A
Meraluz's Production

Starring: Meraluz, You, Real Life, Dream Life, Poetry, Art, Joke and whatever!

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!


Cotação da verdinha $$$:




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setembro 05, 2006

Mas eu não nasci para competir... 

Lembro que, quando adolescente, nunca me sentia bem fazendo esportes, onde alguém tinha de perder para que eu ganhasse. Era obrigatório o vôlei nas aulas de Educação Física. E eu detestava aquilo. E continuo a detestar. Ao contrário do que prega a sociedade dos nossos dias, não consigo me sentir tentada à prática de atividades competitivas. Faço aqui uma ressalva, no que tange ao meu papel como torcedora do Flamengo. Aí é um caso à parte, porque sou flamenguista por razões puramente sentimentais. Gosto mais das paixões da torcida do que do jogo em si. Mas voltando à questão da competição, muito cedo percebi que não corria em minhas artérias o sangue da disputa. Se tenho de jogar contra alguém ou contra algo para conseguir triunfar, já perdi o tesão. Sou amante das gerações espontâneas e naturais. Nada de forçar a natureza ou de humilhar o adversário. Até porque não me agrada a idéia de ter adversários.

Mas aí vem um e desenterra Darwin, argumentando que a sociedade apenas reproduz o processo de seleção natural: os melhores sobrevivem. Agora vejamos: melhores em quê? Na compleição física, orgânica? Do ponto de vista biológico, faz sentido. Mas do ponto de vista humanístico, tenho muitas dúvidas sobre se é necessário mesmo competir para sobreviver. Não gosto de ver a vida sob a ótica do jogo.

Esse verbo competir é tão sem vergonha que o ouvido mal digere sua conjugação na primeira pessoa: "eu compito"? Soa terrivelmente mal. Mas é tudo o que pregam lá fora. É a mídia, a cultura, os profissionais da saúde, os centros estéticos, as academias de ginástica, as instituições financeiras, o mercado de trabalho, até o amor. Todos dizem: competir!

Não gosto. Não gosto de competir porque não gosto da idéia de que alguém se derrota com as minhas vitórias. Gosto mesmo é do empate. Eu não sei se vale a pena ser um "vencedor" num mundo tão inóspito e tão desigual de oportunidades. Questiono quem é o perdedor e quem é o vencedor nessa loucura publicitária. Vamos tentar o raciocínio inverso: será que perdedor não seria aquele que precisa dar nó em pingo d'água, fazer das tripas coração, sacrificar o sossego e a paz para "provar que é bom e merece ser amado"?

Pois então? Além de eu ter essa preguiça contemplativa básica, aversa às adrenalinas das disputas, não vou competir com ninguém para ser amada, valorizada e blá blá blá. Tá bom do meu jeito, a vida que tenho me basta. Estou em paz comigo assim, evoluindo sem precisar competir. Superando apenas os meus próprios limites, mas sem fazer de mim minha própria adversária.

 

::: by
meraluz at 07:36 PM

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