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Meraluz's Production

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



 

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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

 



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!



 



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outubro 27, 2009 01:06 PM Vazio 

Já aconteceu com vocês essa 'síndrome do vazio inexplicável'? Torço para que não, pois que não é coisa boa de sentir. Na verdade, é o 'não sentir'. Desde que abri os olhos nesta manhã cinzenta, fui acometida por esta inexplicável sensação de vazio. E me senti um vácuo, uma lacuna, um hiato esvaziado de sentido. A ausência de sol não ajuda muito, as notícias nos jornais também não, mas eu me esforço. Esforço-me para fazer o dia valer a pena.

Não há problemas, não há pendências, não há dores ou conflitos. Também não há expectativas, euforias, ufanismos. Há um dia inteiro pela frente, onde, como um robô, desempenharei as tarefas que me esperam, sem inspirações ou transpirações. Decerto não hei de me sentir assim por muito tempo. Enquanto isso, ouço Beatles. A música sempre carrega em si um poder transformador. E Beatles sempre enche o ar de nostalgia (nada mais apropriado que o álbum "Rubber Soul" hoje).


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meraluz at outubro 27, 2009 01:06 PM

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outubro 20, 2009 06:24 PM Adoro os 'losers' 

Adoro os 'losers' - na tradução literal, 'perdedores'; na minha tradução, 'vencedores'. Vencedores porque resistem às imposições do sistema, aos modismos de uma sociedade esvaziada de valores, mantendo, a um preço alto talvez, a fidelidade à própria essência.

Gosto de quem não se importa com o último modelo das parafernálias tecnológicas que nos tiram cada vez mais a capacidade de criar. Gosto dos que não têm vergonha de dizer que a grana não vai dar praquele mês; dos que vivem a vida com um jeito 'vintage' de ser; dos que não tem corpos esculpidos em academias; dos desajeitados; dos ligeiramente desarrumados (desde que respeitem os hábitos básicos de higiene); dos que não fazem pose; dos que não se importam com calendários festivos; dos que não pensam nem agem como a unanimidade. Gosto deles porque me remetem à verdade, à pureza de sentimentos e pensamentos.

Se é mais ou menos difícil conviver com os "losers", não sei dizer. Mas sei que qualquer conviviência é difícil, e, já que é assim, prefiro conviver com alguém de verdade, ou próximo a ela.

Ah, como são nostálgicos os 'losers'!

 

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meraluz at
outubro 20, 2009 06:24 PM

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outubro 10, 2009 10:10 PM A dor e a delícia de ser livre 

Blowing in the wind

Decerto já devo ter escrito sobre o tema que me vem à mente agora. Mas não importa... Vamos falar de liberdade.

Liberdade é um sentimento (e um estado) que dá medo, mas sem o qual eu não saberia viver. Estranho, não? Como conjugar liberdade e medo? São sensações paradoxais. O medo imobiliza, a liberdade movimenta. É mais ou menos como diz a velha canção de Beto Guedes: "O medo de amar é o medo de ser livre..." (mas falemos do amor mais adiante).

Esse medo de ser livre só acontece quando paramos para pensar a liberdade, e não quando a vivenciamos, já que pensar é prender. Não dura muito. E ele existe porque a liberdade vive sempre sob constante ameaça. Esbarra aqui, ali, nos personagens do nosso afeto, nas limitações mundanas, no direito do outro, nas decisões tomadas ou a tomar... Enfim, a liberdade é um constante exercício, e parte dela é ilusão. Sabemos bem que em plenitude ela não existe, nem para os pássaros. E a fração que nos cabe, quando a conseguimos, custa caro. Muito caro...

Para chegar a essa relativa liberdade, precisei antes ser prisioneira. Assassinei sonhos, feri pessoas, abri mão de falsas ilusões e falsas seguranças, cortei vínculos importantes, mergulhei no escuro. Mas, sim, valeu a pena. Valeu a pena porque era a minha vocação e a forma mais honesta de encontrar a mim mesma.

E justamente por isso nunca consegui entender uma relação de amor que não fosse livre. Amar com liberdade é um desafio torturante, porque, com o passar do tempo, vamos querendo formas e plataformas, muitas mãos e muitos chãos. É quase uma tendência natural essa de se construir portos seguros, fazendo-os maiores até do que o mar, e exercer um certo controle sobre o outro. Até compreendermos que nada disso garante a permanência dos amores, leva tempo. Compreender que todo sentimento é livre porque é intangível e não vísivel a olho nu, que todo desejo é livre porque é um sopro e uma abstração interna, implica que sejamos antes ilustres prisioneiros de nossos erros. Na dor nos libertamos.

Contudo, acredito eu, é só na liberdade que o amor se faz pleno. O amor e todo o resto. O ir e vir por vontade própria, a não vigilância do verbo, dos gestos, a ausência de imposições, o peito aberto e sem opressões, são a única certeza de que é possível repousar em um sentimento, seja ele qual for, e em nós mesmos.

Sejamos o barco e o vento do nosso próprio oceano.

 

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meraluz at
outubro 10, 2009 10:10 PM

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