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- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
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Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

 



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!



 



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março 5, 2011 11:28 AM Baile de Máscaras 

harlequimcolombina_degas.jpg
Arlequim e Colombina - Edgar Degas - 1886

Crônica de Rosiska Darcy de Oliveira, publicada no jornal O GLOBO, em 05/03/2011, p. 6

E já que é Carnaval, é tempo de escolher máscaras. Oscar Wilde dizia que a máscara escolhida diz mais sobre alguém que qualquer autobiografia. Percebeu que as autobiografias não são mais que uma sucessão de máscaras que ilustram nossos muitos carnavais.

As máscaras seduzem pelo mistério que desafia a imaginação. Milenares, por quanto tempo ainda sobreviverão em tempos de Facebook, onde todos mostram a cara, instalando o reino banal e uma suposta e duvidosa transparência, que tudo revela em tempo real? Se não aproxima, pelo menos embaralha gente que não se conhece e vai tropeçando nos passos uns dos outros.

Não será o Facebook um baile de máscaras invisíveis? Paradoxal, esse mundo novíssimo e intrigante, instrumento de revoluções libertárias e de enolouquecimento dos ditadores, convive com velhíssimos sentimentos: Pierrôs inconfessos perseguem, na rede, esquivas Colombinas.

A máscara de Colombina que buscava encontrar sua calma dando a Arlequim o seu corpo e a Pierrô sua alma caiu no ostracismo. Quem hoje assumiria o papel do apaixonado, que vivia só cantando e, por causa de uma Colombina, acabou chorando? Ninguém.

O paradigma amoroso em tempos de Facebook é o Arlequim, seus losangos coloridos que evocam a astúcia de ser múltiplo, sua identidade flex, seu caráter inconstante e enganador, sumindo e reaparecendo onde menos se espera. Sem compromisso ou permanência, regido pelo instante, o mundo virtual tem uma natureza arlequinal. Faltam-lhe, entretanto, a elegância e a galanteria, gestos do Arlequim que foram ficando pelo caminho como confete pisoteado.

A trama virtual inscreve suas leis nas relações de carne e osso. O meio é a mensagem. Me beija que eu não sou Pierrô. Amores deletáveis.

Na concreção das ruas os foliões também descartaram os emblemáticos heróis da Commedia dell'Arte. A máscara feminina mais vendida esse ano foi a de Dilma Roussef. Ex-Colombinas transformadas em presidentes da República formam um insólito bloco, herdeiro das ruidosas passeatas feminista que, trinta anos atrás, instalaram um inesperado carnaval na ordem amorosa. De lá para cá, o bloco esquentou. Haverá folia em Brasília já que, neste ano, o Dia Internacional da Mulher cai na terça-feira gorda. Fantasias, no sentido do desejo, nessa época, sempre foram de praxe. Na Quarta-Feira de CInzas volta às ruas, como sempre, o bloco "Quem sustenta a casa sou eu".

Esse vem sempre no fim do desfile, sem esplendores nem adereços, envergando uma camiseta modesta e o indefectível blue jeans. Empurra o carro alegórico do País Emergente que Chegou Lá, faz uma força sobre-humana e, no entanto, ninguém aplaude. A concentração é nas filas dos ônibus, nas estações do metrô, na porta das fábricas e escritórios. Tornou-se imenso, incorporou uma importante ala da classe média e vai desfilar ao longo de todo o mandato da presidente, entoando o refrão do "Abre alas que eu quero passar".

Em todo o Brasil haverá máscaras de Dilma olhando para Dilma. Pode ser o sonho da popularidade ou o pesadelo de esbarrar em todo canto com o próprio rosto, em outro corpo, metáfora de milhões de vidas que, para bem governar, terá que assumir como suas. Entrar na pele das mulhers brasileiras assim como elas assumem o seu rosto. Nesse pesadelo não há porta de saída, é um eterno confrontar-se a si mesma, um olhar de mil olhos que nunca adormecem.

No teatro grego, as máscaras não eram apenas disfarces, eram caixas de ressonância para melhor fazer ouvir os sentimentos, tragédia ou comédia. As modestas máscaras de papel, que o mulherio pobre compra nos camelôs, não têm ressonância nenhuma, mas dizem alguma coisa que, até hoje, ninguém ouviu e caiu no vazio. Agora, elas esperam da presidente o papel de porta-estandarte.

O enredo que Dilma anuncia desde que envergou a faixa verde e amarela é o da erradicação da miséria extrema. Essa tem o rosto de uma mulher negra que leva pela mão seus muitos filhos. As pesquisas e estatísticas são taxativas. É o bloco do "Lata d'água na cabeça", das que sobem o morro e não se cansam e pela mão levam a criança.

"Lata d'água" foi a marchinha campeã de 1952, cantada por Marlene, então Rainha do Carnaval. Contava a história de Maria, que subia o morro lutando pelo pão de cada dia, sonhando com a vida do asfalto que acaba onde o morro principia. É ela que, há quase sessenta anos, povoa as estatísticas da miséria extrema. Ou a presidente tira o atraso e dissolve esse bloco, ou perde o passo e deixa cair o estandarte.

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Felizes dias momescos a foliões e não foliões!

 

::: by
meraluz at
março 5, 2011 11:28 AM

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