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Meraluz's Production

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



 

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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

 



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!



 



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julho 24, 2010 09:06 PM A paixão segundo a voz de Nana 

Mergulho no bolero que e(s)coa pela voz de Nana Caymmi. Bolero na voz de Nana implica sérios riscos de suicídio para quem está sofrendo de mal de amor. Não é o meu caso. Mas gostaria que fosse. Queria que esta canção me levasse aos estertores, me roubasse lágrimas, me devastasse. Mas não... Desprovida hoje de qualquer estado de paixão, apenas ouço uma bela canção na voz rouca de uma louca que canta o amor a partir de suas vísceras.

E ela fere o ar com sua voz de veludo:

Eu quero amar demais
Sem poupar coração
Que pra mim o amor que apraz
É uma louca paixão
Um amor só satisfaz
Além da razão.

(ouça abaixo)

E eu lamento por não estar amando. Por não sentir aquelas dores lancinantes, já conhecidas e repetidamente vividas, que maltratam mas fazem o coração pulsar, vir à boca para berrar que estamos vivos. Ah, se eu pudesse voltar a sentir essas ondas alucinógenas de paixão por alguns minutos apenas, ainda que fosse pelo tempo que durasse esta canção...

Mas eu não posso. É impossível sentir essas coisas só por um tempinho, na forma da amostra-grátis. E a longo prazo não quero mais. Lacrei-me ao acorde derradeiro da última paixão vivida. Curei-me de toda e qualquer insensatez que ela produziu. Agora estou tão leve que quase posso voar... Mas estou leve porque estou vazia. Não é bom nem ruim. É como escolhi que fosse.

Poderia me apaixonar novamente? Sim, desde que eu quisesse. Desde que eu me abrisse novamente aos riscos. Mas daria tanto trabalho, esgotaria tantas forças, dilataria tantas veias, que é melhor a serenidade de estar no mundo sem os descompassos dos exageros. Pelo menos fica a certeza de que meu coração não mais será ferido de morte. Melhor ouvir o bolero entendendo que é apenas um bolero, e logo para de tocar.

 

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meraluz at
julho 24, 2010 09:06 PM

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