosa; na constância, Resiste
até o Dia do Juízo. Se há erro nisto e assim me for
provado, Nunca escrevi, ninguém terá amado.
ADAPTADO P'RA BRUNINHA
Fala sério,
quando a parada é p'ra valer Não tem pisada de bola. O
lance é furado Quando neguinho dá mole, Ou vazando,
baixa a crista pro pela saco. Nem vem, que love é uma
viagem sinistra, E nenhum vacão pode melar; É botar na
fita e aloprar Não cai a ficha, mas é um lance animal.
Num é mero vacilo do tempo, Love, mermo que pinte a
maior deprê, E se amarre um bode, segura na boa, Até o
dia do teco final. Se há vacilo nisso e pintar sujeira
Na moral, nunca escrevi E a geral nunca terá ficado,
Demorô!
::: by meraluz at 6:48
PM - post nº

Domingo, Novembro 03, 2002 :::
Não pertenço a nenhuma legião.
Não tenho tchurma, nem tribo, Nem rapeizi ou brodagem,
nos termos da minha Lila. (Lila, minha filha, a
primeira) Sou do mundo, Sem padrões, Sem patrões,
Mondo cane, Caminho entre lixos e flores. Chuto
pedras, Um diamante aqui, Um dejeto ali. Sei que
sou indivisivelmente só, E esse saber-me só É a
condição De todos os encontros.
::: by meraluz at 11:37
PM - post nº

Para ler:
(ENCONTRO
ENTRE PARÊNTESIS)
::: by meraluz at 12:48
AM - post nº

Sexta-feira, Novembro 01, 2002 :::
Centenário Drummond - poeta
maior
No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma
pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do
caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse
acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma
pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do
caminho tinha uma pedra.
::: by meraluz at 10:31
PM - post nº

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