abril 25, 2009

Eu era feliz?

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(passeio no passado)

Eu era feliz? Não necessariamente. Eu tinha vontade.

Eu fui feliz? Não permanentemente. Eu tive hiatos.

Eu sou feliz? Não, infelizmente. Tampouco infeliz sou.

Eu serei feliz? Mas que mania tem o ser humano de querer ser feliz!

Sejamos grandes, com ou sem felicidade!

Come on, Fernando Pessoa! Explain it to them:

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és
No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

(na pele de Ricardo Reis)

Posted by meraluz at 01:59 AM

abril 14, 2009

Para se livrar da dor, deixe a dor doer!

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Melhor é não cairmos na tolice de lutar contra as dores. Essa medição de forças só ocasionaria dores adicionais. Aprendi que o caminho mais curto para se libertar da dor é deixá-la doer em paz, sem tensionar o corpo, sem amaldiçoá-la, sem a ânsia de um estado mais confortável. Dores existem. Tentar negá-las ou eliminá-las é negar a vida. Mas passam. Sempre passam. Vão e voltam ao longo desse acontecimento chamado vida. É a resposta que deve ser dada, por exemplo, a uma ausência, uma perda, uma impossibilidade, um machucado, uma disfunção, uma solidão, um sonho inexequível ou qualquer outra situação contrária ao êxtase ou ao bem-estar físico ou emocional.

Deixemos a dor doer. Estabeleçamos com ela relações de cumplicidade. Tentemos compreender a nós mesmo ao compreendê-la. Ela passa, ela sempre passa. Por si só, sai em busca de soluções e troca de lugar com algum possível prazer, só para nos ajudar. Basta que não lutemos contra ela ou contra seus movimentos em nós.

É conveniente, porém, que não mostremos a cara da dor ao grande público. A dor é íntima, é nossa e de mais ninguém. Não gosta de aparecer, pelo menos para muitos. Se soubermos acolhê-la sem alardes, então, quando ela se for, nos descobrirems mais fortalecidos e teremos aprendido a alçar voos mais vastos.

Posted by meraluz at 03:22 PM