janeiro 20, 2011

Rio de Janeiro - Verão 2011

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Era para ser tempos alegres, em cenários ensolarados onde todos os poderes fossem conferidos ao prazer e à luz. Mas quis a natureza, por um capricho qualquer, que as tragédias se abatessem sobre nossas exuberantes montanhas. E o verão chorou. Há mais de 20 mil desabrigados, há famílias chorando seus mortos, há crianças órfãs e devastações externas e internas. Uma enchente de feridas, algumas das quais não cicatrizáveis.

Em meio a essa dor coletiva, uma pequena luz aponta a esperança de dias melhores: o profundo e espontâneo sentimento de solidariedade que brotou no coração dos homens. Seria um indício de que a humanidade começa a evoluir espiritualmente? Um basta ao materialismo imperante, que desqualifica os valores fundamentais da vida? Um sopro de amor ao próximo que se espalhou por todos os cantos e recantos do nosso Brasil brasileiro? Um destruir para reconstruir? Não sei. Só sei que é a única parte boa dessa história.

O calor causticante de hoje cozinha até pensamentos.

Salve São Sebastião do Rio de Janeiro! - padroeiro desta cidade cheia de inferno e céu, onde a beleza e a alegria convivem com uma série de caos intermitentes, pagando seu preço.

Inesquecível será este verão. Desta vez não pelos felizes acontecimentos ensolarados, mas por um triste episódio de dores e perdas, que vitimou parte de nossa gente e se inscreveu na história de uma cidade que nasceu com a vocação de sorrir.

Posted by meraluz at janeiro 20, 2011 12:49 PM