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Meraluz's Production

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



 

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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

 



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!



 



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março 12, 2009 12:14 PM Receita para manter o encantamento 

Esta não é uma receita que deva ser racionalizada; ao contrário, é preciso recorrer à percepção, justamente para não quebrar o encanto. Não é uma tarefa fácil, nem há garantias de 100% de êxito. Mas, em alguns casos, pode funcionar. Então voilà!

Receita:

1 - Evitar nomear, pelo menos em definitivo, sentimentos ou sensações. Sempre acreditei que 'dar nome aos bois' não é uma boa medida, pois aprisiona e categoriza. Deixemos fluir o que não se nomeia. Quanto menos nomes, mais poder. À lixeira com o vernáculo, neste caso!

2 - Cada dia é um dia diferente. Olhar situações de modo sequencial pode criar expectativas exageradas. Expectativas geram ansiedades e a necessidade de querer sempre mais. Isso é por demais inquietante. Evolução não é algo necessariamente linear. Cada dia é um dia e todos os dias são diferentes. Perguntem só ao sol ou à lua.

3 - Não se repetir em demasia. Eu, particularmente, acho profundamente entediante o "Samba de uma Nota Só". Variar o tom é bom. Mudar os assuntos, o humor, o olhar, o tipo de música, as nuances. O ser humano é infinitamente rico e guarda dentro de si todas as cores da paleta, e essa plenitude de cor é capaz de pintar milhares de telas diferentes. E ainda: um pouco de sensibilidade para saber quando é a hora de mudar tons e tonalidades.

4 - Ter uma agenda imaginária. Melhor do que fazer é imaginar, planejar o fazer. Alguns projetos podem ser exequíveis, outros nem tanto. O importante é ter uma agenda lotada de possiblidades, que foram geradas no seio da imaginação, nas vertentes de um desejo aberto (imediato ou não).

5 - Oscilar entre o cômico e o sério, na medida certa. Isto é arte para poucos, exige percepção, conhecimento de si, do outro e do momento em questão. Alcançar a dosagem ideal entre esses dois extremos pode produzir um fluxo de comunicação não só delicioso como profundo. O riso é algo muito sério. Dores e reflexões também. E todos levam a uma espécie de cumplicidade tácita.

6 - Nada de excessos. Excessos assustam e se gastam rápido. E aí entram todos os tipos de excessos: carinho demais pode ser piegas, silêncio demais pode parecer descaso, carência demais (pelo menos na forma explícita) nos transforma em sumaríssimos chatos, erudição demais pode dar sono, brincadeira demais pode denotar inconsistência, agressividade demais afasta, críticas e elogios exaustivos também - até porque ninguém é totalmente bom ou ruim o tempo todo.

7 - Sem cobranças. Cobrar é o que há de pior no comportamento humano. Cobrar o quê? Nada que não chegue pelas vias do desejo livre tem valor.

8 - Esquecer o tempo. Não importa quanto tempo se passou desde a última vez que vimos outro, não importa quantos anos, meses, semanas, dias, horas, ficamos ou ficaremos distantes de quem queremos bem. Importa é que a afinidade seja sempre retomada do ponto onde parou. E isto é válido apenas para almas afins. Só com a supressão do tempo é possível imortalizar um sentimento.

9 - Saber usar as entrelinhas (e as linhas também). Saber ler e falar nas entrelinhas é um jogo excitante, sublime, e ainda exige alguma inteligência e arte. Porém, por tratar-se de mensagens cifradas muito intimistas, há momentos em que devemos recorrer à clareza das linhas. As linhas, com todas as letras e pingos, também têm seu valor e seu poder de impacto. Tudo é uma questão de momento. Além disso, nas entrelinhas, haverá sempre o risco da interpretação indevida. É preciso tomar cuidado.

10 - Nunca banalizar. Nada é banal quando nos relacionamos com alguém importante. Tudo faz sentido. Tudo oferece um sentido. Até o mais minúsculo dos detalhes. Uma espinha no rosto, uma gota de chuva, a intensidade da luz, a temperatura, objetos fora de lugar, um band-aid no dedo, até mesmo a cor da latinha de um refrigerante. Na verdade, nas relações mais consistentes, são os detalhes que ditam o ritmo - e geralmente assumem proporções gigantescas.

***

Poderia continuar a citar mais uma meia dúzia de ações (ou não ações), mas penso que esses dez passos já estão de bom tamanho. E, agora que cheguei ao fim, já começo a me arrepender de tê-los colocado aqui, e ainda no pobre formato de um manual. Por que me arrependo? Porque o grande barato é adivinhar segredos, intuir possibilidades. Assim, penitencio-me e volto ao passo nr. 1: Evitar Nomear. O encantamento é mágico. E magias não se definem...


Nota: não há neste texto qualquer pretensão ao monopólio da verdade, tudo é produto de minha ótica e vivência pessoal.

 

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meraluz at
março 12, 2009 12:14 PM

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março 4, 2009 09:47 PM Nós e nós mesmos 

solitude.jpg

No final, somos nós e nós mesmos. No início também. Nos intermezzos, apenas distraímos a inevitável solidão de existir, com um encontro aqui, um desencontro ali, histórias, memórias, paixões, castelos de areia e cristais. Vamos acontecendo, nós e nós mesmos, entre uma canção e outra, entre sonhos e pesadelos, deixando por este desconhecido caminho chamado vida suores, lágrimas e outras secreções orgânicas. Sempre nós e nós mesmos, ocultos, impedidos de contrapor à luz o que de real, real mesmo, existe nos subterrâneos. Talvez o que há por dentro não seja mesmo tão real, por isso se torna instransmissível. E tentamos, tentamos, tentamos transmitir muitas vezes o que nem sabemos. Tentamos ultrapassar a epiderme, as mucosas, o peso, os ossos, as veias e caminhar para o outro com os recursos possíveis: palavras, beijos, um grito, um gemido, um gesto, um toque, um presente. Ilusões. No fundo, somos nós e nós mesmos, em nossa existência secreta, que, quanto mais grita, mais silencia o seu próprio mistério, que talvez só um vinho desvende durante o breve momento de sua entorpecência e logo depois esquece, porque, no final, somos nós e nós mesmos, sombras companheiras, agradáveis para uns, insuportáveis para outros.

 

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meraluz at
março 4, 2009 09:47 PM

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