Pelo retrovisor da existência vejo vultos que me acenam imoblizados num passado sem volta. À medida que meus passos avançam para onde não me interessa saber, torna-se cada vez mais nebuloso o caminho que ficou para trás. Despeço-me dele e da bruma que o estanca. É sempre difícil partir, mesmo quando não há outra escolha. A estrada é sinuosa, sem sinalizações que indiquem o que há para além das próximas curvas. Não tenho roteiro certo, é a estrada que me leva agora. Sinto um certo cansaço dos roteiros. Felizes os que sabem para onde se dirigem, os que caminham de mãos dadas, os que não se prendem a caminhos passados. Felizes aqueles que anseiam por chegar. Felizes também os que, mesmo sem rotas desenhadas, direcionam seus olhares não para trás ou para a frente, mas para os lados. Entre uma ponta e outra do caminho deve morar a vida. E, certamente, os distraídos de rotas devem cumpri-la melhor. Em alguns trechos do caminho já estive distraída como eles, em outros já vivi as expectativas das chegadas. Mudam as estradas, muda a velocidade dos passos, mudam os sonhos e as saudades. Agora, aqui, é a estrada que me leva. E sinto que só despregarei os olhos do retrovisor quando a distância retirar do campo de visão tudo aquilo ficou para trás.
Marcinha, o que não sei é se um dia, as coisas que ficaram pra trás sumirão do meu campo de visão.
Umas bem que poderiam sumir pra sempre...
beijins
Fique atenta. Os radares da estrada estão onde menos se espera. A vida se divide, os rumos mudam, muda a época. Se acoplam a novas formas de convívio social que requerem ainda a aprendizagem consciente. Você "faz a diferença" codificando e decodificando "desde o cristal até a fumaça", aprendendo a construir todas as suas estradas no hoje.
Posted by: Maria Lúcia at março 16, 2004 09:01 PMApenas um teste
Posted by: MeuBlog.Net at março 16, 2004 06:12 PMMarcia, apenas um teste. Desculpe os imprevistos. Maysa
Posted by: Maysa at março 16, 2004 05:34 PM