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Meraluz's Production

Vamos falar de vida !

Mas qual é mesmo a melhor maneira de falar dessa Senhora?

Ah, lembrei ! É VI-VENDO!



 

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Poema XXVII, in Poemas do Irremediável
- Paschoal Carlos Magno

Sei que a promessa não será cumprida,
à medida que teus passos se afastam,
sei que não voltarás à minha vida...

Se tivesse coragem de gritar
"Pára", talvez ainda me ouvirias
como ouço teu começo de viagem...

Mas não: dia a dia
devo assistir
a chegada consciente da distância...
---------------------------------------

Outro poema:

Oh, yes! - Charles Bukowski

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

 



Presente da Cacau para uma aquariana:

When the Moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the wars
This is the dawning of the
Age of Aquarius
The Age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!



 



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julho 19, 2009 12:48 AM Sobre a hora de partir 

sunsetting.jpg


Qual é a hora exata de partir? Difícil, muito difícil precisar esse "timing". Arriscaria dizer aqui que é quando o desconforto e uma sucessão de pequenas frustrações se sobrepõem ao bem-estar e à frequência do riso. Mas aí tem o coração no meio, atrapalhando tudo, atrasando as partidas, soprando esperanças de que amanhã tudo pode voltar a ser colorido e dizendo que as sintonias são assim mesmo intermitentes. Melhor não dar muito ouvidos a esse crédulo desvairado. A hora de partir é uma decisão, e decisões são tomadas com a cabeça, sem impulsos, sem pontos vulneráveis. Exigem que se pense, que se avalie, que se quantifique e, sobretudo, que se enxergue a realidade dos fatos. Não há nada mais concreto do que fatos. Adiar partidas para a hora do crepúsculo, para o momento em que os desejos começam a anoitecer ou a ser anoitecidos à nossa revelia é muito pior. É melhor sair enquanto emitimos alguma luz, enquanto pudermos, pelo menos, deixar na saída motivos para que sintam a nossa falta. Somos nós que determinamos o nosso próprio tamanho e o tamanho da nossa importância.

Sim, é doloroso sair de cena, se despedir de um espetáculo, de um sonho, de um laço ou de qualquer história que nos aqueça o coração. Porém, mais doloroso é assistir ao ocaso dos sentimentos, é esperar por algum gesto ou alguma palavra que não vai acontecer ou reacontecer. Mais doloroso é chegar no "tanto faz". Mais doloroso é deixar que o tempo nos transforme, aos olhos do outro (ou vice-versa), em alguém comum, banal, qualquer. Não, isso não. Melhor sermos uma grande memória do que um pequeno fato que enfraquece e não mais consegue mover moinhos ou surpreender. Mas dói, e como dói... O único consolo é que, se a dor já for uma velha conhecida nossa, saberemos como lidar com ela até iniciarmos uma nova história (ou não).

 

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meraluz at
julho 19, 2009 12:48 AM

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julho 12, 2009 12:56 PM Todo ser humano é um grande egoísta 

Todo ser humano é, em princípio, um grande egoísta. Pode parecer desalentadora esta afirmação, mas ela não é, em absoluto, fruto de uma visão depressiva da vida ou de crises existencias baratas. É fruto de minha observação, de minhas experiências e de experiências que percebo ao redor. Dizer, por exemplo, que certas criaturas são filhos, pais, mães, amigos ou amantes desprendidos e maravilhosos nem sempre me convence, por mais que os fatos os retratem como extremos e desinteressados 'doadores'. Pergunte a muitos desses pais maravilhosos, desses filhos dedicados, ou aos amantes que se entregam de "corpo e alma" a seus parceiros, se eles estão profundamente preocupados com o que acontece fora do âmbito do seu clã e de sua "história de amor", ou o que já fizeram por pessoas que não se inserem em seu contexto umbiguista. A maioria, na prática, pouco fez por um mundo melhor, pode apostar, uma vez que entendem o mundo apenas a partir de seu próprio espaço, repleto de possessivos, cheio de "meus" e "minhas". "Ah!... - alguém irá atalhar - "... mas existem aqueles que realmente se empenham em grandes causas sociais e humanitárias!" Bullshit! Esta é só uma maneira, também egoísta, de preencher a própria vida e o próprio tédio com ideais aparentemente nobres. Ninguém dá por dar, à exceção de certos "santos" malucos, como Madre Tereza de Calcutá ou Gandhi. E quanto àqueles que se orgulham de seus "amores incondicionais", das entregas plenas, das paixões descomunais? Egoísmo, puro egoísmo. Em geral, estão tratando de saciar suas carências no outro. Mais cedo ou mais tarde, se a relação se deteriorar, irão mandar a conta, com uma lista enorme de cobranças, diretas ou indiretas. Não me iludo. Ninguém se doa gratuitamente. O que ocorre é que uns são mais convincentes no papel de 'doador' e outros não.

Por esta razão, não espero muito das pessoas que atravessam o meu caminho. Não que eu as condene por antecipação, não. Um encontro é sempre um acaso feliz. Qualquer laço afetivo, independente das origens e consequências deste afeto, é um incidente - ou acidente - feliz. Só não vivo de ilusões. O ser humano flutua e se desenvolve, basicamente, em torno de sua própria órbita. E aprendi a aceitá-lo assim, respeitando as devidas proporções e se esse egoísmo endêmico não vier a me prejudicar, obviamente, porque, como ser humano, também sou um pouco egoísta, sobretudo no que tange à preservação da minha própria natureza.

 

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meraluz at
julho 12, 2009 12:56 PM

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