Não paro de consumir ovos coloridos. Chocolate, muito chocolate. Meu fígado reclama dizendo que os excessos não são bons. Não, este ano não houve daqueles tradicionais almoços em família. Nem em minha casa nem na casa alheia. Lembro sempre de minha inesquecível e adorável progenitora, quando penso nesses almoços. Mas, ao contrário de Cristo, ela não ressuscitou. Não aqui neste planeta, pelo menos. E nem faria sentido, já que no andar de cima deve estar protagonizando uma vida muito melhor, suponho. Oh, meu fígado realmente se ressente à overdose de chocolates! Melhor dar um tempo deles. Penso nas ressureições, nas renovações, na importância de se reinventar a vida a cada dia, para que ela não nos escape das mãos. Leio a seção Carta dos Leitores da Revista Veja e deparo-me com uma horda de inconformados pela edição passada, que louvava Paulo Coelho (capa) como um suposto deus universal da (sub)literatura. Santa mediocridade. Uma dessas cartas, em particular, valeu a leitura dessa revistinha tendenciosa (sic: é apenas minha opinião, por favor não me ameacem com processos, tal qual já ocorreu anteriormente neste blog). O dito leitor dizia assim:
"Curto e grosso: não tinha outro assunto de capa não, hein? A qualidade da literatura de Paulo Coelho é desproporcional ao destaque que ele recebe na mídia. É Coelho demais para o meu gosto. Terá sido a Páscoa o motivo?"
(risos)
Bom, prefiro voltar para a minha releitura de Cervantes, com seu Dom Quixote. Tem sido extremamente profícua a experiência de reler esta obra com um novo olhar. Talvez pegue um cineminha mais tarde. Eu sempre combino, mas geralmente acabo desistindo na hora H com uma desculpa que deixa a suposta companhia irritada. É que não me conformo com a ausência daqueles cinemas imponentes com cara de cinemas, que deram lugar a minúsculas salas de projeção. Finalmente, preciso acabar de distribuir o restante dos ovos de páscoa entre os respectivos destinatários.
Bem, seja lá qual for o espírito e a rotina de cada um neste domingo, tenham uma Feliz PAZcoa! Tentemos não perder a criança que existe em cada um de nós.
