outubro 11, 2004

Sessão "Fragmentos de velhas cartas que não mandei (ou mandei)": Fragmento 3

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Bem... Sobre envolvimentos virtuais, o roteiro podia ser simples assim:

- eles têm vontade de se encontrar.

- eles têm mais vontade (vida/Eros) do que medo (morte/Tanathus) de se encontrar.

- eles compartilham o assunto, porque são bons parceiros, nas festas ou nos dilemas.

- eles ainda não podem pensar em futuro, mas nada impede que isto aconteça (no futuro, é claro). Lugar de futuro é no próprio futuro.

- não há compromissos, portanto, não há cobranças, só desejos a serem legitimados.

- ele(a) mostra que gostaria que ela(ele) fosse. Não a/o "ajuda a decidir", mas dá reforço aos seus movimentos, já que encontro é coisa de dois, no mínimo.

- ele(a) vai. Eles se encontram. E isso é apenas o começo. Daí sim, pode haver ou não desdobramentos:

1) eles podem descobrir que se querem por mais de um encontro, e aí implicaria um novo processo, com outros encontros até o movimento final, que seria: "se somos tão importantes um para o outro, vamos arrumar um jeito de eliminar a distância (trabalhoso, claro, óbvio, mas o GOSTAR é determinante e traça seu proprio caminho; teria a ver com o tamanho do GOSTAR)."

2) eles podem descobrir que tudo não passou de uma simples amizade, sem maiores consequências. E aí vai ser apenas um encontro a mais, agradável, só que sem grandes desdobramentos para suas biografias. Mas um encontro é sempre um encontro e não devemos subestimar seu valor.

3) ser ruim? não é bom contar com esta possibilidade para decidir, ela deve ser impossível em termos de planejamento. Nada seria ruim além do silêncio, que e' o Nada.

- conclusão: este seria apenas o primeiro movimento de uma sinfonia que pode permanecer inacabada ou não. De uma ou de outra forma, sua beleza não ficaria comprometida. Logo: terá valido a pena.

***

Mas não é nada simples assim...

Posted by meraluz at outubro 11, 2004 05:00 PM | TrackBack