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janeiro 22, 2005 01:34 PM Libertar a Liberdade
Em nome dela tudo fiz e tudo desfiz. São por ela todas as minhas lutas e bandeiras. Porque, sem ela, não se faz verdade. Sem ela, toda forma de ser se violenta, tudo é negação. Como pode haver desejo pleno em universos que usam algemas e cobranças? Não, não pode. Mas o preço é alto. É sim... Muitas vezes me pergunto se o fato de andar de mãos dadas com ela não impede que segurem minhas mãos. Sim, porque em alguns ela provoca medo: o medo de ser. Não é fácil viver sem se prender aos manuais imaginários de "boa conduta". Vivo sem manuais, a sociedade não me determina, ou pelo menos não tanto quanto gostaria. Vivo por instintos, intuições, cheiros, faros, sabores, e pela livre manifestação dos sentidos, meus sentidos. E meu único medo é perdê-la, medo de viver de idéias que não são minhas, amar amores que se deixam aprisionar e envelhecer. E, se para tê-la comigo, tiver de pagar o preço de eventuais solidões, incompreensões ou melancolias, assim será. Nada é pior do que a asfixia da alma, nada é pior do que deixar que nos roubem os "royalties" de nossa própria história. E eu quero escrever minha história sem interferências, ser capaz de, se preciso for, libertar, eu mesma, a própria liberdade.
![]() Montagem feita pelo meu "fofucho" Rick Campos ::: by meraluz at janeiro 22, 2005 01:34 PM janeiro 6, 2005 01:38 PM Caos
Já se sentiram assim, de um jeito em que qualquer processo criativo se torna inexequível? Assim, como se a existência estivesse sob o efeito de algum gás paralisante? Assim, entregue a uma lassidão que anula todo tipo de interferência sobre as coisas? Assim, como se se colidissem todos os pensamentos, formando destroços envoltos por uma nuvem confusa? Assim, como uma negação heliotrópica? Como se o Nada se instaurasse sobre as nossas soberanias, sejam de fantasia ou realidade? Já se sentiram assim? É assim que me sinto. Mal consigo começar a contar a mais simples das histórias. Tudo se confunde. E o mais sábio nessas horas é se abandonar às confusões. Tentar explicá-las, quando elas estão no auge de sua hiperatividade, é como lutar contra as correntezas. Não ouso me manifestar quando duvido de tudo (até de mim), quando as palavras são improfícuas para assinalar sensações como estas. Sensações de hecatombes e maremotos; sensações que misturam dores e prazeres; sensações que estão para além da História. Sensações que, inevitavelmente, passam... ::: by meraluz at janeiro 6, 2005 01:38 PM janeiro 3, 2005 10:50 AM Virou o ano, não?
Ah, o ano virou... E eu nem ao menos deixei uma mensagem de Feliz 2005 aqui pra vocês. Mas sabe o que é? É que eu não sou de dividir o tempo na minha imaginação. Eu desejo muito que vocês sejam felizes e bem resolvidos todos os dias. Não me consultaram a respeito dessa convenção de dividir o tempo em anos, uma convenção torturante que insiste em acrescentar dígitos contínuos à minha idade. Bem... Não tenho nenhum conto ou poema de Ano Novo para o momento. Ando em busca de inspirações, de histórias, de nutrientes para o meu olhar. E tudo o que desejo é que esse olhar não perca a ternura. Aqui deixo apenas um desejo de PAZ para todos, porque é a partir dela que acertamos nas escolhas. ::: by meraluz at janeiro 3, 2005 10:50 AM
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