Quis Deus que eu nascesse nesta terra. Não sei se sou feliz aqui, mas essa coisa de felicidade é um detalhe irrelevante. Quando quero ser feliz, vou para o nordeste; da mesma forma que, quando quero um pouco mais de civilidade, vou para o sul. Mas o Rio - ah, o Rio... - é pleno. É cheio de inferno e céu. É dor e delícia ao extremo. E é lindo, azul, encantado, atormentado, entre mares e montanhas. Tudo é forte, tudo é música, tudo é sangue. Trágico, cômico, sorridente, sofrido. Intenso. Tem arte, tem samba, tem chope em cada esquina, tem bêbados equilibristas, flamenguistas, tem alma, muita alma, tem caos, bala perdida e uma beleza inefável, que muda a cada dia, de acordo com a luz do sol - que sol!
Aqui se rima amor e dor, beleza e tristeza. Aqui tudo, de sagrado e de profano.
Posted by meraluz at abril 14, 2007 03:15 PM