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Meraluz's Production

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



 

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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
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Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

 



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!



 



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« maio 2005 | Principal | julho 2005 »


junho 23, 2005 01:04 PM Para quem está de saída... 

closeddoor.jpg

Melhor não sair à francesa. Os franceses podem ser "très sofistiqués" em seu "savoir vivre", mas em matéria de saídas são um verdadeiro desastre. Melhor sair à brasileira mesmo; de preferência, com todas as letras e de cabeça erguida.

As formas de saída podem agravar ou atenuar o suplício das partidas. Não devemos bater a porta com força nem tampouco deixá-la entreaberta. Bater a porta com força nos torna ofensivos, deixá-la entreaberta nos torna covardes.

É, eu sei que não é fácil fechar a porta direitinho. Mas, saindo de maneira correta, ainda é possível preservar na memória o melhor do que foi vivido por detrás da porta que se fecha e permitir futuros reencontros, sob novas formas.

Aquele que fica provavelmente não há de merecer as fugas mal engendradas nem as incertezas que geram os verbos não pronunciados. É preciso dizer por que estamos saindo, pois é assim que libertamos o outro do fantasma das dúvidas, que tanto desassossegam a alma.

Aquele que parte deve fazê-lo em transparência, sem temer as consequências de seus movimentos, já que ninguém é obrigado a aprisionar-se no outro. E, certamente, esse outro há de compreender o movimento de saída, se a porta for fechada de maneira correta. Palavras resolvem tudo, por mais difícil que seja a pronúncia de algumas delas. Sua ausência, no entanto, pode ser mais ofensiva do que uma agressão física, por vezes.

Então, fechemos as portas da maneira certa, da maneira digna. Sem medos ou hesitações. Com todas as dores ou saudades antecipadas, mas com a integridade do nosso ser, com o rosto sob a luz, para que aquele que fica possa nos ver, nos compreender, e até mesmo ter a oportunidade de um adeus decente e o benefício de alguma eventual claridade que entra pela fresta da porta. E nada de fugir pela janela, porque aí a coisa piora.

 

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junho 23, 2005 01:04 PM

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junho 19, 2005 12:11 PM (in)Conformismos 

antoniomaia1.jpg

"É, tá tudo bem, tá tudo certo". Ando cansada dessas respostas comportadas, que evitam eclosões, explosões, insurreições. Mas são reações convenientes. Convenientes pra quem? "É, tá tudo bem, tá tudo certo" - e só eu não me conformo com tanto conformismo. Eduquei-me para não perder a linha, não explodir, não gritar, não cobrar. Tenho sido perfeita. Perfeita pra quem? Sei bem que, a cada pronúncia desses pálidos e equívocos consentimentos, algo de valioso e insubstituível morre e escapa de dentro do terreno dos encantamentos. Mas "tá tudo bem, tá tudo certo; all right!". O tempo resolve. O destino cuida. As divindades determinam.

Não, não e não! E os verbos omitidos? Onde ficam? Aprisionados porque oferecem risco de ameaçar a ordem pública? Educada e hipocritamente, vou dizendo "É, tá tudo bem, tá tudo certo", quando sei que tá tudo errado, que o comodismo anti-rebeliões é suscitado por algum anjo exterminador. Vou dizendo e "deixando rolar", também para não ter o trabalho de me arrepender das intempestividades no futuro, para não expor minhas feridas mal lavadas no varal farpado dos desacertos, para não irritar terceiros, que fazem muito barulho. Sucinta e lacônica, quando o que eu queria mesmo, em certas horas, era chutar o pau da barraca, gritar, xingar, transgredir.

Mas "tudo bem, tudo certo", deixa como está, nesse silêncio devastador, que vai minando pomares e frutos, que vai rescindindo antigos pactos, que vai apagando sóis e matando, paulatinamente, sentimentos e sensações. Há algo que morre sem alarde dentro da gente nessas manifestações de conformismo. Mas a manutenção da ordem estará assegurada e todos teremos sido hipocritamente educados em nossas piores intenções.

 

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junho 19, 2005 12:11 PM

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junho 12, 2005 01:12 PM Namorados não têm dia! 

Namorados,

Namorem. Simplesmente, namorem. Larguem dessa mania de planejar o futuro. Todo futuro foi começado a partir de um beijo na boca. :) Usem suas bocas e sentidos para contarem uma grande história de amor.

 

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junho 12, 2005 01:12 PM

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junho 9, 2005 10:16 PM Desconstruções 

É... As pessoas saem de dentro da gente. Pelo tempo possível, tentamos segurá-las em nossos interiores, com alguma incrédula esperança de que elas não vão desabitar a nossa geografia; de que haverá um salvo-conduto ou uma razão que justifique mantê-las vivas e pulsantes em nós, tal qual sua antiga imagem no retrovisor da história. Passeamos por um sem número de ideias, hipóteses, concessões, explicações que possam evitar a desconstrução desses retirantes acidentais. Mas sabemos que é só uma questão de tempo. E essa saída do outro em nós é tão inóspita que não depende nem de nós, nem de quem sai. Acontece à revelia, muitas vezes ao ponto de nem sequer nos permitir lembrar quando o corte epistemológico ocorreu.


E assim as pessoas se vão do nosso pequeno universo sem perceberem, da mesma forma que não percebemos o momento em que o seu vazio se instaurou de vez. Damo-nos conta de que seu lugar não anda habitado quando nos surpreendemos sem fazer perguntas ou procurar respostas sobre os movimentos ou, muito mais provavelmente, sobre a ausência de movimentos, que decerto determinou o exílio. Segue-se um lamento e, posteriormente, uma rendição final ao fato. Nada mais a fazer.

Não, pessoas não são substituíveis, é o que penso. Mas encontros sim. E sempre haverá novos encontros, novas chegadas, novas partidas. A vida não se imobiliza. E também tem aqueles raros personagens que hão de permanecer para sempre na bagagem de nossa existência, transcendidos e imortalizados.

Aos que ficaram, o meu eterno agradecimento pela solidez e grandeza do encontro. Aos que se deixaram partir: "Bon voyage!" pelos caminhos por onde não andarei.

 

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junho 9, 2005 10:16 PM

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junho 6, 2005 11:19 AM Loucos de amor 

(matéria publicada na VEJA, ed. 1908, 08.06.2005)

Estudo americano identifica as áreas ativadas no cérebro de pessoas apaixonadas. E elas estão longe do centro da razão

Giuliana Bergamo

Em vários momentos da história, o amor foi considerado uma ameaça à sobrevivência da espécie humana. Do fim do Renascimento ao século XVIII, era tido como doença – uma infecção contraída pelos olhos, que se instalava no coração, escravizava o cérebro e poderia até levar à morte. "O amor, tendo abusado dos olhos como verdadeiros espiões e porteiros da alma, deixa-se deslizar docemente por um par de canais e caminha insensivelmente pelas veias até o fígado, imprime subitamente um desejo ardente da coisa que é realmente ou parece amável, acende a concupiscência e por este desejo começa toda a sedição (...) Vai diretamente ganhar a cidadela do coração, o qual, estando uma vez assegurado como o mais forte lugar, ataca depois tão vivamente a razão e todas as potências nobres do cérebro que ela se sujeita e se torna totalmente escrava", lê-se num documento médico da época. Contra esse terrível mal, recomendavam-se muita alface, banhos gelados e ungüentos para massagear os órgãos genitais. Na semana passada, graças a máquinas capazes de flagrar o funcionamento cerebral, um grupo de pesquisadores americanos mostrou que o amor apaixonado ativa as áreas mais primitivas do cérebro, aquelas encontradas até em répteis. Ou seja, apaixonar-se é mesmo um dos mais irracionais comportamentos humanos – e contra isso não há alface, banho gelado nem ungüento que dêem jeito.

O mapeamento dessas áreas foi obtido a partir do cruzamento das imagens cerebrais de dezessete jovens, em dois momentos. No primeiro, eles observavam a foto da pessoa amada; no segundo, as imagens de um conhecido qualquer. Publicado na revista científica The Journal of Neurophysiology, da Sociedade Americana de Fisiologia, o trabalho conclui que as sensações intensas relacionadas ao amor se alojam no centro do cérebro, especificamente no núcleo caudal e na área tegmentar ventral (veja quadro abaixo). Tais regiões são responsáveis também pelo sistema de recompensa cerebral. Elas são ativadas tanto pelo prazer que se sente quando se mata a fome ou a sede, quanto pela satisfação experimentada por um dependente químico ao consumir drogas.

O amor apaixonado faz o coração bater mais rápido, a pressão arterial subir, as pupilas dilatar, a temperatura variar bruscamente, o estômago apertar e as mãos tremer. Por uma questão de preservação da espécie, portanto, o ser humano não foi programado para viver constantemente apaixonado. "Se a paixão durasse muito tempo, o organismo entraria em colapso", diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. Estima-se que a paixão seja um estado com data de validade não superior a 36 meses. Depois disso... Bem, ou você se casou com o objeto de sua extinta paixão, ou partiu para outros 36 meses de pura adrenalina. Claro, há quem tente conciliar as duas coisas – o que pode ser perigosíssimo. Não para a preservação da espécie, evidentemente, mas para a do dono (ou dona) de tão incontroláveis núcleo caudal e área tegmentar ventral.

 

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junho 6, 2005 11:19 AM

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junho 3, 2005 07:00 PM Cobaia 

(Marcos Valle)

Quem quiser que lave as mãos
Quem quiser virar as costas, vá
E quem der de ombros, dê de vez
Quem quiser que viva a sua vida.

Quem quiser que diga amém,
Quem achar que assim vai tudo bem
Cuide bem pra não se descuidar
E bater com a porta na cabeça.

(refrão)
Eu não vou dizer "Que nada!"
Nem "Muito obrigado por poder viver."
Sou ainda um ser humano e vou
Falar o que eu pensar.

Eu não quero ser cobaia
Quando o mundo ensaia
Como se morrer
Sou ainda um ser humano e vou
Pensar o que eu falar.

Quem quiser que lave as mãos
Quem quiser virar as costas, vá
E quem der de ombros, dê de vez
Quem quiser que viva a sua vida.

Quem quiser que diga amém,
Quem achar que assim vai tudo bem
Cuide para não se descuidar
E bater com a porta na cabeça.

(refrão)

 

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junho 3, 2005 07:00 PM

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