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Meraluz's Production

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



 

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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

 



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!



 



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« março 2011 | Principal


maio 23, 2011 08:22 PM Um pouco de poesia, um pouco de Drummond 

Procura da poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo

 

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meraluz at
maio 23, 2011 08:22 PM

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maio 15, 2011 04:14 PM A revolta de Arlete, que também é minha 

Reproduzo aqui hoje o texto que recebi de uma querida amiga. Um texto que, com certeza, há de tocar o coração e a consciência dos mais sensíveis.

POR UM LADO, no meu trabalho frequentemente encontro textos em que certas empresas se queixam de ter de fazer grandes investimentos para poder se manter em conformidade com os regulamentos, leis e normas ambientais dos governos federal, estaduais e municipais. Esses investimentos diminuem a margem de lucro, dizem elas; aumentam os custos operacionais, choramingam as ditas-cujas. (Tudo bem, então! Deixem isso tudo pra lá e acabem de destruir o planeta; aí não venham se queixar das despesas que terão para transferir suas operações para Marte ou Saturno!)

E, POR OUTRO LADO (vou diminuir o tamanho da fonte para que vocês tenham de se concentrar mais para ler), não me sai da cabeça a frase de um daqueles chefes indígenas americanos mais famosos (puxa, que sacanagem, ele mereceria que eu me lembrasse do nome dele!), que dizia mais ou menos assim: "Pise na terra levemente, pois ela é sagrada." Meu Deus do céu, que diferença de visões! A Terra é sagrada, é mãe, é mãe sagrada. Que porcaria de filhos que nós somos, que tratamos nossa mãe como se fosse um depósito de lixo; e que irmãos de merda que nós somos, que tratamos nossos irmãos animais (e até mesmo humanos) como se fossem seres que não valem nada. E ainda dizemos que somos civilizados e que os índios são selvagens!

Pois venho a público pedir perdão pela parte que me toca nessa falta de consideração pela Mãe Terra e por meus irmãos de 4, duas ou até nenhuma pata.

Perdão pelas latas e embalagens plásticas que deixei de reciclar, pelas pilhas que joguei no lixo em vez de levá-las para descartá-las naquelas caixas que tem em certos estabelecimentos comerciais, pela fumaça de cigarro que joguei na atmosfera durante cerca de 38 anos, e por tantas outras coisas.

Perdão por cada gato ou cachorro que já tive e de quem não cuidei como devia, perdão pelas ocasiões em que fiz ouvidos moucos aos lamentos deles e que fingi que não via a dor em seus olhos. Perdão, por favor, perdão pelas ocasiões em que perdi a paciência com esses seres indefesos e cheguei a bater neles - tenho vontade de morrer quando penso nisso.

Perdão por cada ser humano a quem não dei a atenção que merecia, que não tratei com compreensão e carinho, a quem não tive paciência para escutar, a quem não doei um pouco do meu tempo. Perdão, minhas filhas, perdão pelas vezes em que as negligenciei, em que gritei com vcs, em que as ofendi, em que as agredi fisicamente ou apenas com palavras, que às vezes machucam muito mais do que tapas ou cintadas. Perdão, meus netos, por eu não ser nem de longe a vovó que vcs merecem.

Perdão, Pai do Céu, por eu não ter correspondido ao que o Senhor esperava de mim. Se ainda der tempo, vou tentar melhorar.

E, enquanto isso, apesar do meu peso, vou tratar de pisar de leve na terra.

(por Arlete Dialetachi - professora, tradutora e, sobretudo, minha amiga)

 

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meraluz at
maio 15, 2011 04:14 PM

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